Galeria 2019: Costa

O MP Lafer 1978 do Alcindo Costa Filho no Centro Histórico de São Luis do Maranhão.
O MP Lafer 1978 do Alcindo Costa Filho no Centro Histórico de São Luis do Maranhão.

MP LAFER TAMBÉM É PATRIMÔNIO CULTURAL

Caros amigos do mplafer.net

Começamos esta postagem agradecendo vocês que nos honram com o prestígio da audiência após tantos anos, mesmo com o advento das redes sociais, dos smartphones e do tal do WhatsApp, que mudou a forma como as pessoas usam a Internet e não sabemos se é para melhor, uma vez que os conteúdos mais densos e relevantes desta rede continuam acessíveis somente por sites e blogs, e não por memes e vídeos de 45 segundos.

Estamos em dívida com vocês. Não conseguimos mais atualizar o site do MP Lafer na velocidade dos acontecimentos e na quantidade de coisas de gostaríamos de compartilhar. Por imposições de compromissos diversos, temos que ser mais seletivos com os temas e estamos salvando os conteúdos para posterior publicação, mesmo que com alguns meses de atraso.

Nossa escolha recaiu sobre a origem desta página: falar de MP Lafer e das pessoas que gostam desse carro. Voltamos às origens e ao tempo no qual atualizávamos a página uma vez por mês, numa época onde a conexão com a rede era por linha telefônica. Seguiremos assim por tempo indeterminado, pois essa é nossa determinação: resgatar e preservar a memória do MP Lafer.

Posto isso, vejam que diálogo recompensador resgatamos nesta ocasião.

A história começou com uma mensagem pelo Alcindo Costa Filho em 08 de maio de 2018:

"Estou restaurando um MP e, caso seja possível, me informe o seguinte sobre os automóveis da Lafer produzidos em 1978:

Quais eram os pneus? 185 x 70 x14? Eles eram da marca Dunlop?"

Respondemos no mesmo dia que o pneu era 185 x 70 x 14 da Firestone, ao que o Alcindo retornou:

"Obrigado pela informação. Tenho outras perguntas: o meu carro é ano 1978, o chassis numero: MP 03 B 1### (numeração ocultada por segurança). O número 03 é o mês de fabricação; B é o modelo - qual a diferença entre os modelos? 

E 1### é o numero da sequencia de fabricação, estou certo? 

Estou em São Luis, Maranhão. Adquiri este carro em São Paulo. Porém, a tampa traseira, do motor, não tem o pneu falso e sim uma grade que me parece ser para instalar um cesto ou coisa parecida. Será esta a diferença de modelo ou seria uma adaptação do antigo proprietário?"

A tampa do motor deste MP Lafer teve a roda raiada suprimida em função da adoção de um estepe alojado no para-lama dianteiro direito.
A tampa do motor deste MP Lafer teve a roda raiada suprimida em função da adoção de um estepe alojado no para-lama dianteiro direito.

No dia seguinte respondemos:

"Certamente a tampa do motor de seu MP Lafer foi modificada. Talvez seu carro seja parecido com este: http://wwv.com.br/mplafer/g_koury.htm

Retomando seu número de chassis:

MP 03 B 1###.
MP: Móveis Patenteados.
03: mês de fabricação (março).
B: tipo de carroceria (aprimoramento do molde original da carroceria tipo A).
1###: sequência de fabricação do carro.

P.S.: já comprou o livro do MP Lafer? Segue o link: http://www.mplafer.net/2012/11/icone.html "

Este MP Lafer já pertenceu ao engenheiro Antonio Pedro Koury, que em maio de 2002 enviou esta fotografia para o nosso site. "Há 17 anos, direto do túnel do tempo."
Este MP Lafer já pertenceu ao engenheiro Antonio Pedro Koury, que em maio de 2002 enviou esta fotografia para o nosso site. "Há 17 anos, direto do túnel do tempo."

Solucionamos a charada, conforme o Alcindo revelou:

"O carro é este! É muita coincidência, se não for este da foto que o senhor me mandou, é igual, até com o pneu estepe ao lado da porta do passageiro. Atá a cor e igual: prata! 

O carro está viajando de São Paulo para cá, logo que chegar vou lhe enviar fotos. 

Temos aqui no Maranhão a AMAVA - Associação Maranhense de Veículos Antigos, com muitos adeptos e uma boa quantidade de carros antigos originais: www.amavama.com.br "

O MP Lafer disposto na plataforma do caminhão que o transportou de São Paulo para São Luis do Maranhão.
O MP Lafer disposto na plataforma do caminhão que o transportou de São Paulo para São Luis do Maranhão.

Em 10 de maio de 2018 respondemos novamente:

"Recebi três fotos do seu MP Lafer. Lembro de ter visto esse carro pessoalmente há uns 15 anos! Se estiver bem conservado você fez um ótimo investimento.

Quando o carro chegar aí no Maranhão, leve ele até um belo cenário e tire fotos novas. A gente publica com prazer no site mplafer.net e incluímos o link para o belo site da AMAVA.

Como a tampa do motor, embora muito bem feita, não é original, creio que você terá dificuldades para conseguir as placas pretas para este MP Lafer. Não importa, é um exemplar único e tem muito valor cultural."

O Alcindo completou:

"O carro foi inspecionado por um amigo meu em São Paulo, que me falou que estava em ótimas condições. Logo que chegue, o levarei ao Centro Histórico de São Luís de onde farei umas boas fotos e lhe enviarei.

Logo que puder farei a encomenda do livro sobre o MP Lafer. É que não tenho muita intimidade com os computadores. Quando o meu filho chegar de viagem, fará a aquisição para mim."

Um mês depois, em 13 de junho de 2018, o Alcindo escreveu:

"Com muito prazer recebi nesta semana o seu livro! Parabéns! O livro conta, de fato, a história do carro e me encheu de entusiasmo na recuperação do carro que comprei.

Também tive uma "história" com o MP Lafer, lá pelos anos de 1976, quando iniciava minha vida de Engenheiro no Rio de Janeiro, mas isto é outra história.  

Surgiu uma oportunidade em uma boa oficina logo que o carro chegou aqui em São Luis, vindo de São Paulo, onde o adquiri. Assim o carro está em reparos.

Já fizemos a parte mecânica e estamos em processo de reparos na carroceria, pintura e de acabamentos. Estou tirando o estepe da lateral, como você deve se lembrar na foto do carro que você conhece. 

Estou tendo dificuldades em encontrar algumas pecas de reposição, mesmo aí em São Paulo, mas tudo bem, vamos conseguir. 

Quando o carro ficar pronto, envio para você umas fotos, tendo como fundo o Centro Histórico de São Luís."

Respondemos três dias depois:

"Desculpe a demora para responder. Tive dois dias muito corridos no escritório. Fico feliz que o livro tenha chego em suas mãos. O documento do carro também chegou?

Não sei se teria coragem de retirar o estepe do para-lama. Você vai trocar a tampa do motor também?

Aguardo o envio das fotos do carro no centro de São Luís. Será um grande prazer divulgar as belezas arquitetônicas do Maranhão.

Conte também suas histórias de 1976 com o MP Lafer. Elas merecem o resgate."

O Alcindo, sempre atencioso, retornou:

"O carro já esta todo documentado em meu nome no Detran do Maranhão. Quando à recuperação do carro, pretendo deixa-lo o mais próximo ao original de 1978. Estou retirando o pneu do para-lama. A meu entender, fica um pouco esdrúxulo este pneu adaptado.

Quanto a tampa traseira, do motor, vou deixar pra depois. Vou dar uma solução provisória, um tanto nostálgica, devo colocar um cesto de vime, prezo por uma tira de couro afivelada. Será uma solução provisória. Eu vi  coisa parecida assim em um carro esporte em Roma.

Acredito que o carro só ficará pronto no inicio do mês de julho. Aguarde as fotos do carro no Centro Histórico de São Lauis. Tenho certeza que ficarão interessantes, inclusive farei fotos em prédios onde participei dos trabalhos de restauração."

E as fotos realmente chegaram!

O Forte de Santo Antônio da Barra, em São Luiz do Maranhão, teve construção iniciado em outubro de 1691.
O Forte de Santo Antônio da Barra, em São Luiz do Maranhão, teve construção iniciado em outubro de 1691. 

O Palácio dos Leões é a sede do governo estadual do Maranhão, em área considerada Patrimônio Mundial pela UNESCO.
O Palácio dos Leões é a sede do governo estadual do Maranhão, em área considerada Patrimônio Mundial pela UNESCO.

Nas alamedas de São Luis do Maranhão, ouve-se o reggae vindo das rádios jamaicanas, influenciando a cultura local.


Clipe de Marcelo Falcão, com a participação de Fauzi Beydoun, da banda maranhense Tribo de Jah, e de um belo MP Lafer.


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Quando a magia do conversível supera a magia do cinema

Uma cena isolada e um conversível estacionado não contam toda a história.
Uma cena isolada e um conversível estacionado não contam toda a história.

Por Jean Tosetto

Que me perdoem os músicos, os teatrólogos, os pintores, os escultores, os arquitetos e os poetas, mas nenhuma arte é tão arrebatadora quanto a sétima arte, o cinema. Você pode até se emocionar profundamente com uma música, uma peça de teatro, uma pintura, uma escultura, uma catedral ou um poema, mas somente numa sala de cinema você ficará em transe coletivo.

A soma bem concatenada das imagens em movimento, dos sons, dos cenários e dos personagens contando uma história, é capaz de nos transportar para uma realidade paralela, por vezes fantasiosa, por vezes surreal e por vezes cruelmente verossímil. Quando um bom filme acaba, ficamos com a sensação de querer mais. Não queremos nos levantar da poltrona para ir embora.

Isole os componentes de um bom filme e você não terá o mesmo impacto de todo o conjunto, por melhor que seja a trilha sonora, por mais bela que possa ser a fotografia de um frame, por mais carismáticos que possam ser os personagens.

Com um conversível na garagem ocorre algo semelhante. Por mais belo que o carro possa ser, com uma carroceria que lembra uma escultura, se ele estiver estacionado será só um objeto inanimado. O conversível precisa de você para acionar o seu motor. É assim que a sua magia começa.

Ao contrário da sala de cinema, onde você é um espectador passivo, ao volante de um conversível você é o personagem principal da história. OK, talvez um coadjuvante em relação ao carro, mas ainda assim fundamental. Quando você abaixa a capota e deixa a luz do sol entrar, é como se o diretor do filme exclamasse:

- Luz, câmera, ação!

O ronco do motor já é uma boa trilha sonora, mas nada impede que você ligue o rádio para ouvir sua banda favorita. O enredo fica mais interessante se alguém estiver ao seu lado. Logo, um triângulo amoroso se forma: você, seu carro e a pessoa que te acompanha.

Falta um bom cenário, mas você conhece o caminho até ele. É uma estrada cheia de curvas, brisas e cheiros. Sensações reais que o cinema só pode evocar, mas que não entrega realmente. Se na sala do cinema você está arrebatado, em transe, num conversível o arrebatamento não interrompe uma experiência real.

Então, você estaciona o carro nas margens arborizadas de uma lagoa serena e, ao se virar para pegar a cesta de sanduíches de ricota com mel, rouba um beijo da sua paixão, cujo sabor é uma sensação que o cinema também não consegue entregar. Um pequeno tijolinho de alegria para construir uma fortaleza intransponível de felicidade. Assim como num bom filme, você não quer que a história acabe.

Um bom filme pode ser visto e revisto várias vezes, mas um passeio de conversível com alguém especial é um acontecimento único. É um happening e isso não deixa de ser uma arte, posto que é composta da junção de outras duas artes: a arte de amar e a arte de guiar.

The end.




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Galeria 2019: Keller

O MP Lafer 1985 de Reinaldo Keller estacionado diante do Portal Sul da cidade de Socorro, no Circuito Paulista das Águas.
O MP Lafer 1985 de Reinaldo Keller estacionado diante do Portal Sul da cidade de Socorro, no Circuito Paulista das Águas.

O MP LAFER DAS SETE RODAS

No começo de 2018 estivemos juntos com a diretoria do Clube MP Lafer Brasil na cidade de Socorro, no Circuito Paulista das Águas, para planejar o passeio da marca que seria realizado em abril daquele ano.

Nós fomos recebidos por Reinaldo Keller, um grande entusiasta da Lafer, que foi de grande importância para a organização do evento, facilitando o contato com as autoridades locais, que igualmente foram muito prestimosas.

Na ocasião também ficamos encantados com seu exclusivo modelo de MP Lafer, que teria sido preparado especialmente para o Salão do Automóvel de 1985, realizado em São Paulo. Trata-se de um exemplar único, que conta com dois estepes salientes sobre os para-lamas dianteiros.

E não é só isso. O Reinaldo, proprietário de um belo posto de combustíveis na principal via de acesso para a cidade, também nos mostrou uma capota de plástico transparente, que foi usada no carro em destaque no estande da Lafer no Parque Anhembi.

Não por acaso, o MP do Keller serviu para o cartaz de divulgação do passeio anual do clube para Socorro, numa foto diante do portal da cidade que circulou por jornais e sites da região. Sem dúvida um belo poster que junta a beleza do carro com a beleza da arquitetura local.

De acordo com Reinaldo Keller, este MP Lafer 1985 pertenceu durante muitos anos ao colecionador Aucido Edgar Reuter, advogado em Curitiba, Paraná, que é igualmente um grande entusiasta não só do MP Lafer, como do Lafer LL, de modo que este carro sempre esteve em boas mãos.

Este conversível é um raro exemplar da Lafer equipado de fábrica com dois estepes dispostos nos para-lamas dianteiros.
Este conversível é um raro exemplar da Lafer equipado de fábrica com dois estepes dispostos nos para-lamas dianteiros.

O interior do carro é mais convencional, mas já conta com motor elétrico para movimentar as janelas laterais de vidro.
O interior do carro é mais convencional, mas já conta com motor elétrico para movimentar as janelas laterais de vidro.

A sétima roda do MP Lafer exposto no Salão do Automóvel de São Paulo em 1985 não tem pneu: trata-se do adorno da tampa do motor com função auxiliar de respiro do compartimento.
A sétima roda do MP Lafer exposto no Salão do Automóvel de São Paulo em 1985 não tem pneu: trata-se do adorno da tampa do motor com função auxiliar de respiro do compartimento.

Quem visita Socorro poderá, eventualmente, avistar este MP Lafer ao abastecer no Auto Posto Morena da Fronteira, gerenciado pelo Reinaldo Keller.
Quem visita Socorro poderá, eventualmente, avistar este MP Lafer ao abastecer no Auto Posto Morena da Fronteira, gerenciado pelo Reinaldo Keller.


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Galeria 2019: Trajano

Irene Fernandes Trajano (98 anos) e seu MP Lafer 1974.
Irene Fernandes Trajano (98 anos) e seu MP Lafer 1974.

UMA SENHORA, UM SÉCULO & UM CARRO

Irene Fernandes Trajano nasceu em Portugal por volta de 1920, logo após o término da Primeira Guerra Mundial. Ela tinha nove anos de idade quando a Bolsa de Nova York quebrou, jogando os Estados Unidos e boa parte do mundo numa gigantesca recessão durante a década que precedeu a Segunda Guerra Mundial, que só se encerrou em 1944.

Em 1960 o Brasil assombrou o mundo com sua nova capital, projetada por Lúcio Costa e Oscar Niemeyer. Brasília ainda tinha cheiro de tinta fresca nas portas de seus gabinetes quando os militares tomaram o poder, colocando chumbo na cena política, enquanto os astronautas voavam até a Lua, em 1969.

Em 1974 um tal de MP Lafer é apresentado na linha de produção de uma fábrica de móveis em São Bernardo do Campo, quando Irene já contava com 54 anos de idade. Dez anos depois os brasileiros voltaram a conhecer um presidente civil, que tentava combater a inflação através de congelamentos de preços e cortes de zeros nas cédulas de dinheiro, enquanto o Muro de Berlim ruía em 1989, botando no chão consigo a Cortina de Ferro, que dava suporte para a Guerra Fria.

Com pouco mais de 80 anos de idade, Irene viu pela TV os aviões sequestrados por terroristas derrubarem as torres gêmeas de Nova York, no que ficou conhecido como o 11 de Setembro de 2001. Um século novinho em folha, com o horror tonificado à enésima potência.

Num mundo tão hostil como o nosso, é de se espantar que alguém se aproxime dos 100 anos de idade - façanha que Irene está prestes a realizar com a lucidez digna de uma Elis Regina num programa de entrevistas da TV Cultura.

Em 2018 Irene realizou um antigo desejo: comprou um MP Lafer 1974. Ela, que há vários anos vive em São Paulo, já não dirige: tarefa que agora cabe ao jovem Benedito, membro de sua família. Tivemos o prazer de conhecê-los pessoalmente durante o almoço do Clube MP Lafer Brasil realizado em Santana de Parnaíba, no mês de dezembro do mesmo ano.

Guardamos a foto para iniciar o ano de 2019 em forma de agradecimento e incentivo. Agradecimento pelos belos momentos que a vida nos proporciona e incentivo para aqueles que eventualmente reclamam do cansaço e do desânimo, independentemente da idade. Em seu livro "Saber Envelhecer", Cícero já dizia que não existem velhos que ficam ranzinzas, mas ranzinzas que envelhecem.

Irene Fernandes Trajano é alguém que soube envelhecer e seu bom humor, aliado ao seu bom gosto por carros antigos, revela que o azedume sempre ficou longe dela.


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Galeria 2019: Índice

Galeria 2019: Costa
Galeria 2019: Keller
Galeria 2019: Trajano
MP Lafer: a recriação de um ícone. O livro mais esperado dos últimos 40 anos (pelos laferistas). Clique na imagem para acessar a loja virtual.

MP Lafer: a recriação de um ícone. O livro mais esperado dos últimos 40 anos (pelos laferistas). Clique na imagem para acessar a loja virtual.


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Feliz Natal e Próspero 2019!

MPLAFER.net deseja Feliz Natal e Próspero 2019!


Pedimos para a nossa menina, de apenas cinco anos, desenhar um cartão de Natal para o site mplafer.net - ela tentou desenhar um MP Lafer num jardim, com um pinheirinho e, lógico, o Papai Noel.

Já reparou como é difícil desenhar um MP Lafer? Se tem gente grande que não consegue, imagine uma criança. Ela começou pelo para-lama, mas então colocou as duas rodas no mesmo vão. Depois aboletou uma porção de faróis na frente do carro, sem esquecer dos para-choques. Para completar, um para-brisa sem a capota.

Para nós ficou perfeito. Não interessa que para os outros o desenho sequer lembre a silhueta de um automóvel antigo. Amar é tolerar as imperfeições. Quanto mais você ama alguém, mais você perdoa os erros que este alguém possa cometer, bem como suas limitações.

Amamos o pinheirinho com presentes juntos de sua raiz e o Papai Noel pedindo para fazer silêncio. Amamos as flores no gramado, com todo o peso que elas possam transmitir.

Vivemos num mundo imperfeito e repleto de defeitos. A própria história do Natal é contestada em vários lugares do planeta. Mas desejar a felicidade para todos nunca será um pecado. Os votos de paz e saúde, no ano novo que se apresenta, cabem em qualquer urna, mesmo em lugares onde a imperfeita democracia é apenas um sonho distante.

Deste modo, reforçamos nossos votos:

Feliz Natal e Próspero Ano Novo!

Livro do MP Lafer ganha versão digital

O livro digital do MP Lafer será vendido pela Amazon do Brasil.
O livro digital do MP Lafer será vendido pela Amazon do Brasil.

Lançado como versão impressa numa produção independente em 2012, o projeto editorial chega ao ambiente dos e-books com uma nova diagramação.

Por Jean Tosetto

Quando escritores independentes lançam livros ou novas edições, eles sentem um misto de cansaço e satisfação. No meu caso, minha musculatura tensionada parece pesar mais, porém estou com o espírito aliviado. Parece que estou revivendo aqueles dias luminosos da primavera de 2012, quando o livro "MP Lafer: a recriação de um ícone" foi apresentado na sede do Instituto de Arquitetos do Brasil em São Paulo.

Agora, vendo em perspectiva, posso garantir que este livro foi escrito na época certa. Se esperasse mais um ano para escrevê-lo, não teria conseguido, pois meu escritório de Arquitetura não teria dado brechas para fazer outra coisa, salvo desenvolver projetos. Se esperasse dois anos, dificilmente teria alocado o valor de um Renault Sandero zero km na gráfica. 2014 foi o começo da pior recessão da república brasileira.

A despeito disso, o livro do MP Lafer vem construindo uma linda trajetória: foi distribuído em todo o território nacional, do Rio Grande do Sul até o Pará, além de 15 países em quatro continentes. Onde tem um entusiasta do MP Lafer, tem um livro do carro por perto, não importa o idioma: Alemanha, Itália, Estados Unidos, Canadá, Malásia, Japão... Minhas palavras chegaram em lugares que nunca fui pessoalmente.

A segunda edição, concebida como e-book, ganhou diagramação específica para valorizar as imagens em formatos distintos.
A segunda edição, concebida como e-book, ganhou diagramação específica para valorizar as imagens em formatos distintos.

Já me disseram que este livro era um capricho da minha parte, num tom de voz pejorativo. Mas o destino respondeu por mim de forma bem caprichosa: o livro do MP Lafer me rendeu o convite para escrever outro livro, "Arquiteto 1.0", em parceria com o professor Ênio Padilha. E quando o livro do MP caiu nas mãos do Tiago Reis, fundador da Suno Research, a brincadeira ficou séria e bem profissional: ele me convocou para ser colaborador da empresa. Entrei para o mercado financeiro.

Desde então, eu e o Tiago já lançamos dois livros: o campeão de vendas no segmento de finanças investimentos da Amazon, Guia Suno Dividendos; e também o Guia Suno de Contabilidade para Investidores, igualmente bem avaliado pelos leitores.

A parceria com a Suno está sendo tão produtiva que pela primeira vez fui editor de outros autores para lançar o Guia Suno Fundos Imobiliários, dos genais Marcos Baroni e Danilo Bastos.

Sinceramente, se eu fosse você leria todos eles. São livros com educação financeira concentrada na veia, para ajudar no planejamento da plena aposentadoria no longo prazo.

O Guia Suno Dividendos foi lançado como e-book em 2017, mas já ganhou versão impressa pela Editora CLA em 2018. Os outros livros da Suno devem fazer o mesmo caminho, mas as versões digitais vieram para ficar. Por isso o Tiago Reis me incentivou a levar o livro do MP Lafer para a loja da Amazon.

Das 168 páginas em formato A4 com duas colunas da versão impressa, para 322 páginas em formato A5 com uma coluna de texto: um tijolinho virtual.
Das 168 páginas em formato A4 com duas colunas da versão impressa, para 322 páginas em formato A5 com uma coluna de texto: um tijolinho virtual.

Pensei no grande trabalho que isso daria e fui protelando o projeto da segunda edição. Teria que fazer muitas coisas: revisar o texto novamente, refazer a diagramação, aprender a migrar os arquivos para a plataforma de publicação no Kindle, elaborar um índice virtual - coisas que a equipe da Suno sempre fez por mim, mas que agora teria que fazer sozinho.

Então veio o lançamento do livro "Percival Lafer: Design, indústria e mercado". Tive a honra de ver a menção do livro do MP Lafer nele. Olhei para o estoque dos exemplares, já na reserva, e pensei: "A história da recriação de um ícone não pode acabar com o último exemplar impresso vendido, tenho que garantir a sua continuidade."

E aqui vai uma confissão: não tenho planos para fazer uma terceira tiragem do livro no curto prazo. Sim, eu encomendei duas tiragens anteriormente, mas os custos com os Correios estão crescentes e o valor total de cada exemplar está cada vez mais proibitivo. A solução seria deixar uma editora de porte assumir o livro e cuidar da distribuição, mas enquanto isso não se concretiza, resolvi democratizar o acesso ao livro através da versão digital, a ser vendida num preço bastante razoável.

Então, o trabalho noturno e de fim de semana recomeçou, preservando os dois turnos diários dedicados para a Suno e para o escritório de Arquitetura. Reli cada linha do texto original e fiz pequenas melhorias, sem alterar o teor da mensagem. Desenvolvi uma nova diagramação, mais adequada para o formato eletrônico: no lugar das duas colunas de textos em grandes páginas do padrão A4, optei pelo padrão reduzido A5 com apenas uma coluna. Com isso, o livro que tinha 168 páginas impressas grandes, passou para 322 páginas eletrônicas, proporcionando uma leitura mais fluída em telas de smartphones e tablets.

Optei por manter o conteúdo original. Poderia ter acrescentado algumas imagens e um capítulo, mas prefiro deixar esta ampliação mais para frente, conforme novos acontecimentos possam ser considerados para completar a trajetória do carro, lembrando que os exemplares físicos remanescentes do livro ainda estão disponíveis para encomenda.

Desta vez não haverá evento de lançamento. O livro do MP Lafer já está na loja virtual da Amazon, que disponibilizou os primeiros 10% dele para degustação: são 32 páginas para ler de graça! Agora ninguém mais tem desculpa para não ler um pouco de uma história tão bonita.


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