XXIX Encontro Nacional do MP Lafer - Holambra 2026

Encontro do Clube MP Lafer Brasil em Holambra: chuva, carreata e a magia dos conversíveis clássicos

A 29ª edição do encontro do Clube MP Lafer Brasil em Holambra reuniu entusiastas, sorrisos de crianças e uma carreata surpresa sob céu instável.
A 29ª edição do encontro do Clube MP Lafer Brasil em Holambra reuniu entusiastas, sorrisos de crianças e uma carreata surpresa sob céu instável.

Apesar das previsões de chuva que intimidaram parte dos participantes, a 29ª edição do encontro do Clube MP Lafer Brasil, realizada em Holambra nos dias 16 e 17 de maio de 2026, provou que o entusiasmo dos proprietários de conversíveis clássicos supera eventuais adversidades climáticas. Com 27 MPs reunidos ao longo do fim de semana, o evento contou com uma carreata improvisada pelas ruas arborizadas da cidade, jantares descontraídos entre amigos e, no encerramento, crianças de olhos brilhantes atrás do volante de um ícone do automobilismo brasileiro.

Por Jean Tosetto

Uma vez por ano, o Clube MP Lafer Brasil organiza um encontro da marca. As últimas edições têm se concentrado em Holambra, no primeiro fim de semana após o Dia das Mães, numa época do ano com menor histórico de chuvas no interior de São Paulo. Em 2026, porém, as previsões meteorológicas apontavam precipitações durante todo o fim de semana, o que levou muitos participantes a desistir.

A realidade foi diferente. No sábado, houve apenas uma pancada isolada à tarde. O deslocamento até Holambra, tanto na ida quanto na volta, foi marcado por chuva, mas o evento em si transcorreu em condições satisfatórias. Ainda assim, o número de participantes ficou abaixo do esperado: ao longo dos dois dias, foram reunidos 27 MPs diferentes. Vários proprietários optaram por vir em seus carros convencionais. Se tivessem vindo de MP, a estimativa é que o total ultrapassaria 35 unidades.

Como Walter Arruda, presidente do Clube MPLA Brasil, observou, quem é apenas convidado pode desistir até o último momento. Já quem faz parte da organização mantém o compromisso, e foi assim que parte do grupo se deslocou para Holambra ainda na sexta-feira.

Um conversível que não teme a chuva

O deslocamento de Paulínia até Holambra foi feito sob chuva por pouco mais de uma hora. A primeira parada foi na Secretaria de Turismo da cidade, para retirar as chaves dos cadeados que trancam as correntes do estacionamento da prefeitura, reservado ao clube durante o fim de semana.

Embora o MP Lafer seja um conversível amplamente associado ao sol (característica especialmente valorizada em um país tropical como o Brasil), o modelo se comporta bem também sob chuva. Basta fechar a capota e seguir em frente. A mecânica Volkswagen é confiável, e uma viagem de 100 a 150 quilômetros sob chuva fina é perfeitamente viável. Percursos mais longos, de 300 a 400 quilômetros, tendem a se tornar cansativos nesse tipo de situação.

Ainda na sexta-feira, circulando por Holambra, já era possível ver alguns conversíveis estacionados diante de restaurantes ou transitando pelas ruas: sinal animador para o dia seguinte.

Holambra recebe os conversíveis com sol e boas vindas

Na manhã de sábado, ao contrário do que indicavam as previsões, o dia amanheceu ensolarado, com temperatura amena e clima agradável. Aos poucos, os MP Lafer foram chegando de diversas cidades: Paulínia, Americana, Campinas, São Paulo, São Bernardo do Campo, Arujá, Socorro, São João da Boa Vista e Poços de Caldas, no sul de Minas Gerais. Outros vieram de localidades ainda mais distantes, como Birigui, Marília e São José do Rio Preto.

O estacionamento reservado pela prefeitura foi ocupado gradualmente. Assim que o recinto foi aberto pela manhã, uma moradora tentou estacionar em uma das vagas reservadas para os MP Lafer. Após a explicação, ela comentou que a prefeitura vinha atraindo muita gente e muitos carros de fora, e que os próprios moradores precisavam se adaptar a isso.

A observação é legítima. Se, por um lado, os veículos do clube ocupam vagas que poderiam ser usadas pelos moradores, por outro, representam uma atração turística adicional, atraindo visitantes de outras cidades e até de outros estados. Durante o fim de semana, foram registradas conversas com turistas vindos de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Holambra: turismo, arquitetura e gastronomia

Holambra, com menos de 16 mil habitantes, tem se destacado no cenário turístico nacional. A cidade possui uma organização espacial diferenciada, com um urbanismo que remete a cidades europeias e norte-americanas: muros baixos, grandes jardins nas frentes das casas e uma área central repleta de bares e restaurantes com fachadas de influência holandesa e europeia.

A infraestrutura turística é sólida, com boa oferta de hotéis, pousadas e restaurantes para diferentes perfis de visitantes. No plano gastronômico, é possível almoçar um pastel ao lado da igreja matriz ou saborear um prato mais elaborado em um restaurante com vista para um lago.

O acesso também facilita a visita. A cidade é conectada a São Paulo por rodovias de pista dupla em cerca de 98% do percurso, com apenas os quilômetros finais em pista simples.

A chuva que virou festa: a carreata improvisada

No sábado à tarde, por volta das 15h15, o sol deu lugar a nuvens e uma pancada de chuva se formou rapidamente. Os participantes se concentraram na varanda do espaço público da Prefeitura de Holambra. Diante do cenário, a diretoria do clube decidiu antecipar a carreata prevista para o domingo e realizá-la ainda naquela tarde, garantindo que todos pudessem conhecer as principais ruas da cidade, caso a chuva voltasse no dia seguinte.

A decisão valeu a pena. O passeio colocou motoristas e passageiros dos MP Lafer em contato direto com turistas e moradores. Em alguns pontos do percurso, o buzinaço fez a festa de crianças e adultos que acenavam para os conversíveis nas ruas arborizadas do município.

A chuva, que inicialmente parecia uma ameaça, acabou contribuindo para criar um momento espontâneo e descontraído, transformando a carreata em uma atração inesperada naquela tarde de sábado.

À noite, os participantes que pernoitaram em Holambra se reuniram em restaurantes para momentos de descontração, sem assuntos pesados: apenas amenidades e a boa companhia de amigos que se encontram de tempos em tempos.

Os primeiros MPs estacionam em Holambra, no sábado de manhã.
Os primeiros MPs estacionam em Holambra, no sábado de manhã.

Turistas, moradores de Holambra e entusiastas de MP Lafer interagem entre carros e flores.
Turistas, moradores de Holambra e entusiastas de MP Lafer interagem entre carros e flores.

A imagem revela o dia bonito em 16 de maio de 2026.
A imagem revela o dia bonito em 16 de maio de 2026.

A Barateiro Miniaturas prestigiou o encontro anual de MP Lafer, com seu estande montado no acesso do estacionamento.
A Barateiro Miniaturas prestigiou o encontro anual de MP Lafer, com seu estande montado no acesso do estacionamento. 

Um MP Lafer Ti entre várias unidades da versão tradicional, inspirada no MG TD.
Um MP Lafer Ti entre várias unidades da versão tradicional, inspirada no MG TD.

Ciclistas de Sumaré rodaram dezenas de quilômetros e passaram pelo evento dos MPs.
Ciclistas de Sumaré rodaram dezenas de quilômetros e passaram pelo evento dos MPs.

Os MPs perfilados são capturados pela lente da fotógrafa.
Os MPs perfilados são capturados pela lente da fotógrafa.

Logo depois do almoço: o melhor horário para fotografar os MPs sem tanta gente na frente.
Logo depois do almoço: o melhor horário para fotografar os MPs sem tanta gente na frente.

A chuva repentina fez todos correrem para se abrigar na varanda da prefeitura de Holambra.
A chuva repentina fez todos correrem para se abrigar na varanda da prefeitura de Holambra.

A chuva lavou a carroceira dos MPs e a alma das pessoas.
A chuva lavou a carroceira dos MPs e a alma das pessoas.

Ainda bem que os MPs não são feitos de açúcar.
Ainda bem que os MPs não são feitos de açúcar.

Assim que o sol voltou, foi fácil chamar todos para uma foto da grande família.
Assim que o sol voltou, foi fácil chamar todos para uma foto da grande família.

No fim da tarde de sábado, os MPs percorrem as ruas de Holambra.
No fim da tarde de sábado, os MPs percorrem as ruas de Holambra.

Domingo de sol e olhares que emocionam

A manhã de domingo, 17 de maio de 2026, amanheceu ainda melhor do que a do dia anterior: clima mais agradável, temperatura amena e céu aberto. O comparecimento, porém, foi menor: 13 veículos estiveram presentes, dos quais 4 não haviam participado no sábado. Somados aos 23 do dia anterior, chegou-se ao total de 27 MP Lafer diferentes ao longo do fim de semana. A carreata de domingo contou com 11 carros, já que dois MPs haviam deixado a cidade antes do passeio.

Logo após o almoço, os participantes de cidades mais distantes começaram a se despedir. E foi justamente no encerramento que aconteceu um dos momentos mais marcantes do encontro.

Turistas vindos do Rio de Janeiro e de São Paulo se aproximaram dos carros estacionados. As crianças, de olhos brilhantes diante dos MP Lafer, claramente queriam tirar fotos. As famílias foram convidadas a se aproximar e, com o estacionamento mais tranquilo e o movimento menor, algumas crianças tiveram a oportunidade de sentar no banco do motorista, segurar o volante e até dar pequenas voltas pelo entorno, como caronas num parque de diversão.

É difícil descrever com precisão o impacto que o MP Lafer causa nas pessoas. As crianças, com sua espontaneidade e ausência de reservas, não precisam disfarçar a emoção. O sorriso delas diante do volante de um conversível clássico transmite uma energia genuína — e resume bem o que esses encontros representam.

Como tudo que é muito bom também passa rápido, chegou o momento de fechar novamente as correntes do estacionamento e devolver as chaves à guarita da prefeitura.

No domingo da manhã a festa prosseguiu com menos gente.
No domingo da manhã a festa prosseguiu com menos gente.

O colorido dos MPs se mistura com o colorido das flores.
O colorido dos MPs se mistura com o colorido das flores.

Neste dia, a preocupações do cotidiano ficaram em casa.
Neste dia, a preocupações do cotidiano ficaram em casa.

Enquanto os homens ficavam perto de seus brinquedos, as mulheres passeavam pelo centro de Holambra.
Enquanto os homens ficavam perto de seus brinquedos, as mulheres passeavam pelo centro de Holambra.

Turistas de Rio de Janeiro e São Paulo circulam entre os MPs.
Turistas de Rio de Janeiro e São Paulo circulam entre os MPs.

Que nota você dá para esse sorriso angelical?
Que nota você dá para esse sorriso angelical? 

Agradecimentos 

O encontro não teria sido possível sem a dedicação de Walter Arruda e Romeu Nardini, do Clube MP Lafer Brasil; o apoio de Alfeu Cabral na organização; e a presença fiel de Gilberto Martines, recordista de participação: em 29 edições, faltou apenas uma vez. Um agradecimento especial também a Alessandra Caratti e Marcos Melo, da Secretaria de Turismo de Holambra, pelo acolhimento de sempre. Não podemos esquecer da Danila, que cuidou da limpeza do recinto e do Toninho, Beto e Leo, da Tony Car Restaurações de MP Lafer, sempre atenciosos.

Até a próxima edição — a de número 30!

Veja também

A carta convite do Clube

XXVIII Encontro Nacional do MP Lafer - Holambra 2025

XXVII Encontro Nacional do MP Lafer - Holambra 2024

XXVI Encontro Nacional do MP Lafer - Holambra 2023

20º Passeio do MP Lafer - Holambra 2016

Livro do MP Lafer: últimos exemplares da edição original

Se você também é apaixonado por carros clássicos como o MP Lafer, vai adorar esta lista de produtos selecionados a dedo para quem vive esse universo — confira as sugestões e presenteie o entusiasta que existe em você. Clique aqui!

(Como participante do Programa de Associados da Amazon, sou remunerado pelas compras qualificadas e efetuadas.)

Carro conversível antigo: como dirigir com estilo, saúde e elegância clássica

Carro conversível antigo: como dirigir com estilo, saúde e elegância clássica 

Realizou o sonho do conversível clássico? Ótimo. Agora cuide de quem está atrás do volante. Óculos de aviador, mocassim, jaqueta de couro, luvas de condução. Coerência entre o carro e quem o dirige não é mera vaidade, mas sobretudo respeito pelo sonho que você conquistou.

Por Jean Tosetto

Ter um carro conversível clássico é um sonho que muitos homens realizam depois de anos de trabalho e conquistas. Mas possuir a máquina é apenas metade da experiência: a outra metade está em quem a dirige. É preciso unir estilo pessoal, saúde e elegância para aproveitar ao máximo o universo dos automóveis antigos.

O sonho que amadurece com o tempo

Existe um tipo de sonho que costuma surgir quando o homem já venceu as batalhas mais urgentes da vida. Depois de trabalhar durante décadas, educar os filhos e conquistar certa estabilidade financeira, muitos começam a procurar algo que represente prazer, estilo e realização pessoal. É nesse momento que alguns se interessam pelos automóveis conversíveis antigos e esportivos, máquinas de personalidade como um MP Lafer, um Puma GT, um raro Willys Interlagos ou até modelos importados como o Alfa Romeo Spider, os carros da MG, da Triumph ou ainda um BMW Z3.

Esses carros carregam charme, elegância e um romantismo mecânico que os automóveis modernos perderam.

Não basta cuidar do carro: é preciso cuidar de si mesmo

Contudo, de pouco adianta realizar o sonho de possuir uma máquina assim se o motorista não estiver à altura da experiência. É comum ver pessoas que cuidam perfeitamente do carro (lavam, enceram, fazem manutenção preventiva, trocam óleo) mas se apresentam de maneira displicente. Às vezes o sujeito chega a um encontro de carros antigos usando bermuda e chinelo, e toda a imponência do automóvel desaparece no instante em que ele desce do veículo.

A verdade é que não basta cuidar do carro; é preciso cuidar de si mesmo. Afinal, o prazer de dirigir um conversível antigo não está apenas na máquina, mas também na maneira como o motorista vivencia aquele momento. E isso começa pela própria saúde. Manter-se disposto, ativo e bem consigo mesmo é fundamental para continuar aproveitando essas experiências ao longo dos anos.

Elegância natural: a coerência entre o carro, a ocasião e o visual

Além disso, existe uma questão de estilo. Não se trata de ostentação ou vaidade exagerada, mas de coerência entre o carro, a ocasião e a apresentação pessoal. Um conversível clássico pede certa elegância natural. E alguns acessórios ajudam muito nessa composição.

O primeiro deles é o óculos escuro, especialmente o modelo de aviação, que longe de ser apenas um item estético, funciona como equipamento de proteção. Protege os olhos do excesso de sol, dos raios ultravioleta, da poeira, do vento e até dos insetos que podem atingir o rosto durante a condução. Ao mesmo tempo, acrescenta personalidade ao visual e melhora a autoestima de quem dirige.

Nos pés, a escolha correta do calçado também faz diferença. Carros antigos geralmente possuem câmbio manual, exigindo sensibilidade nos pedais de acelerador, freio e embreagem. Por isso, sapatos com solado muito grosso atrapalham a condução. Um mocassim de sola fina é uma excelente escolha: elegante, confortável, fácil de calçar e adequado para dirigir.

Os acessórios certos para completar o conjunto

A clássica jaqueta de couro também combina com o universo dos conversíveis. Mesmo em um país tropical como o Brasil, ela pode ser útil. Além do estilo, protege os braços contra o excesso de sol e contra o vento constante da estrada. Quando confeccionada em couro legítimo, ela tende a manter uma temperatura agradável no corpo, especialmente com a capota abaixada.

As luvas de condução complementam essa experiência. Além de protegerem as mãos do sol, ajudam na aderência ao volante, principalmente nos carros antigos com aro de madeira, nos quais o suor pode prejudicar a pegada. E junto das luvas, um relógio analógico de caixa cromada e pulseira de couro reforça ainda mais a estética clássica e esportiva do conjunto.

Por baixo da jaqueta, uma simples camisa branca de algodão já resolve. Na parte inferior, uma calça jeans tradicional é suficiente. Afinal, dirigir um automóvel clássico de bermuda transmite uma imagem juvenil demais para alguém que já alcançou maturidade e realizou um sonho dessa natureza.

Até pequenos detalhes fazem diferença, como carregar uma boa carteira de couro. Em tempos de PIX, cartões e pagamentos digitais, ainda existem situações, especialmente em estradas do interior, em que o dinheiro vivo continua sendo útil.

O verdadeiro prêmio: sentir-se bem consigo mesmo

No fim das contas, todo esse cuidado não serve para impressionar os outros. Serve para que o próprio indivíduo se sinta bem. Porque quando alguém se sente bem consigo mesmo, isso se reflete no humor, na autoestima e até na disposição para enfrentar a rotina da semana seguinte.

O carro antigo talvez passe a maior parte do tempo guardado na garagem, dado que o trânsito das grandes cidades nem sempre favorece seu uso cotidiano. Mas o estilo, o cuidado pessoal e o alto astral adquiridos nesses momentos especiais permanecem no dia a dia. E isso faz parte da verdadeira recompensa de realizar um sonho antigo: não apenas possuir a máquina, mas aprender a desfrutá-la da maneira correta.

Clique aqui e confira nossas sugestões para guiar com estilo!

(Como participante do Programa de Associados da Amazon, sou remunerado pelas compras qualificadas e efetuadas.)

Veja também:

Encontro de antigomobilismo na Serra da Cantareira reúne clubes e arrecada doações

Percival Lafer, 90

A Expedição Redentora pelo Circuito das Águas (e-book disponível na Amazon)

Encontro de antigomobilismo na Serra da Cantareira reúne clubes e arrecada doações

Sete MPs reunidos na na Serra da Cantareira, em São Paulo, no Rancho Santa Inês Castelo da Costela.
Sete MPs reunidos na na Serra da Cantareira, em Caieiras, São Paulo, no Rancho Santa Inês Castelo da Costela.

Encontro na Serra da Cantareira reuniu cerca de 85 carros antigos, representantes de diversos clubes — incluindo sete MPs — e arrecadou doações para o Recanto dos Avós, a COTIC e a SOPRAC.

Por Gilberto Martines

Caros amigos, gostaria de compartilhar algumas fotos de um evento de antigomobilismo do qual tive a oportunidade de participar neste domingo, dia 26 de abril de 2026.

O encontro foi organizado pelo nosso amigo Nelson Macrini — e esta foi a primeira vez que participei de um dos eventos que ele costuma realizar. Essas ocasiões têm duas finalidades: reunir amigos apreciadores de carros antigos e arrecadar contribuições diversas em benefício de instituições que atendem idosos e crianças especiais.

O evento aconteceu na Serra da Cantareira, em Caieiras, São Paulo, no Rancho Santa Inês Castelo da Costela, localizado na Estrada Santa Inês, km 9,5. O local é muito agradável, com bom atendimento e preço justo. Às 10h fomos recebidos com um café da manhã e, por volta das 12h, começou a ser servido o almoço — bem variado e tendo como prato principal a costela de chão, feita no bafo. Durante a refeição, contamos com a animada apresentação da Garage Memories Banda, com músicas de época.

O encontro foi muito bem organizado e contou com a presença de aproximadamente 85 carros. Acredito que o Sr. Macrini não tenha convidado mais participantes por limitação de espaço. Estiveram presentes representantes de diversos clubes de carros antigos: Puma Clube de Sorocaba e Santos, Clube do SP2, Clube do MP Lafer Brasil, Clube do Opala, Model A Ford Club, Fusca Clube do Brasil, CCAS – Clube de Automóveis Antigos de Santos e Clube do Chevrolet. O nosso clube marcou presença com sete MPs.

Durante o almoço foram realizados sorteios de brindes doados pelos clubes entre os participantes. Nosso presidente, Sr. Walter, contribuiu com oito camisetas do clube para o sorteio. Um momento especial foi o leilão de um boné do MP Lafer autografado pelo Sr. Percival Lafer — arrematado pelo nosso companheiro laferista Anderval —, com o valor também revertido às instituições beneficiadas.

Todos os clubes presentes foram homenageados com um troféu e um certificado de participação, entregues aos respectivos presidentes ou representantes. Os demais participantes também foram agraciados com um troféu em reconhecimento às suas doações e à presença no evento.

Foi um dia muito agradável, com muitos amigos e, o melhor de tudo, a satisfação de poder ajudar essas entidades tão importantes.

Deixo aqui meus parabéns ao amigo Nelson Macrini, meu obrigado pelo convite e um abraço a todos os participantes por terem colaborado com essa causa tão nobre.

Entidades beneficiadas:

Recanto dos Avós
COTIC – Centro Organizado de Tratamento Intensivo à Criança
SOPRAC – Sociedade Protetora dos Animais de Caieiras 

Walter Arruda, presidente do Clube MP Lafer Brasil, recebe menção honrosa pela participação no evento.
Walter Arruda, presidente do Clube MP Lafer Brasil, recebe menção honrosa pela participação no evento.

Membros do Clube do MP Lafer prestigiam o almoço beneficente.
Membros do Clube do MP Lafer prestigiam o almoço beneficente.

Os Pumas perto do ambiente selvagem.
Os Pumas perto do ambiente selvagem.

Rancho Santa Inês: ambiente rústico e aconchegante.
Rancho Santa Inês: ambiente rústico e aconchegante.

O lugar também é conhecido como Castelo da Costela.
O lugar também é conhecido como Castelo da Costela.

SP2 dando o ar da graça.
SP2 dando o ar da graça.

Veja também:




Percival Lafer, 90

Percival Lafer completa 90 anos de idade em 12 de abril de 2026.
Percival Lafer completa 90 anos de idade em 12 de abril de 2026.

Sabe aquela conversa do "no meu tempo era melhor"? Então, você não vai ouvi-la de Percival Lafer. Se perguntarmos para ele qual é o melhor tempo, a resposta certamente apontará para o futuro. O futuro sempre pode ser melhor se pudermos idealizar algo, planejar, projetar, construir, fabricar, dar a nossa contribuição.

Dizem que quem trabalha quieto vai longe. Mas quem é irrequieto, também. Esse é um aparente paradoxo que define a personalidade do arquiteto e empresário Percival Lafer: um sujeito irrequieto que trabalha quietamente. Como designer de dezenas de móveis patenteados e fabricados pela Lafer em décadas de história, ele nunca assinou pessoalmente uma criação. Tudo era em feito em nome da Lafer, empresa que assumiu no começo dos anos de 1960 junto com dois irmãos e um cunhado, após o passamento prematuro de seu pai.

Manter-se longe do olho do furacão  talvez esteja no segredo de sua longevidade, alcançada com rara autonomia e lucidez para uma pessoa nonagenária. Essa mistura de discrição com prudência e sabedoria também ajuda a defini-lo. Como resultado dessa combinação, temos em Percival um senhor elegante, mesmo com seu jeito despojado de se vestir. Ele mede bem as palavras antes de soltá-las ao vento.

Conheci o Percival há exatos vinte anos, em 8 de abril de 2006, durante o passeio do Clube MP Lafer Brasil para Serra Negra. Desde então, estive com ele pessoalmente em algumas oportunidades, dividindo mesas de restaurantes em dias festivos - e de livrarias, durante o lançamento de alguns livros. Também prestigiei ele durante uma mostra de seu trabalho numa galeria de móveis e teve uma vez que passamos uma tarde juntos, tomando um café especial. Então, creio que posso compartilhar algumas observações complementadas por nosso contato virtual, que ajudam a explicar como alguém pode alcançar os 90 anos de idade em tão boa forma.

Antes disso vamos resolver uma contradição. "Espere aí, se o Percival é alguém que se volta sempre para o futuro, como ele resolveu criar o MP Lafer, um carro dos anos de 1970 baseado num MG de 1952?"

Boa pergunta. O MP Lafer é mesmo um automóvel de linhas clássicas. Ainda assim foi um modelo pioneiro no Brasil: o primeiro conversível esportivo de desenho nostálgico, montado no país sobre uma plataforma contemporânea e global, posto que a VW também a produzia no México e na Alemanha, permitindo que o veículo idealizado por Percival pudesse ser exportado com sucesso para os Estados Unidos e a Europa. 

Além disso, a Lafer lançou um carro do futuro, sim: um carro do futuro para muitos jovens sonhadores, que desenvolveram suas carreiras, criaram seus filhos e finalmente realizaram o antigo desejo de possuir um MP Lafer, uma máquina capaz de fazer um sujeito a caminho da terceira idade se sentir como um adolescente apaixonado. Se não fosse assim, o MP não seria um modelo cultuado depois de meio século de sua aparição.

Agora vamos em frente, analisando o que o Percival fez de bom que podemos copiar, para chegar bem numa idade tão avançada, mesmo para os padrões internacionais. Comecemos pelo óbvio: ele não fuma e não bebe álcool ou refrigerantes. Ele não adiciona açúcar no café e se alimenta de forma equilibrada, com foco em saladas, mas sem recusar um pouco de carne e carboidratos. Ele, assim como sua esposa, a Branca, cultiva uma rotina quase diária de exercícios físicos, que incluem caminhadas e sessões com uma personal trainer.

Até aí, nada de novo debaixo do sol. O problema é que poucas pessoas seguem com disciplina uma vida longe dos vícios e perto de uma dieta balanceada, incluindo a prática de exercícios para combater o sedentarismo. Porém, mesmo que você siga esse roteiro básico da boa saúde física, ainda falta cuidar da saúde mental, com um bom gerenciamento sobre os níveis de estresse. E o nosso amigo Percival parece ser muito bom nisso, também.

Sua trajetória não foi apenas uma sequência de lançamentos de móveis articulados de design futurista e refinado, intercalados com viagens para as melhores feiras do ramo na Europa e nos Estados Unidos. Aconteceram alguns perrengues também, e que perrengues! Desde uma inundação na primeira fábrica de móveis até um incêndio parcial nas instalações construídas em São Bernardo do Campo, contido com a ajuda dos bombeiros da Mercedes-Benz, vizinha da Lafer na Via Anchieta. Fora as crises macroeconômicas do Brasil, que a cada mudança de estação batem nos empresários sem dó nem piedade: crise do petróleo nos anos 70, hiperinflação nos anos 80, confisco da poupança nos anos 90... Eu já teria surtado e pedido arrego. Porém, a Lafer passou por tudo isso e durou quase um século.

Daí vem uma lição importante: saber desapegar. A Lafer foi fundada em 1927 por Benjamin Lafer. Percival encerrou a empresa em 2022, após 95 anos de história. Qualquer sujeito orgulhoso teria mantido a empresa aberta por mais alguns anos, sem ser questionado. No entanto, o que começou bem terminou bem antes de se perder ou ficar insolvente. Aprender a encerrar ciclos de sucesso: uma lição de maturidade que conduz à longevidade. E aqui fica um conselho embutido: para alguém abrir mão da sua principal fonte de renda, é preciso ter um planejamento financeiro e patrimonial que garanta a subsistência mediante fontes alternativas de renda passiva.

Mais contradição. Mais paradoxo. Também é preciso saber se apegar. Apegar-se naquilo que importa. Percival está casado com a Branca há 64 anos. Eles moram na mesma casa desde o final dos anos de 1960. Estabilidade. Quando você consegue fazer de uma casa um lar para seus filhos, netos e bisnetos, não há motivo para se aventurar e colocar tudo a perder por causa de bobagens e de egos mal controlados. Isso certamente ajuda na longevidade.

Alcançar uma idade elevada traz desafios adicionais. A seguir o ciclo natural das coisas, perdemos nossos pais e tios. Depois começamos a perder nossos irmãos e primos, nossos amigos de infância. Nossos colegas de trabalho, que viram amigos íntimos, também se vão. A tendência é o isolamento, salvo o estabelecimento de novos laços familiares e de amizades. Agir com soberba diante dos mais jovens não funciona; É preciso criar um canal aberto de trocas com eles. Vai a experiência de um lado para o outro, vem o entusiasmo recarregado. 

Meu amigo Percival parece fazer isso muito bem. Recentemente ele fez uma parceria com a Lissa Carmona, curadora da ETEL Design, para relançar em escala artesanal algumas de suas peças mais icônicas. Além disso, eles estão lançando um projeto novo: o aparador PLE-90, feito com resíduos de madeira gerados na fabricação de outras peças. A apresentação formal da novidade foi marcada para um dia emblemático: 12 de abril de 2026, o aniversário de 90 anos de Percival Lafer, no pavilhão do Parque Ibirapuera, durante o evento SP-Arte.

Daí vem mais um dos componentes do segredo da longevidade de Percival Lafer, que é continuar trabalhando, mantendo a mente ativa e ocupada, renovando metas e aceitando novos desafios. Aposentar-se é um verbo proibido. Podemos até nos retirar do mercado formal de trabalho, mas não devemos deixar de trabalhar, nem que seja para fazer um serviço voluntário. Quando ficamos inativos ou sem objetivos concretos, a biologia do nosso corpo compreende isso como um sinal de finitude, um pedido que costuma ser atendido pela mãe natureza.

Por falar nisso, faltou argumentar sobre as predisposições genéticas sobre a longevidade. Certamente Percival as possui, mas não sou cientista para averiguar isso de perto, e nem vem ao caso. Sequer sou jornalista da grande mídia, obrigado a manter a compostura em nome da imparcialidade. Nestas linhas posso revelar que sou cristão. Isso me dá margem para crer que Percival e sua família são abençoados por Deus. Eles seguem os ritos e as tradições judaicas milenares e algo me diz que Deus aprecia essa dedicação. Isso revela que não somos apenas mente e corpo, mas também seres espirituais: estar consciente disso parece nos ajudar a ir mais longe. Acreditar em algo faz bem.

Posto isso, preciso encerrar esta epístola aberta. Agora posso ser bem convencional e desejar feliz aniversário para o meu amigo Percival Lafer. Que ele possa chegar aos 120 anos com saúde e disposição - ao menos se preparando para tanto, como reza o conselho recebido de seus antepassados, pois assim ele será um farol a iluminar os caminhos daqueles que o admiram.

Saudações cordiais,

Jean Tosetto

Paulínia/SP - 11 de abril de 2026

Veja também:

Um café com Percival Lafer

Lafer encerra atividades após 95 anos de história

Lafer além do MP

O livro mais esperado dos últimos 40 anos *

Mais relatos

Clube MP Lafer Brasil convida: Holambra 2026

Em 2026 a cidade de Holambra será palco de mais um encontro do MP Lafer!

29º Encontro do MP Lafer

Bom dia amigo Laferista,

Chegou mais uma oportunidade de colocar nossos carros na estrada.

Nosso encontro será em Holambra.

Vamos passar um ótimo fim-de-semana com nossos familiares e amigos.

Data: 16 e 17 de maio de 2025 (sábado e domingo)

Esperamos vocês a partir das 9:00 horas do sábado, dia 16, no estacionamento da Prefeitura situado na Alameda Maurício de Nassau (a mesma da Expoflora), esquina com a Rua Inácio Fonseca (entrar pelo portal do Moinho), sendo que o estacionamento ficará fechado para o nosso Clube.

Aproveite a oportunidade e fique com a família em um dos vários hotéis e pousadas lá existentes já a partir de sexta-feira, dia 15.

Seguem abaixo algumas sugestões de hotéis:

Parque Hotel Vila de Holanda: (19) 99129 7689 – parquehotel@viladeholanda.com.br

Hotel Pousada Europa: (19) 99692 0552 - hotel@pousadaeuropa.com.br

No domingo o aquecimento também será a partir das 9:00 horas e às 10:00 horas será dada a largada para uma carreata pelos pontos principais na cidade, saindo do estacionamento da Prefeitura.

Pede-se a gentileza de não buzinar ou tocar som alto no recinto do evento e suas imediações, que incluem a matriz da igreja católica, a unidade básica de saúde do município e um centro social para pessoas de terceira idade.

Não se esqueça de ir uniformizado e não deixe de revisar seu carro para desfrutar melhor sua viagem.

Até lá!

Walter Barboza de Arruda - Presidente - (11) 97122 6260 - walter.mplafer@uol.com.br

Romeu Nardini - Diretor - (11) 99154 4536 - meco98@uol.com.br 

Cartaz promocional do XXIX Encontro do MP Lafer - Holambra 2026. Compartilhe sem moderação! (Arte digital por Felipe Arruda)
Cartaz promocional do XXIX Encontro do MP Lafer - Holambra 2026. Compartilhe sem moderação! (Arte digital por Felipe Arruda)

Veja também:










A Expedição Redentora pelo Circuito das Águas

"A Expedição Redentora pelo Circuito das Águas" disponível na Amazon.
Clique na imagem para acessar a loja da Amazon.

O autor do livro "MP Lafer: a recriação de um ícone", prestes a completar 50 anos, realizou uma jornada por uma das regiões mais belas do Brasil, redescobrindo caminhos, interagindo com as pessoas e refletindo sobre a vida, bem como sobre aquilo que mais importa, independentemente de crenças religiosas e culturais.

Sinopse (passagens extraídas do livro)


“Quando o Natal e o Ano Novo se aproximam, parte das pessoas que vivem no modo automático e burocrático despertam para resolver pendências de diversas origens. O gestor do fundo de investimentos anseia por fechar o trimestre acima do benchmark, o obeso se incomoda com o peso verificado na balança, a balzaquiana se desespera, pois os primeiros sinais da menopausa surgiram e ela não realizou o sonho da maternidade. Os mais velhos, que ainda gozam de boa saúde, descobrem que precisam recuperar o tempo perdido, fazendo alguma viagem.

Meus sogros decidiram passar uns dias na Serra Gaúcha, para curtir o clima de Natal em Gramado. Não quiseram ir sozinhos, então convidaram minha esposa e minha filha para fazer companhia. Elas são filhas únicas, em vários sentidos. Fiquei por aqui mesmo, sozinho, pois ainda tinha trabalho para fazer e sei lidar bem com a solidão. Acho.

Trabalhei tanto nos últimos dias de 2025 que nem fiz planos para o primeiro dia de folga do recesso, no sábado, dia 20 de dezembro.

Acordei, fiz meu café e liguei a televisão. Zapeei pelo YouTube. A moça revelou 13 coisas que deixou de fazer e que mudaram o 
mindset dela para melhor. Cara, quem consegue lembrar de 13 coisas para não fazer? Decidi que não jogaria meu dia na lata de lixo, alternando telas enquanto a areia escorria pela ampulheta. Afinal de contas, era o último sábado de primavera. No domingo, o verão assumiria o leme no hemisfério sul, por volta de meio dia. Então, aquele sábado era também o dia mais comprido da primavera no Brasil, antes do solstício de verão.”

[...]

“Ao refletir sobre isso, constatei que nesta Saturnália nunca poderia ser um deus, mas poderia assumir outro papel. Ao invés de ser um sujeito de meia-idade, comprometido com o trabalho e com o pagamento das contas, seria um 
bon vivant apreciando a dolce vita.

Meu companheiro de escapada foi meu MP Lafer 1974, um conversível cinquentão, como serei em poucas semanas. Saí de casa por volta das nove da manhã.”

[...]

“Se tivesse que parar em cada lugar interessante para fotografar, não completaria a missão do dia: visitar os seis principais Cristos Redentores do Circuito das Águas Paulista. Estou denominando as estátuas dessa forma, pois elas claramente se inspiraram na mais notória do tipo, construída no alto do Corcovado, no Rio de Janeiro, com Jesus de braços abertos sobre a Guanabara.”

[...]

“Algumas pessoas fazem o Caminho de Santiago de Compostela na Europa, outras percorrem o Caminho da Fé para Aparecida, aqui na América do Sul. Na impossibilidade ocasional de empreender essas peregrinações que se estendem por vários dias, criei minha própria jornada espiritual: a Expedição Redentora pelo Circuito das Águas. Descobri que várias são as rotas que conduzem ao exame da própria
consciência, ao autoconhecimento e à superação pessoal. As mais inexploradas estão nos rincões da nossa mente.”

Sobre o autor


Jean Tosetto (1976) é arquiteto e urbanista graduado pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, São Paulo. Tem escritório próprio desde 1999. O autor de “MP Lafer: a recriação de um ícone” (2012) e “Arquiteto 1.0 – Um manual para o profissional recém-formado” (2015) é editor associado de livros da Suno Research desde janeiro de 2017.


Veja também:



Feliz Natal e Próspero 2026!

Feliz Natal e Próspero 2026! São os votos de mplafer.net

Quando o sentimento é bom, as coisas não precisam fazer sentido. MP Lafer também é poesia. E também é cultura. Feliz Natal e Próspero 2026 para todos!

Esqueça. Aqui não é lugar para falar dos absurdos do meio político e jurídico de um país que testa seus cidadãos a cada segundo. Ou da ambição dos candidatos ao posto de tirano-mor do século 21. Ou dos tiros disparados pela raiva irracional e fanática. São coisas sem sentido.

Sim, a gente sabe que você já pensou que esse mundo precisa acabar logo, para começarem um outro melhor. Mas, veja bem, ainda tem coisas legais por aqui. São coisas que a gente tenta cultivar, embora também sejam coisas sem sentido.

Ou você vê sentido num carro com grade de radiador diante do porta-malas na dianteira do conversível, com o motor traseiro refrigerado a ar? 

Quando chega o fim do ano, as pessoas começam a falar sobre uma festa que, aparentemente, também não faz sentido. Ainda mais no Brasil, um país de clima tropical que fica esperando a chegada de um velhinho lá do Polo Norte, mais encapotado que um esquimó siberiano.

Tem gente que não suporta essa época do ano, com suas hipocrisias e o excesso de consumismo, que faz muitos comerciantes fecharem a contas no azul. Essas pessoas estão parcialmente certas.

Porém, dizem que nesta época do ano devemos fazer votos de saúde e prosperidade para nossos amigos e inimigos (para que possam testemunhar nossos triunfos). É quando bate aquele remorso em alguns e eles saem por aí fazendo coisas boas, como doações de brinquedos em orfanatos e de fraldas geriátricas em asilos.

Outros se reconciliam com seus pais e com amigos com quem brigaram por causa de picuinhas sem sentido.

Enfim, nada parecer fazer sentido. Quem está certo? Quem está errado?

Ahhhh! Aqui também não é lugar para esse tipo de reflexão profunda. Vamos sintetizar:

- Quando o sentimento é bom, as coisas não precisam fazer sentido.

Feliz Natal!

Próspero 2026!

São os votos do seu amigo 

Jean Tosetto

Editor do site mplafer.net

Veja também o conteúdo publicado no ano que passou:

Almoço do Clube do MP em Itapecerica da Serra - 2025

Um almoço com Miro Dudek

MP Lafer alcança a Bélgica e os Países Baixos

MP Lafer é destaque em Arezzo na Itália

XXVIII Encontro Nacional do MP Lafer - Holambra 2025

Um café com Percival Lafer

Gilberto Martines e o diorama do MP Lafer

Lafer LL 006: o paradeiro no Pará