Livro do MP Lafer chega ao Japão

Alessandra Yumi Yamada como o livro do MP Lafer diante do famoso Monte Fuji, no Japão.
Alessandra Yumi Yamada como o livro do MP Lafer diante do famoso Monte Fuji, no Japão.

O livro "MP Lafer: a recriação de um ícone" foi escrito em Paulínia, no estado de São Paulo, e foi revisado em São Sebastião do Paraíso, em Minas Gerais. Sua impressão ocorreu em Indaial, Santa Catarina. Três cidades pequenas do interior do Brasil. Quem diria que tal obra atravessaria o mundo e chegaria ao Japão? Pois é o que acaba de acontecer: recebemos duas das fotos mais bonitas deste site no dia 06 de abril de 2014 - um dia depois da linha de produção do MP Lafer completar 40 anos de inauguração oficial.

Além da emoção inegável de ver a capa do livro fotografada num país tão distante, temos o prazer de apreciar o cenário ao fundo: o Monte Fuji. A montanha mais alta do Japão é um vulcão ativo com baixo risco de erupção, e representa um dos ícones turísticos da Terra do Sol Nascente. Em seus arredores, na cidade de Gotemba, vive a família nipo-brasileira Yamada. Nas fotos aparecem Alessandra Yumi e seu pai, o Alexandre.

Alexandre Yamada é o pai da Yumi. Ele trabalha numa fábrica e está fazendo um curso técnico de mecânica automotiva na Toyota.
Alexandre Yamada é o pai da Yumi. Ele trabalha numa fábrica e está fazendo um curso técnico de mecânica automotiva na Toyota.
Alexandre Yamada trabalha como operário numa fábrica e está na 16 ª turma de brasileiros que fazem um curso técnico de mecânica automotiva oferecido pela Toyota. O objetivo da fabricante de carros é que estes brasileiros, quando retornarem ao Brasil, possam seguir junto com a empresa trabalhando como mecânicos habilitados numa das 143 concessionárias deste importante mercado consumidor.

Foi ele quem encomendou um exemplar do livro do MP Lafer diretamente com o autor, através de seu primo André Yamada, que também já trabalhou no Japão. O livro foi entregue ao André, devidamente autografado, no dia 07 de fevereiro de 2014, e levou quase dois meses para chegar ao destino.

O livro do MP Lafer foi encomendado no Brasil através de um primo, o André Yamada, que despachou o exemplar pelos Correios junto com a correspondência da família.
O livro do MP Lafer foi encomendado no Brasil através de um primo, o André Yamada, que despachou o exemplar pelos Correios junto com a correspondência da família.

Do Brasil para o mundo

Antes de chegar ao Japão, o livro do MP Lafer conquistou primeiro o território nacional. Do Rio Grande do Sul ao Amazonas, quase todos os estados brasileiros receberem pelo menos um exemplar desta publicação. Naturalmente São Paulo é o estado que tem mais leitores do livro, mas tivemos a satisfação de remeter vários exemplares para o Paraná na região sul, e Pernambuco no nordeste, entre outros.

Um argentino, em trânsito por São Paulo, queria comprar o livro no Aeroporto de Guarulhos. Não tendo o encontrado, nos enviou um e-mail pedindo auxílio. Orientamos ele para ir até a Livraria Bookstore, no centro da cidade. Deu certo!

Logo, foi necessário criar uma conta no Pay-Pal para atender às encomendas internacionais. Deste modo o livro do MP foi entregue nos Estados Unidos e na Itália. Na Alemanha ganhamos até um destaque num site dedicado ao MP Lafer.

Em agradecimento à colaboradores do livro, exemplares foram enviados para a Inglaterra, berço dos MGs, e Malásia - onde o TD 2000, uma espécie de primo do MP Lafer, teve seus dias de glória. Edward Teo, presidente da TD Cars Malaysia, que curiosamente usa motores da Toyota em seus veículos, nos escreveu uma atenciosa mensagem, em 13 de março de 2013:

"Os meus parabéns pela produção de um livro tão emocionante, documentando os aspectos históricos do MP Lafer e outros carros. 

Enquanto não posso ler em português, fico imaginando a quantidade de tempo e esforço que você gastou preparando deste livro. Além disso, tenho certeza de que os amantes de carros clássicos vão apreciar a leitura. Há muita paixão permeando todas as páginas deste livro. 

Meu agradecimento muito especial a você pela inclusão de um capítulo sobre o TD 2000 Roadster. Muito apreciado."

Depois do exposto acima, creio que você não precisa mais perguntar o que este escritor ganha ao publicar um livro independente.

- Jean Tosetto

Saiba mais sobre o TD 2000
As melhores coisas da vida acontecem offline. Desconecte-se. Viva mais. Leia mais. "vivalendo.com"

A fábrica da Lafer no arquivo da Stanford

Imagem editada a partir de tela congelada do site da universidade americana de Stanford, com índice de fotografias da fábrica da Lafer em 1976.
Imagem editada a partir de tela congelada do site da universidade americana de Stanford, com índice de fotografias da fábrica da Lafer em 1976.

A linha de produção do MP Lafer completa 40 anos de inauguração em 05 de abril de 2014 e quem recebe o presente é o leitor de mplafer.net

O registro da história do MP Lafer parece inesgotável. Por mais que se pesquise a respeito deste carro, sempre aparece alguma novidade para acrescentar conhecimento para o entusiasta do modelo e do seu universo, incluindo aí os demais protótipos da Lafer e todo o seu contexto histórico e geográfico.

Uma das maiores dificuldades que tivemos para escrever o livro "MP Lafer: a recriação de um ícone" foi encontrar imagens de época do chão da fábrica, uma vez que a própria empresa não dispunha de muitas fotografias neste sentido, em seu arquivo. O que conseguimos publicar não foi pouco, embora tenha sido um desafio restaurar imagens tingidas pela pátina do tempo.

Eis que agora surge uma preciosa fonte com 111 fotografias de grande valor histórico da fábrica do MP Lafer, além do exótico protótipo denominado Lafer LL, com uma qualidade de preservação ímpar, típica da política de conservação de documentos das melhores universidades do mundo. Estamos nos referindo à Stanford University, sediada na Califórnia, nos Estados Unidos.

A instituição americana mantém a Revs Digital Library - uma biblioteca digital especializada na história do automóvel, reunindo milhares de fotografias das mais variadas marcas e modelos, abrangendo coleções de importantes fotógrafos e jornalistas de renome.

O responsável pelas fotografias da Lafer é o festejado jornalista, historiador e escritor Karl Ludvigsen, que esteve no Brasil em novembro de 1976 para cobrir uma edição do Salão do Automóvel de São Paulo, tendo aproveitado a viagem para visitar algumas fábricas brasileiras, como Ford, Puma e Lafer.

As imagens captadas por Ludvigsen valem cada clique. Nelas podemos ver em detalhes o painel do protótipo Lafer LL, com os mostradores digitais no cubo do volante, além do motor de seis cilindros em linha da GM, alimentados por três carburadores. Pelas fotos, sabemos que a tampa do porta-malas tinha um suporte para guardar o macaco e outras ferramentas.

Sobre o MP Lafer temos as várias etapas de sua construção, como o chassis da VW sendo preparado para receber as carrocerias, com várias unidades dispostas numa curiosa organização. Há pessoas trabalhando no interior dos carros e o próprio Percival Lafer aparece em várias imagens, vestido de acordo com o melhor da moda na década de 1970.

A coleção termina mostrando um MP Lafer de teste. Apesar das imagens serem em preto e branco, sabemos que o carro tinha placas verdes. Diversas fotografias mostram detalhes deste carro, que certamente servirão de referência para futuras restaurações que tenham como objetivo preservar a originalidade do modelo.

Assim que tomamos conhecimento desta série de fotos, entramos em contato com Percival Lafer, que assim nos respondeu:

"Caro Jean,

Obrigado pelo envio desta preciosidade.

Isto é realmente espantoso – e fantástico. Pensei a princípio que teria sido por conta do meu sobrinho Eduardo Lafer, que cursou o MBA em Stanford nesta época, mas vendo as fontes indicadas no próprio material, vi que vieram do Karl Ludvigsen, um super jornalista especializado em automobilismo, que veio ao Brasil para fazer  a cobertura do Salão do Automóvel de 1976, e que esteve em nossa fábrica também. É um sujeito muito importante e extremamente simpático.

Sem dúvida, este material poderia ir para o seu site, mas isso é legalmente possível?

Grande abraço,

Percival"

Infelizmente teremos que responder ao caro Percival que não será possível republicar as imagens neste site. As regras do Instituto Revs são claras: a requisição de fotografias, mediante o pagamento de taxas, se limita a uso pessoal relacionado com pesquisas educacionais e científicas, ou para restauração e preservação de veículos, sendo negada a reprodução das imagens para uso comercial. Não seria exatamente o nosso caso, mas vamos respeitar.

Sabemos bem o que é ter imagens e textos usados sem nossa permissão. Portanto, para ilustrar este artigo, nos limitamos a reproduzir uma tela do próprio site da Revs, com um índice de imagens em miniatura. O link para navegação em todas as fotografias, com ferramentas de zoom, está aqui: boa diversão!

- Jean Tosetto


Veja também:

Clube MP Lafer Brasil convida:

Carros antigos em encontro realizado em Águas de Lindóia em 2013.
Chegou a vez do MP Lafer tomar conta deste paraíso.

Clube MP Lafer Brasil 18º Passeio Anual do MP Lafer - Águas de Lindóia 2014

Bom dia Laferista e família,

Enfim, chegou mais uma oportunidade de desfilar com os nossos carros, colocando-os na estrada e reencontrando os amigos.

Este ano, o nosso Passeio terá como destino a cidade de Águas de Lindóia, que é a cidade símbolo do carro antigo.

Data: 26 de abril de 2014 (sábado)

Local e hora de saída: Rodovia dos Bandeirantes, km 28 - Posto BR, às 9:45 horas.

Após a nossa chegada e acomodação dos carros, será muito bom se fizermos logo as nossas refeições, pois, às 15 horas faremos nossa confraternização junto aos carros.
Quem levar um banquinho de armar para se sentar ficará mais bem acomodado.

Pense bem na possibilidade de permanecer na cidade, pois conseguimos uma promoção muito boa num dos melhores hotéis da cidade, que é o Hotel Monte Real Resort, localizado em frente ao evento, no alto da Praça. Preços:

Diária por pessoa em apartamento duplo (pernoite, café da manhã, almoço e jantar): R$ 150,00
Refeição avulsa por pessoa: R$ 35,00
Reservas: Tel.: (19) 3924.9200

Vale a pena pernoitar, pois não é sempre que aparece a chance de curtir uma cidade como esta.
Gostaríamos de pedir para quem não for pernoitar, que pelo menos almoçasse no referido hotel.

Para eventual emergência, contaremos com o apoio mecânico do “Toninho” da Tony-Car – Especializada Lafer do ABC.

Não se esqueça de ir com o uniforme, de revisar e de abastecer o seu carro.

Walter Barboza de Arruda - Presidente
(11) 9 7122 6260 – walter.mplafer@uol.com.br

 
Romeu Nardini - Diretor
(11) 9 9154 4536 - meco98@uol.com.br 


Praça Emílio Escudeiro, 64 – São Bernardo do Campo – SP CEP 09892-170

Visite nosso site: www.mplafer.net 

Veja também:

MPs em Piracicaba 2013

Os carros no tempo do vinil

Por Jean Tosetto *

Miniatura de MP Lafer sobre disco de vinil dos Beatles.

O termo “antigomobilismo” não me agrada muito, embora aprecie carros com mais de trinta anos de história. O fato é que na História, quando o “H” é maiúsculo, três décadas não significam muito. Então, antes de me considerar um “antigomobilista”, prefiro dizer que sou um entusiasta de automóveis, simplesmente. Deste modo tento escapar daqueles rótulos que definem as pessoas como anacrônicas, conservadoras e reacionárias – e apreciar o que é bom não tem nada a ver com isso.

O mesmo se aplica para a música. Não me dou bem com os estilos atuais e eletrônicos demais. Ainda gosto de ouvir meus discos de vinil, tão em desuso quanto os carros com carburadores, definitivamente os meus favoritos. Cresci ouvindo rock numa época em que ouvir música era um ritual: deslizar os dedos pelas capas generosas em tamanho e comunicação visual, tirar a bolacha do plástico com um cheiro peculiar, e finalmente colocar a agulha para sulcar as doces ondulações negras, produzindo um chiado tão gostoso quanto ouvir um Dodge dando ignição.

Não dá para ver televisão fazendo isso, e muito menos ficar na frente de um computador, esperando que alguém curta uma foto que você acaba de postar. Um disco de vinil é como uma mulher ciumenta, que exige atenção só para ela. Os melhores carros são assim também: eles querem a sua dedicação o tempo todo, oferecendo prazer em troca. E nem precisa ser um grande esportivo ou um garboso sedan para tanto, mas é necessário ter ao menos um carburador, um câmbio manual e tração traseira.

Experimente reduzir uma marcha pouco antes de entrar numa curva em declive, acionando o freio motor. Sua mão esquerda segura o volante na posição das dez horas, a mão direita leva a alavanca da marcha de quarta para terceira, o pé esquerdo aciona a embreagem, enquanto isso o pé direito dosa o acelerador para evitar o uso do freio convencional. Para coordenar os quatro membros, uma cabeça pensante.

Agora tente imaginar tal cena num carro atual, com câmbio automático, direção assistida, freio ABS. Perdeu a graça, não é mesmo? A perna esquerda virou uma reles passageira, o pé direito pode ser atolado sem dó no pedal do freio ou do acelerador, pois a eletrônica embarcada corrige os excessos. A mão direita fica liberada para brincar com o aparelho de GPS, telefone celular e para selecionar uma das centenas de músicas baixadas pela Internet.

Nada contra a evolução: no dia a dia escuto músicas saltando de faixa em faixa, enquanto faço atividades burocráticas no computador. Para enfrentar os congestionamentos, cada vez mais constantes, prefiro usar o meio de transporte mais novo da garagem. Mas isso só reforça o prazer que sinto quando consigo sentar para ouvir uma boa música, ou pegar uma estrada sem hora para voltar e sem destino para seguir.

Carburadores e discos de vinil são produtos do século XX. Como nasci no mesmo, acho que tenho o direito de apreciar suas coisas boas, sem ser chamado de “antigomobilista” ou “conservador”. Não tem nada mais anacrônico do que cunhar termos para uma paixão.

Leia mais artigos da coluna "Editor Volante".
* Jean Tosetto é arquiteto desde 1999 e editor do site mplafer.net desde 2001. É também autor do livro “MP Lafer: a recriação de um ícone” - lançado em 2012. 
Este artigo foi publicado originalmente na Revista MotorMachine número 01, em março de 2013.

Novo visual para um novo tempo

O MP Lafer da capa do livro fará parte também da identidade visual do site MPLAFER.net - bem como no Twitter e Facebook.
O MP Lafer da capa do livro fará parte também da identidade visual do site MPLAFER.net - bem como no Twitter e Facebook.

Neste primeiro de março de 2014, sábado de Carnaval, muitas pessoas estão se divertindo nas ruas, em blocos e escolas de samba - entre elas vários leitores deste site.

Quando a ressaca da quarta-feira de cinzas passar, muitos vão se surpreender com o novo visual do MPLAFER.net - vínhamos estudando a necessidade de fazer uma reforma nele depois de quase oito anos na configuração antiga.

Adotamos a capa do livro "MP Lafer: a recriação de um ícone" como base para a nova diagramação do site, usando o lindo MP Lafer cor de vinho como referência, apenas alterando o tom do carro para não causar uma poluição visual conflitante com os textos.

Criamos seções em destaque no cabeçalho da página e levamos o menu lateral das demais seções do lado esquerdo para o direito, seguindo uma tendência verificada em sites jornalísticos relevantes. Agora, também, as fotos podem ser ampliadas sobre um índice de melhor navegação.

Toda as mudanças causam uma certa estranheza, mas esperamos que você, amigo leitor, aprove elas. Aos poucos vamos acertando as arestas que eventualmente podem aparecer. E não é assim que acontece em vários aspectos de nossas vidas?

Saudações cordiais,
Jean Tosetto

Caçando estradas entre Paulínia e Americana

Sem enredo. Sem destino. Só um carro e uma câmera.

Por Jean Tosetto

No interior de São Paulo é um costume dos fazendeiros margear as vias de acesso de suas propriedades com árvores de porte. Neste caso os troncos dos eucaliptos eram cinzas demais e só não conseguiram sorver as cores do MP Lafer. O cheiro de mentol limpava os pulmões.
No interior de São Paulo é um costume dos fazendeiros margear as vias de acesso de suas propriedades com árvores de porte. Neste caso os troncos dos eucaliptos eram cinzas demais e só não conseguiram sorver as cores do MP Lafer. O cheiro de mentol limpava os pulmões.

Um feixe de cores emanado pelo asfalto fazia o convite para engatar a primeira marcha. O verde do jardim cercado se misturava com o terracota da estrada rural, contaminando o painel do carro. Uma acelerada e as britas eram revolvidas junto com as folhas secas, vítimas da estiagem.
Um feixe de cores emanado pelo asfalto fazia o convite para engatar a primeira marcha. O verde do jardim cercado se misturava com o terracota da estrada rural, contaminando o painel do carro. Uma acelerada e as britas eram revolvidas junto com as folhas secas, vítimas da estiagem.

Uma grande sede de fazenda do tempo do Brasil Imperial, convertida em museu no município de Americana, fechado para o público. Histórias perdidas na beira de uma estrada perdida, a espera de um fotógrafo solitário.
Uma grande sede de fazenda do tempo do Brasil Imperial, convertida em museu no município de Americana, fechado para o público. Histórias perdidas na beira de uma estrada perdida, a espera de um fotógrafo solitário.

O MP Lafer estacionado na primeira ponte sobre o Rio Piracicaba, que nasce da junção do Rio Atibaia com o Rio Jaguari, pelo vórtice do paredão de concreto de uma represa. O potencial turístico é desperdiçado numa região onde o mato cresce nas frestas das construções.
O MP Lafer estacionado na primeira ponte sobre o Rio Piracicaba, que nasce da junção do Rio Atibaia com o Rio Jaguari, pelo vórtice do paredão de concreto de uma represa. O potencial turístico é desperdiçado numa região onde o mato cresce nas frestas das construções.

Estradas vicinais não contam com acostamentos. Por isso as porteiras dos sítios funcionam como respiros - um local seguro para estacionar. Mas o condutor da bicicleta customizada não tem alternativa para chegar em casa
Estradas vicinais não contam com acostamentos. Por isso as porteiras dos sítios funcionam como respiros - um local seguro para estacionar. Mas o condutor da bicicleta customizada não tem alternativa para chegar em casa.

Um breve momento de extrema quietude. Quase dava para ouvir as árvores conversando. Elas perguntavam quem era aquele sujeito querendo criar raízes no leito carroçável, olhando para dois pontos de fuga na mesma perspectiva centralizada - no chão e no alto dos galhos que se abraçam.
Um breve momento de extrema quietude. Quase dava para ouvir as árvores conversando. Elas perguntavam quem era aquele sujeito querendo criar raízes no leito carroçável, olhando para dois pontos de fuga na mesma perspectiva centralizada - no chão e no alto dos galhos que se abraçam.

Dirigir sozinho numa estrada vazia. As vezes é preciso fazer isto: reservar um período para introspecção numa pequena viagem sem propósito definido. Boas ideias costumam brotar desse jeito, justificando a queima da gasolina e preservando a saúde das baterias - do carro e da gente.
Dirigir sozinho numa estrada vazia. As vezes é preciso fazer isto: reservar um período para introspecção numa pequena viagem sem propósito definido. Boas ideias costumam brotar desse jeito, justificando a queima da gasolina e preservando a saúde das baterias - do carro e da gente.


MP Lafer: a recriação de um ícone

(Alfa) Romeo & Giulietta

Alfa Romeo Giulietta Sprint 1954~1956.
Alfa Romeo Giulietta Sprint 1954~1956.

“Alfa Romeo não é um fabricante de carros comum e corrente. Se vive com inquietude já que é uma forma especial de perceber os automóveis. Sensações e paixões que têm mais relação com o coração do que com a mente.” Esta foi a definição de Orazio Satta Puliga – célebre desenhista da fabricante italiana.

Texto: María Noel Sánchez | Tradução: Jean Tosetto
Imagens: Alfa Romeo Argentina

Alfa é o que para muitos poderia se comparar com perder a cabeça por amor.

A fabricante italiana, fiel ao seu espírito, tem a sua “Giulietta” - apresentada com destaque no Salão do Automóvel de Turim em 1954, com a versão coupé Sprint, com linhas joviais e dinâmicas desenhadas por Bertone. Desde então ela foi batizada como “a noiva da Itália” e todos se renderam aos seus pés.

A Giulietta Berlina  foi produzida entre 1955 e 1964.
A Giulietta Berlina  foi produzida entre 1955 e 1964.

Por que Giulietta?

Seu nome foi sugerido pela Madame De Cousandier, esposa do poeta italiano Leonardo Sinisgalli, que segundo conta a lenda, comentou risonhamente, durante uma reunião junto com diretores da Alfa Romeo em 1953: “Aqui há muitos Romeos e nenhuma Julieta”. Comentava-se que era uma apaixonada pela marca, e para sua boa sorte foi ouvida, já que pouco tempo depois nasceu a Alfa Romeo Giulietta.

Entre suas qualidades mais destacadas estiveram suas dimensões reduzidas, que fizeram dela um carro pratico e ágil. Ambas as versões, berlina e spider, ganharam êxito imediato perante o público, por sua excelência mecânica e a sóbria elegância de suas linhas.

Em 1955 chegou a versão sedan e a famosa Spider desenhada por Pininfarina, transgressora por contar com um motor de 1300 cm³ - o menor da época (que a fez um dos carros mais leves do momento). Para o ano de 1959 saem para a luz a Sprint Speciale de Bertone e a SZ de Zagato, com um marcado perfil esportivo.

Giulietta Spider: a favorita da Itália entre 1955 e 1962.
Giulietta Spider: a favorita da Itália entre 1955 e 1962.

Na atualidade a Alfa Romeo Giulietta, “o carro mais premiado da Europa”, é capaz de combinar uma grande agilidade em caminhos exigentes e comodidade em ruas urbanas. Um compacto de cinco portas criado para aqueles que buscam rendimento dinâmico, estilo distinto e um alto nível de conforto.

Seu desenho esmerado a faz ser ainda mais atraente. A atenção aos detalhes e as qualidades dos materiais utilizados são as expressões mais avançadas do estilo italiano, que se vê refletido nesta máquina moderna.

Se, num dia como hoje, Romeo levasse a Giulietta para passear, o faria em seu Alfa.

A nova Giulietta, relançada em 2010.
A nova Giulietta, relançada em 2010.

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