Um encontro fora de série na Alemanha

Uma coleção de MP Lafer reunida diante do Castelo Wissem em Troisdorf, Alemanha. (foto: MP Lafer Germany)
Uma coleção de MP Lafer reunida diante do Castelo Wissem em Troisdorf, Alemanha.

Era uma vez um designer de móveis, sócio de uma fábrica de móveis. Um dia ele resolveu que iria fabricar um carro no Brasil. Pessoas de bom senso (ou seriam pessoas de senso comum?) tentaram demovê-lo da ideia.

- Você já é um empresário de sucesso. Para que se meter a fabricar um carro? Isso não vai dar certo.

Imagina se ele deu ouvidos para a torcida. O entusiasmo pelos carros já estava em seu íntimo antes mesmo de fazer o primeiro risco na faculdade de Arquitetura.

O carro, você já sabe o nome: é o MP Lafer, apresentado pela primeira vez no Salão do Automóvel de São Paulo em 1972. O arquiteto por trás da iniciativa é Percival Lafer.

Percival Lafer concede entrevista para o programa "PS - Das Automagazin"  do canal alemão N-TV. (foto: MP Lafer Germany)
Percival Lafer concede entrevista para o programa "PS - Das Automagazin"  do canal alemão N-TV.

A década de 1980 chegou trazendo uma grande recessão para o Brasil. Eram tempos difíceis, de muita inflação e poucas esperanças. As empresas tombavam no chão feito vítimas da Gripe Espanhola. A Lafer também sentiu as dores do país e contratou consultores para se reestruturar para uma nova realidade.

Os engravatados recomendaram interromper a produção do carro. A Lafer deveria se concentrar apenas no que era líder. No caso, a produção de móveis articulados com qualidade para exportação. Percival foi contra: ele insistiu na continuidade do projeto do veículo e estendeu sua fabricação até 1990. A Lafer está de pé até hoje.

O MP Lafer foi um carro fora de série por 18 anos. Mais de quatro mil exemplares foram fabricados. A maior parte deles está aí para contar a história.

O gramado do hotel nos arredores de Colônia nunca ficou tão colorido. (foto: MP Lafer Germany)
O gramado do hotel nos arredores de Colônia nunca ficou tão colorido.

Permitam-me a ousadia de entrar nesta história em 1997. Meu nome é Jean Tosetto. Naquela época era um estudante de Arquitetura. Foi o ano mais difícil da minha vida. Um acidente de trânsito havia levado parte da minha família, inclusive meu irmão.

Foram meses de muita tristeza. Quando apareceu um MP Lafer 1974 para vender em nossa cidade (Paulínia) minha mãe me levou para ver o carro. Ela sabia que eu adorava aquele modelo desde criança. Ela viu meus olhos brilharem pela primeira vez depois da tragédia. Ela convenceu meu pai a me dar o carro de presente.

Pessoas de senso comum disseram:

- Jean, esse carro é complicado para cuidar. Onde você vai encontrar peças para ele? E se você bater o carro? Não tem seguro. E se roubarem?

Nesta imagem, 13 MPs alinhados. Mais dois chegariam no dia seguinte. (foto: MP Lafer Germany)
Nesta imagem, 13 MPs alinhados. Mais dois chegariam no dia seguinte.

Farei um corte na linha do tempo. Vamos para 2012. Resolvi escrever um livro sobre a história do MP Lafer. Duvidaram de mim. E daí? Nunca dei bola para a torcida. E deste modo surgiu "MP Lafer: a recriação de um ícone".

Apresentei o livro para as editoras. Algumas sequer responderam. Outras pediram seis meses para retornar. Um editor recusou o projeto, pois eu havia escrito demais e aquele livro deveria ser mais visual do que textual. Me recomendaram pedir patrocínio para a própria Lafer. Falaram que eu podia fazer uma vaquinha na Internet, também.

Disse a mim mesmo que não pediria um centavo para ninguém. Fundei a própria editora para publicar o livro, que também seria fora de série. Contratei a gráfica pelo valor de um carro zero quilômetro que, aliás, nunca tive. Encomendei mil exemplares.

Logicamente foi um empreendimento muito pequeno em relação ao que foi aportado no projeto do MP Lafer. Mas algo me diz que o livro honrou o seu propósito.

Os participantes do encontro de MP Lafer na Alemanha com exemplares do livro que conta a história do carro, ofertados pelo criador do mesmo. Surreal. (foto: MP Lafer Germany)
Os participantes do encontro de MP Lafer na Alemanha com exemplares do livro que conta a história do carro, ofertados pelo criador do mesmo. Surreal.

Na virada de 2016 para 2017 recebi uma requisição de compra de mais um exemplar do livro. O alemão descendente de poloneses (assim como também sou, por parte de mãe) Miro Dudek estava passando férias no Brasil. O endereço para entrega era de uma pousada no litoral nordestino. Quase não deu certo. O livro chegou poucas horas antes do embarque do casal para a Alemanha.

O Dudek já trabalhou no Brasil, casou com uma brasileira e levou um MP Lafer para a Europa. Ele se comunica bem em português e deve ter gostado da leitura, ou não teria entrado em contato com Ludwig Stolz, responsável pelo site do MP Lafer na Alemanha. Quando o Stolz resolveu criar a página, certamente alguém disse:

- Para que fazer isso? Quase não existem carros da Lafer na Alemanha. Enfim, tem gosto para tudo...

Sinceramente, apenas imagino que disseram ou pensaram isso. O Stolz não me contou. Ele apenas levou seu sonho adiante, como levei os meus. Seguindo os moldes dos passeios anuais do Clube MP Lafer Brasil, ele teve a ousadia de organizar um encontro anual de MP Lafer na Alemanha. Cada edição numa cidade diferente.

Ludwig e Heike Stolz, Percival Lafer, Iracema Rocha, Miro Dudek e Branca Lafer: um almoço inusitado. (foto: MP Lafer Germany)
Ludwig e Heike Stolz, Percival Lafer, Iracema Rocha, Miro Dudek e Branca Lafer: um almoço inusitado.

Neste ano o evento seria realizado em Colônia. Como o Dudek interferiu na história? Ele entrou em contato com o Percival Lafer, que mantém uma página no Facebook. Convidar não custa nada e Dudek perguntou se Percival poderia participar do evento na Alemanha, neste ano.

A Lafer está fazendo 90 anos e creio que isso pesou para Percival aceitar o convite. A previsão era reunir 15 automóveis em Colônia. Um número baixo para os padrões brasileiros (nos eventos daqui reunimos 70 carros, em média), mas excepcional em qualquer país da Europa.

Um mês antes do encontro, realizado no terceiro fim de semana de agosto, recebi a visita da Doutora Maria Cristina Gervasi, uma italiana também em férias no Brasil. Ela passou parte da juventude por aqui e seu pai tinha um MP Lafer. Ela comprou outra unidade recentemente em Roma e estava ansiosa para participar do evento na Alemanha. Tive o prazer de autografar um livro para ela.

O menino Jacob abre a porta do MP de sua mãe, Cristina Gervasi, para Branca, ao lado do Percival ao volante do carro. (foto: MP Lafer Germany)
O menino Jacob abre a porta do MP de sua mãe, Cristina Gervasi, para Branca, ao lado do Percival ao volante do carro.

Na ocasião, não sabíamos que o Percival também iria participar do evento. Só soube poucos dias antes, quando o próprio Percival entrou em contato comigo, para encomendar um lote de exemplares do livro, que ele daria de presente para cada proprietário de MP Lafer que participasse do encontro em Colônia.

Nunca um nó na garganta me imobilizou por tanto tempo.

Branca e Percival Lafer, o MP com seu livro no para-brisa, Ludwig e Heike Stolz, além da Monika. (foto: MP Lafer Germany)
Branca e Percival Lafer, o MP com seu livro no para-brisa, Ludwig e Heike Stolz, além da Monika.

As fotos contam melhor do que as palavras o que aconteceu desde então. O encontro de MP Lafer em Colônia reuniu os 15 veículos esperados. As pessoas de fora deste ambiente mágico podem perguntar:

- Quem são esses malucos?

Respondo: somos malucos apaixonados por um carrinho especial de bom. Não sabemos explicar o que ele tem, que faz gente tão interessante se aglutinar em torno dele. O que sabemos é que temos que agradecer.

Obrigado Percival Lafer, Miro Dudek, Ludwig Stolz, Cristina Gervasi, e tantas pessoas iluminadas que vamos conhecendo nesta vida que, segundo o filósofo alemão Schopenhauer, é apenas um hiato entre duas eternidades.

Que seja um hiato fora de série.

Veja também:

Revivendo um sonho

Um MP Lafer estacionado diante de uma vitrine: a fagulha que reacendeu um sonho.
Um MP Lafer estacionado diante de uma vitrine: a fagulha que reacendeu um sonho.

O que você lerá a seguir é a transcrição de um depoimento durante a retrospectiva de Percival Lafer na Loja Teo, em evento da Design Weekend de São Paulo, em 10 de agosto de 2017:

"Sou vizinho do Teo e entrei aqui porque, assim como foi teu sonho (Percival), foi meu sonho ter esse carro. Eu não tenho nada com o empresário. Quando cheguei em São Paulo, no final dos anos 50, o MG era um delírio para nós, jovens. 

Nós queríamos ter um MG, só que eu não tinha a mínima possibilidade. Era jornalista, gostava, mas ganhava muito mal. Não tinha nenhuma chance de comprar (o carro). Eu via o MG pela cidade e invejava aqueles que o conduziam. Via o MG nas portas das boates granfinas - o cara com uma belíssima mulher do lado. Eu falava: 'Eu tenho que ter um MG'. E nunca tive um MG. Não lembro se custava muito caro ou muito barato.

Aí, num dia de manhã, apareceu o MP Lafer. Eu disse: 'Olha, o MG voltou'. E descobri que não era. Então hoje eu vi ali (na vitrine da loja), aquele carro. Voltou aquele Ignácio dos anos 50 quando chegou aqui, quando sonhou, e eu nunca imaginava que ia encontrar o homem que fez isso, que aliás temos a mesma idade: 81 e 81 - que eu acabei de fazer. Veja como são as coisas: eu vim aqui pelo sonho. Era isso: uma pequena crônica sobre este encontro.

E tem uma coisa: nunca aprendi a dirigir!"

- Ignácio de Loyola Brandão

A Loja Teo expõe os móveis criados por Percival Lafer.
A Loja Teo expõe os móveis criados por Percival Lafer.

Saiba mais sobre este dia antológico. Clique no link a seguir:


Veja também:

Convite: retrospectiva sobre Percival Lafer

Percival Lafer: expoente do design brasileiro. (foto: divulgação)
Percival Lafer: expoente do design brasileiro.

A Lafer foi fundada como loja de móveis em 1927, por Benjamin Lafer. No início da década de 1960 a empresa passa para a segunda geração da família através de uma divisão de trabalho entre três irmãos que propiciou a Percival Lafer, formado em Arquitetura no Mackenzie em São Paulo, dedicar-se ao design de móveis que transformou a Lafer numa das principais marcas brasileiras do segmento.

O crescimento e a diversificação de atividades da Lafer permitiu o lançamento do conversível MP Lafer em meados dos anos de 1970, bem como a apresentação do Lafer LL, um automóvel que antecipou soluções e recursos tecnológicos que seriam vistos no mercado apenas uma década depois.

Em 2017, para comemorar os 90 anos da Lafer e as mais de cinco décadas de carreira de Percival Lafer, a Design Weekend fará uma retrospectiva de suas criações com 50 peças selecionadas, inclusive um exemplar do MP Lafer. A curadoria da mostra é do arquiteto Felipe Hess com apoio fundamental de Teo e Lis Vilela, pesquisadores e restauradores de móveis.

O evento ocorrerá entre os dias 9 e 13 de agosto de 2017, em vários pontos de São Paulo. A exposição com as criações de Percival Lafer estará na Rua João Moura, 268, no bairro de Pinheiros em São Paulo, na Loja Teo, especializada móveis de design modernista do período entre 1940 e 1980.

No dia 10 de agosto, a partir das 16 horas, Percival Lafer estará presente no local para um bate-papo sobre sua trajetória. Trata-se de uma ocasião especial para arquitetos, designers, estudantes e entusiastas para conhecer um dos grandes expoentes do design brasileiro, de renome internacional.

Se você é proprietário ou fã do automóvel MP Lafer, venha ver de perto outras criações de Percival Lafer. Se você também tiver um exemplar do livro "MP Lafer: a recriação de um ícone" e quiser o mesmo autografado pelo criador do modelo, está será uma grande oportunidade.

Favor confirmar presença no evento até o dia 08 de agosto de 2017 pelo e-mail marketing@lojateo.com.br com Alan Marques. As vagas são limitadas.

Salve a data: 10 de agosto de 2017 às 16 horas até às 18 horas.
Anote o endereço: Rua João Moura, 268, Pinheiros, São Paulo / SP, CEP 05412-001.
Telefone e Fax da Loja Teo: 5511 3061 3722.

O Studebaker da Praça da Bandeira

O carro que ilustra estas memórias é um Studebaker Champion 1952, pertencente ao colecionador Mario Ferretti, sendo similar ao carro utilizado pelo chofer Hildebrando, de Caçapava.
O carro que ilustra estas memórias é um Studebaker Champion 1952, pertencente ao colecionador Mario Ferretti, sendo similar ao carro utilizado pelo chofer Hildebrando, de Caçapava.

Quando o automóvel era apenas um sonho distante das famílias brasileiras, os carros de praça eram mais requisitados. Um Studebaker marcou época em Caçapava, na  década de 1950.

Por Jean Tosetto *

O saudoso Anibal Tosetto era sócio de seu irmão Arlindo, no ramo da carpintaria e marcenaria. A oficina dos irmãos era a mais conhecida de Caçapava, no Vale do Paraíba, interior de São Paulo, nas primeiras décadas do século 20. Diz-se até hoje, entre os mais veteranos do município, que eles cobriram a cidade, além de fornecer batentes, portas, janelas e móveis para incontáveis residências.

O sucesso do negócio, no entanto, não era acompanhado por grande remuneração. Razão pela qual nenhum deles tinha um automóvel. Num Brasil de feições ainda rurais, ambos se locomoviam de bicicleta e assim conseguiam sustentar suas famílias de numerosos filhos. Entre eles os primos Nibinha, filho de Anibal, e Romeu, filho do Arlindo.

Além do mesmo ofício, Anibal e Arlindo dividiam a paixão pelo time do Palmeiras, que até 1942 era o Palestra Itália, que na época mandava seus jogos no estádio do Pacaembu, na capital de São Paulo, distante quase 120 km de Caçapava. Hoje, por causa das pistas duplicadas e dos carros modernos, isso não parece muito longe, mas há mais de meio século, com a Rodovia Presidente Dutra inaugurada com pista simples, era uma viagem considerável.

Na cidade vizinha de Taubaté, o time local era conhecido como o “Burro da Central”. A pequena equipe havia subido para a primeira divisão do campeonato paulista de futebol em 1955 e no ano seguinte enfrentaria o Palmeiras na capital, numa noite de quinta-feira, 05 de julho. Eis uma razão adicional para, pelo menos uma vez na vida, ver das arquibancadas o time do coração jogar. 

A televisão havia chego ao país em 1950 e ainda era um eletrodoméstico raro nas casas, por isso as pessoas do interior acompanhavam seus clubes através do rádio.

O Seu Anibal foi até a Praça da Bandeira, no centro de Caçapava, para falar com o Seu Hildebrando, motorista experiente que fazia ponto ao lado do Cine Brasil, com seu Studebaker de quatro portas. Ali eles combinaram a viagem até São Paulo, para ver o confronto entre Palmeiras e Taubaté.

O carro, de linhas aeronáuticas, tinha banco inteiriço na frente, de modo que puderam se abancar no sedan o motorista Hildebrando, Anibal e Arlindo, Nibinha e Romeu, e também o Joãozinho, funcionário da oficina. E nada de cintos de segurança. E nada de encostos para as cabeças. As pessoas iam balançando sobre as molas do estofamento, mesmo.

O Studebaker seguiu para São Paulo. Num dos postos de gasolina antes de chegar à capital, entre Mogi das Cruzes e Guarulhos, a trupe parou para abastecer o tanque e para saborear sanduíches de mortadela com guaraná caçulinha.

A garoa começou a cair. Era sinal de que o destino se aproximava. São Paulo, afinal de contas, era a “Terra da Garoa”. O Estádio do Pacaembu apresentou-se, imponente, diante de uma praça que depois seria batizada com o nome de Charles Miller, o descendente de ingleses que trouxe o futebol para o Brasil.

Tudo corria bem quando um comissário de menores reparou na baixa estatura do Nibinha, que ainda não tinha sequer nove anos de idade e seria barrado bem no portão central. Nos anos de 1950 as crianças não podiam entrar nos estádios em jogos noturnos.

Aí entrou em ação o jeito manso de conversar e argumentar do Anibal, que o fez ser vereador e interventor do então único hospital de Caçapava na década seguinte, militando pelo extinto Partido Democrata Cristão, que tinha Franco Montoro como maior expoente, num tempo onde os vereadores não eram remunerados.

No embate com o comissário de menores, Anibal descreveu o sonho do Nibinha em ver o Palmeiras jogar no estádio, mostrando todos que estavam ali, juntos, com os fundilhos ainda dormentes por causa da viagem feita no Studebaker desde Caçapava, que obviamente ficou bem mais distante do que aqueles 120 km. De coração amolecido o comissário liberou a entrada do Nibinha, quando ele pode ver a antiga concha acústica à sua esquerda, que depois seria demolida para dar lugar ao tobogã atual.

Só faltava o Palmeiras ganhar. Mas, debaixo daquela garoa, o Verdão perdeu para o Burro da Central por 1 a 0, confirmando a sina do time que coleciona grandes conquistas mescladas com derrotas surpreendentes.

O jeito foi se consolar no banco traseiro do Studebaker. O Seu Hildebrando veio guiando com todo cuidado, confiando nos faróis do valente carro, que cortavam a chuva fina nos contrafortes da Serra da Mantiqueira, que até Jacareí se confundem com os contrafortes da Serra do Mar.

Os palmeirenses chegaram são e salvos, às duas da madrugada da sexta-feira, com uma data inesquecível na cabeça e a experiência de viajar a bordo de um ícone da indústria automobilística americana. No fim daquele ano, o Brasil ganharia suas primeiras fábricas nacionais de automóveis: a Romi, de Santa Bárbara d’Oeste no interior paulista, que fabricaria o Romi-Isetta, e a Vemag de São Paulo capital, que lançaria os carros da marca alemã DKW.

Logo em seguida a Volkswagen se instalaria no Brasil para produzir o Fusca, popularizando de vez o automóvel no país e decretando o fim da era dos taxistas que trabalhavam com carros importados. Seria a aposentadoria do Studebaker do Hildebrando.

Como eu sei desta história? É simples: ela me foi contada várias vezes pelo Nibinha, que cresceu e também passou a ser conhecido como Anibal, além de se tornar meu pai.

O livro mais esperado dos últimos 40 anos pelos laferistas.
O livro mais esperado dos últimos 40 anos pelos laferistas.

* Jean Tosetto é arquiteto desde 1999 e editor do site mplafer.net desde 2001. É também autor do livro “MP Lafer: a recriação de um ícone” - lançado em 2012. Este artigo foi publicado originalmente na Revista MotorMachine número 10, em novembro de 2014.

Veja também:

CAAT convida: palestra sobre o MP Lafer em Taubaté (adiada)

CAAT convida: palestra sobre o MP Lafer em Taubaté

Reproduzimos a mensagem de Aldo Fusco, presidente do Clube de Autos Antigos de Taubaté, cidade do Vale do Paraíba em São Paulo:

"Caros amigos e associados do CAAT,

Dando sequência a série de palestras sobre a indústria automotiva no Brasil, no próximo dia 12 de agosto de 2017, sábado, o Clube de Autos Antigos de Taubaté - CAAT receberá  no auditório do Parque do Itaim o arquiteto Jean Tosetto, autor do livro "MP Lafer , a recriação de um ícone" e profundo conhecedor da história deste carro que marcou época e até hoje tem uma legião de fãs. 

A palestra acontecerá no dia 12 de agosto de 2017, às 14:00 horas no auditório do Parque do Itaim, em Taubaté, com uso de data show e outros recursos. 

Os lugares são limitados e as reservas, gratuitas, devem ser feitas respondendo a este e-mail (caat1987@hotmail.comaté o dia 02 de agosto de 2017. 

Esperamos por todos associados e amigos, proprietários e admiradores do MP Lafer."

Atenção!

O CAAT comunicou em 31 de julho de 2017 o adiamento da palestra, por enquanto sem data definida. Assim que houver a decisão avisaremos os amigos de mplafer.net - agradecemos a compreensão.

Veja também:

Miniatura de arame do MP Lafer

A constelação de faróis chamou a atenção na vitrine da loja: era a miniatura de um MP Lafer.
A constelação de faróis chamou a atenção na vitrine da loja: era a miniatura de um MP Lafer.

O leitor e amigo do site mplafer.net já conhece Serra Negra, aprazível cidade do Circuito das Águas, no Estado de São Paulo, que já recebeu algumas edições do passeio do Clube MP Lafer Brasil. O município de características turísticas fica na região de Campinas, não muito longe de Paulínia, de onde editamos esta página.

Por isso, volta e meia estamos em Serra Negra, para desfrutar o ar puro das montanhas, as delícias locais e o comércio de lembranças. Em junho de 2017 estivemos lá para mais uma caminhada no centro da cidade. Foi quando vimos esta miniatura de MP Lafer feita com cabos telefônicos, fios elétricos encapados e pedaços de arame.

Conversamos com o Lauro, da Yakuri Casa dos Ímãs. Ele, além de atender a clientela na loja, também faz as miniaturas e demais artefatos para decoração de casas e escritórios. Pedimos autorização para fotografar a miniatura do MP Lafer e ele gentilmente nos permitiu. Além do MP Lafer,ele também faz miniatura de ônibus, caminhonetes, Fuscas e outros conversíveis.

A miniatura do MP Lafer custava R$ 420,00. Perguntamos se o Lauro aceitava encomendas para entrega via Correios. Ele respondeu que sim. Por isso, deixaremos o contato dele logo abaixo para os possíveis interessados em aumentar sua coleção de itens relacionados com este carro tão querido.

Cabos telefônicos, fios encapados e arame de alumínio: o trabalho artesanal de Lauro.
Cabos telefônicos, fios encapados e arame de alumínio: o trabalho artesanal de Lauro.

Atenção aos detalhes, do para-choque ao volante.
Atenção aos detalhes, do para-choque ao volante.

Um objeto para a decoração de casas e escritórios.
Um objeto para a decoração de casas e escritórios.
Serviço:

Rua Cel. Pedro Penteado, 569
Centro - Serra Negra - SP
CEP 13.930-000
Tel. (19) 3892 4199
Cel. & Whatsapp (19) 9 9779 9783

Veja também:

Santana de Parnaíba 2017

O Clube MP Lafer Brasil levou 17 carros para o tradicional encontro de Santana de Paraníba.
O Clube MP Lafer Brasil levou 17 carros para o tradicional encontro de Santana de Paraníba.

Há 16 anos a Prefeitura Municipal de Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo, promove um encontro de carros antigos em seu centro histórico. Em 2017 o evento aconteceu no último domingo de junho, dia 25.

Santana de Parnaíba é servida pelo Rio Tietê, acompanhado pela Estrada dos Romeiros que desemboca na Estreada Parque até Itu: uma dica de passeio para quem gosta de guiar um carro especial por um cenário de beleza impar, pouco explorado por quem vai ao interior pelas grandes rodovias, como Bandeirantes e Castelo Branco.

Outra tradição no encontro de Santana, é a participação do Clube MP Lafer Brasil. Desta vez foram 17 conversíveis alinhados diante de vários Pumas. Quem sempre prestigia a festa é o Gilberto Martines. Ele nos enviou várias imagens e selecionamos algumas para compartilhar com o amigo do mplafer.net - acompanhe:

O Bianco é um modelo muito apreciado por goleiros que defendem pênaltis.
O Bianco é um modelo muito apreciado por goleiros que defendem pênaltis.

Este Karmann Ghia, pelos para-choques, deve ser de 1970 - talvez um pouco menos.
Este Karmann Ghia, pelos para-choques, deve ser de 1970 - talvez um pouco menos.

Fiat 147 Pick Up de 1980 ou 1981. Uma versão que valoriza ao longo dos anos.
Fiat 147 Pick Up de 1980 ou 1981. Uma versão que valoriza ao longo dos anos.

Um Corvette de 1965 - bem mais interessante que os modelos atuais da GM.
Um Corvette de 1965 - bem mais interessante que os modelos atuais da GM.

Triciclo experimental propulsionado por hélice. A rede evita que a mesma faça trança nos cabelos mais compridos.
Triciclo experimental propulsionado por hélice. A rede evita que a mesma faça trança nos cabelos mais compridos.

Réplica brasileira do Alfa Romeo P3 1931. A grade deste unidade foi estilizada e os bancos receberam encostos altos.
Réplica brasileira do Alfa Romeo P3 1931. A grade deste unidade foi estilizada e os bancos receberam encostos altos.

Veja também: