Clube MP Lafer Brasil convida:

Uma das praças mais charmosas do Brasil fica em Serra Negra. (foto: Jean Tosetto)
Uma das praças mais charmosas do Brasil fica em Serra Negra.

Clube MP Lafer Brasil19º Passeio Anual do MP Lafer - Serra Negra 2015

Bom dia Laferista,

Este ano, o passeio do MP Lafer terá como destino a cidade que é um marco para o nosso clube.

Serra Negra foi o palco do nosso Primeiro Passeio em 1998 e, por isso mesmo, tem uma importância muito grande para nós.

Data: 25 de abril de 2015 (sábado)

Local e hora de saída: Rodovia dos Bandeirantes, km 28 - Posto BR, às 09:45 horas.

Após a nossa chegada e acomodação dos carros no centro da cidade, será muito bom se fizermos logo as nossas refeições, pois às 15 horas faremos nossa confraternização junto aos carros.

Para quem deseja se hospedar na cidade é só consultar o guia de hotéis no site: www.serranegra.com.br

Para eventuais emergências no nosso trajeto, contaremos com o apoio mecânico do “Toninho” da Tony-Car – Especializada MP Lafer do ABC.

Não se esqueça de ir uniformizado e de revisar e abastecer o seu carro.

Vamos juntos nessa!

Walter Barboza Arruda - Presidente
(11) 97122.6260 – walter.mplafer@uol.com.br
Facebook: o mesmo nome

Romeu Nardini - Diretor
(11) 99154.4536 - meco98@uol.com.br

Veja também:

MPs em Águas de Lindóia
MPs em Piracicaba 2013

Tony Car ganha site próprio

Reprodução da capa do site da Tony Car Restaurações.

O Toninho, da Tony Car Restaurações de MP Lafer, está no ramo há quarenta anos. Agora o contato com sua equipe ficou ainda mais fácil.

A Lafer iniciou o projeto do MP em 1972 e licenciou a última unidade em 1990. Foram 18 anos de um sonho contado no livro "MP Lafer: a recriação de um ícone". Houve um hiato até 1996, quando o Toninho, convencido pelos membros embrionários do Clube MP Lafer Brasil, fundou a Tony Car Restaurações, especializada em MP Lafer, iniciando uma trajetória que ultrapassa outros 18 anos, atingindo a sua maioridade.

Nesse tempo outras oficinas surgiram e desapareceram, mas o Toninho e sua equipe permaneceram fiéis aos princípios norteados pela qualidade dedicada ao MP Lafer, na mesma cidade onde o carro foi produzido, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. Se contarmos a data de admissão do Toninho na fábrica da Lafer, já são quarenta anos de envolvimento com a marca.

Sempre recebemos mensagens de pessoas procurando por carrocerias avulsas de MP Lafer para comprar - as famigeradas réplicas que necessitam de várias adaptações sobre chassis usados de Fusca ou Brasília. Sempre respondemos que é melhor adquirir um MP Lafer original, mesmo que seja necessário restaurar. Resposta semelhante damos para aqueles que ainda alimentam a esperança em ver o MP Lafer de volta a uma linha de montagem: um MP Lafer restaurado pela Tony Car é como se fosse fabricado do zero.

Agora o entusiasta da marca que deseja conservar seu carro, preservando suas características originais, tem um canal de comunicação direto com a equipe da Tony Car:
mplaferoficina.com.br

Registramos os votos de sucesso para o novo site, e que o sonho do MP Lafer possa se renovar com o passar dos anos.

Veja também:

Não há via expressa para o Paraíso

Portão para a luz em caminho cavado na pedra.
Portão para a luz em caminho cavado na pedra.

Certas viagens dispensam o pagamento de pedágios, filas de checagem em aeroportos, reservas em hotéis de luxo. O prazer de encontrar um recanto perdido, que a TV não mostra, é inversamente proporcional à fama do lugar.

Por Jean Tosetto *

O filósofo Sêneca já afirmava, antes de Cristo, que a felicidade não está onde a maioria procura. Antes mesmo de ler os escritos do notório grego, de certa forma eu já praticava tal premissa, sempre que percorria uma estrada perdida, fazendo um caminho diferente para chegar a um destino pouco procurado.

Por exemplo? Gosto de ir para a região de Socorro, no interior de São Paulo. O caminho mais conhecido para lá, saindo de Paulínia, é seguir até Lindóia e virar à direita na entrada da cidade. Porém, abasteci o carro em Monte Alegre do Sul e o frentista parecia ser um velho amigo. Perguntei sobre um corta caminho para Socorro e ele me explicou sobre umas quebradas que passavam perto de Pinhalzinho.

Que estradinha deliciosa. Vi uma igrejinha no pé de uma montanha e tenho certeza de que ali tinha algo de divino, com algumas casinhas humildes por perto e o gado pastando junto do campinho de futebol, na beira de um riacho.

Capelinha evangélica perdida no pé da serra.
Capelinha evangélica perdida no pé da serra.

Em Socorro gosto muito de caminhar pelas arruelas que cercam a Praça da Matriz. Certa vez, paramos numa casa de sucos para saborear uma tigela de açaí. Saindo dela, o momento de epifania:

O sol por trás dos galhos das árvores, pouco acima da encosta, quase se pondo antes da hora naquele miolo de serra. A máquina fotográfica, sempre a tira colo, foi acionada instantaneamente. Se você não consegue ver beleza nisto, sinto muito.

Praça central de Socorro.
Praça central de Socorro.

De Socorro a gente se encaminha para Bueno Brandão, no sul de Minas Gerais, uma cidadezinha guardada numa gaveta da Serra da Mantiqueira.

Para chegar lá pela primeira vez, recusei o uso de GPS: fui perguntando o caminho para as pessoas mesmo, com seus sotaques misturados, usando referências claras para elas e quase incompreensíveis para mim. Parte do prazer era reconhecer os lugares citados, como se estivesse resolvendo um enigma.

E a estradinha era realmente linda, repleta de cafezais pendurados nas encostas, algumas casas coloniais abandonadas, naturalmente amareladas pela pátina do tempo. E aqueles Fusquinhas estacionados nas varandas dos casebres? Cada um merecia uma foto.

Foto? Eu teria que parar a cada 50 metros para fazer uma. E as fotos não captariam o cheiro da brisa e a sensação de êxtase ao encher os pulmões com ar puro, fazendo uma curva fechada e descobrindo a existência de um vale verdejante, que a natureza criou para beneficiar o por do sol de quem mora naquele chalé, no alto da montanha, entre pedras e ciprestes.

Como domar a vontade de parar nos alambiques para saborear as cachaças artesanais? Mesmo para um sujeito que deixa a cerveja vencer na geladeira, saborear uma pinga caseira, uma vez na vida, não seria um pecado.

Cachoeira das Andorinhas em Monte Alegre do Sul.
Cachoeira das Andorinhas em Monte Alegre do Sul.

Também recusei a me embrenhar pelas vias vicinais que conduziam às inúmeras cachoeiras da região. Num único dia não haveria tempo para tantos mergulhos.

Em Bueno Brandão, estacionei o carro na frente da Igreja Matriz, e provei minha passagem por lá, clicando sua fachada.

Igreja Matriz de Bueno Brandão.
Igreja Matriz de Bueno Brandão.

Minha esposa - e companheira de aventuras - perguntou sobre minha mania de fotografar igrejas. Respondi que, quando fosse para a estância de São Pedro, mostraria minha coleção de fotos de igrejas e capelas e, quem sabe com isso, facilitaria meu ingresso no Paraíso.

Acho que vou precisar de um pendrive transcendental.


Leia mais artigos da coluna "Editor Volante".
* Jean Tosetto é arquiteto desde 1999 e editor do site mplafer.net desde 2001. É também autor do livro “MP Lafer: a recriação de um ícone” - lançado em 2012.

Aventura em terras bolivarianas

Enquanto o MP Lafer do Delmiro Holanda aguardava o início de sua restauração, seu dono empreendia uma longa viagem que cruzou a linha do Equador.
Enquanto o MP Lafer do Delmiro Holanda aguardava o início de sua restauração, seu dono empreendia uma longa viagem que cruzou a linha do Equador.

Amigos do site mplafer.net, vejam que belo relato de viagem recebemos de Delmiro Holanda, que recentemente adquiriu um MP Lafer em Manaus, no Amazonas. Leiam o texto recebido em 03 de fevereiro de 2015:

"Olá meu amigo,

Chegamos ontem a noite de nossa aventura pela Venezuela, tivemos uns probleminhas e só pudemos ir até a Venezuela, na fronteira com a Colômbia.

A escrita não é meu forte, mas vou tentar fazer um resumo de nossa aventura.

Nossa equipe estava em dois carros: eu em uma Hyundai Tucson, e meu irmão em uma SW4.

Já conhecia a parte norte e nordeste do pais, então resolvemos ir para o leste, onde se encontra a capital Caracas, indo em direção a uma cidade dentro do parque de Morrocoy, uma cidade litorânea onde tem várias ilhas (cayos), chamada Chichiriviche.

A Venezuela esta se acabando. Tudo abandonado, com muitos problemas sócio-políticos - muito ruim para o pais. Graças a Deus não nos aconteceu nada.

É um pais com um litoral muito bonito. Lindas praias, passamos por várias cidades, umas muito bonitas e outras abandonadas.

A capital Caracas tem uma semelhança geográfica grande com o Rio de Janeiro, inclusive relacionada às favelas.

Estou te mandando as fotos por onde passei, desde o início em Manaus até Chichiriviche, onde ficamos dois dias - um lugar belo, com lindas praias.

Foram mais de 2.700 quilômetros para ida e mais 2.700 quilômetros para volta, mas valeu!

Delmiro"


Entre Manaus, a capital do Amazonas, até a fronteira com a Venezuela, são 994 km percorridos pela BR 174, que passa também por Boa Vista, em Roraima.
Entre Manaus, a capital do Amazonas, até a fronteira com a Venezuela, são 994 km percorridos pela BR 174, que passa também por Boa Vista, em Roraima.

A BR 174 possui um trecho de aproximadamente 20 km em terra quase intransitável, por causa de uma reserva indígena.
A BR 174 possui um trecho de aproximadamente 20 km em terra quase intransitável, por causa de uma reserva indígena.

Fronteira com a Venezuela, na região de Santa Elena de Uairén.
Fronteira com a Venezuela, na região de Santa Elena de Uairén.

Na alfândega, problemas burocráticos foram solucionados.
Na alfândega, problemas burocráticos foram solucionados.

Ingressando na grande savana venezuelana.
Ingressando na grande savana venezuelana.

Um ótimo lugar para fazer trilhas com motocicletas.
Um ótimo lugar para fazer trilhas com motocicletas.

Perto de Porto Darz: não é só em São Paulo que existem pontes estaiadas.
Perto de Porto Darz: não é só em São Paulo que existem pontes estaiadas.

Favelas do subúrbio de Caracas, a capital da Venezuela.
Favelas do subúrbio de Caracas, a capital da Venezuela.

A cor amarela, da bandeira venezuelana, está presente em várias obras viárias.
A cor amarela, da bandeira venezuelana, está presente em várias obras viárias.

A bandeira da Venezuela, por sua vez, é vista em vários lugares e incorpora as modificações idealizadas pelo finado presidente Chaves.
A bandeira da Venezuela, por sua vez, é vista em vários lugares e incorpora as modificações idealizadas pelo finado presidente Chaves.

A pequena comitiva se perdeu no centro de Caracas, antes de rumar para o litoral do país.
A pequena comitiva se perdeu no centro de Caracas, antes de rumar para o litoral do país.

As praias visitadas pertenciam o Parque Morrocoy entre as cidades de Tucacas e Chichiriviche.
As praias visitadas pertenciam o Parque Morrocoy entre as cidades de Tucacas e
Chichiriviche.

Lanchas como essa podem ser alugadas por R$ 400,00 e incluem o piloto, a gasolina a 3 centavos de real o litro, e o livre destino.
Lanchas como essa podem ser alugadas por R$ 400,00 e incluem o piloto, a gasolina a 3 centavos de real o litro, e o livre destino.

O casal Delmiro e Angélica.
O casal Delmiro e Angélica.

Tomaram parte neste viagem: Delmiro, Angelica, Adriano, Adriano Filho, Renata, Tayna e Andressa.
Tomaram parte neste viagem: Delmiro, Angelica, Adriano, Adriano Filho, Renata, Tayna e Andressa. 

Galeria 2015: Holanda

IV Grande Prêmio Argentino de Baquets

Baquet argentino: um carro antigo despido ao essencial para disputar uma prova de longa duração.
Baquet: um carro antigo despido ao essencial para disputar uma prova de longa duração.

Em homenagem ao piloto Juan Manuel Fangio, 32 Baquets com pilotos e navegadores percorreram 1.800 quilômetros entre Buenos Aires e San Martim De Los Andes, durante o mês de novembro de 2014. Apenas dois carros não completaram a prova.

Fotos: Fabian Gallucci - Texto: Orlando Bongiardino - Tradução: Jean Tosetto *

Pelas veias dos argentinos corre combustível, azeite e algo de sangue. A este povo são familiares os nomes de Nuvolari, Farina, Varzi, Castellotti, Musso, Fagioli, Villoressi. A Argentina teve um pentacampeão do mundo na Fórmula 1 que considerava Senna seu preferido. Isso está em seu DNA. Ferrari, Maserati, Lamborghini, Alfa Romeo, Pininfarina e Abarth são nomes com os quais os argentinos cresceram.

Há quase 100 anos, nos povoados do interior, os valentes garotos se perguntavam num sábado à noite que coisa poderiam fazer por diversão, que não tinham feito ainda. Sair a correr com o carro do papai, ou do tio, foi o resultado deste “brainstorming”. E lá foram eles, traçando um circuito imaginário nos campos, por caminhos de terra.

Os campos platenses onde se moldaram grandes pilotos.
Os campos platenses onde se moldaram grandes pilotos.

Logo se deram conta de que, tirando o peso desnecessário dos carros, estes corriam mais. A competição era grande. Assim começaram pelos para-choques, logo eliminaram também os para-lamas e por fim desmontaram a carroceria, preservando apenas os acentos e o tanque de gasolina.

Sem querer inventaram a Baquet, o primeiro tipo de carros de corrida na Argentina. Correram cada vez mais, se mataram cada vez mais, e logo foram proibidos de correr de Baquet por quase uma década. Porém, a semente havia germinado.

Os estepes pendurados no carro são muito úteis em trajetos prolongados.
Os estepes pendurados no carro são muito úteis em trajetos prolongados.

Correndo sobre o cascalho com tração traseira para controlar as derrapagens.
Correndo sobre o cascalho com tração traseira para controlar as derrapagens.

A categoria seguinte - o Turismo de Carretera, ou simplesmente TC - é praticada até hoje em dia na Argentina, sendo a que mais público concentra depois do futebol.

Há apenas alguns anos, ocorreu de alguém aproveitar os ferros velhos, que certa vez havia comprado por via das dúvidas, para compor uma réplica daquelas Baquets.

O resultado foi um veículo divertido, alegre e fácil de fazer. Brotou novamente aquele DNA de entusiasmo e a novidade se espalhou como um vírus. Havia muitas Baquets, mas não havia onde usa-las.

Ford, Bugatti, Chevrolet: não importa a marca para compor um Baquet.
Ford, Bugatti, Chevrolet: não importa a marca para compor uma Baquet.

Não existe Baquet feita para ficar na garagem. Viajar é uma premissa.
Não existe Baquet feita para ficar na garagem. Viajar é uma premissa.

O Clube Amigos de Automóveis Antigos tomou a frente, inventou e registrou o “Grande Prêmio Argentino de Baquets” e começou a trabalhar em saídas anuais para seus sócios. Após três exitosos intentos, a entidade considerou que era hora de fazer um evento aberto e programou seu IV GP, a Edição Transpatagônica.

Partindo de Buenos Aires, esta edição percorreu a planície dos Pampas, o deserto patagônico e as montanhas dos contrafortes da Cordilheira dos Andes, repleta de lagos.

Cenário idílico para uma reunião de Baquets e entusiastas.
Cenário idílico para uma reunião de Baquets e entusiastas.

Quando o leito de um riacho se torna também um leito carroçável.
Quando o leito de um riacho se torna também um leito carroçável.

Dormiu-se na vivenda de um oásis no meio do deserto. Atravessaram atoleiros e areais. Subiram as serras de Neuquén e desceram aos férteis vales frutícolas do Rio Negro, tomados pelo verde.

As máquinas se quebraram e se concertaram no caminho - DNA das gerações mecânicas, não cibernéticas. Juntas de cabeçote foram trocadas, rolamentos e correias foram recondicionados na base do improviso. Em cada lugarejo os habitantes se empolgavam para oferecer ajuda: uma garrafa de água mineral, uma oficina, uma tampa de distribuidores, um banho ou o que fosse preciso.

Pilotos e navegadores são mecânicos e rebocadores, uns dos outros.
Pilotos e navegadores são mecânicos e rebocadores, uns dos outros.

Para sair do atoleiro, só com um empurrão dos amigos.
Para sair do atoleiro, só com um empurrão dos amigos.

As tripulações se revestiram de lama e areia. Também se revestiram de amor por esta terra, tão diversa em sua paisagem e tão parelha em sua hospitalidade e amizade. O GP foi duro, mas o resultado foi supreendentemente além das mais otimistas expectativas dos organizadores.

Pilotos e navegadores esperam ansiosamente a edição de 2015. Os que não foram se culpam de não ter comparecido e esperam sentados para reparar a lacuna. Os que ainda não possuem uma Baquet procuram montar uma. O efeito expansivo do GP é extraordinário. Um jornalista alemão disse: “Incrível, nunca vi nada igual.” Um corredor suíço de rally exclamou: “Perfeito!” Um motorista austríaco e um tripulante alemão reconheceram ter participado de suas melhores experiências sobre rodas. Todos desejam voltar.

Lamaçais deixam carros, pilotos e navegadores impregnados de argentinidade.
Lamaçais deixam carros, pilotos e navegadores impregnados de argentinidade.

A melhor carne vermelha do mundo vem dos Pampas onde os bovinos veem Baquets passar.
A melhor carne vermelha do mundo vem dos Pampas onde os bovinos veem Baquets passar.

Os caminhos que foram escolhidos eram estradas vicinais, fora do asfalto e fora das rotas turísticas habituais. O interior do interior foi a palavra de ordem. A diversidade da paisagem e a extensão desse país asseguram muitos anos de destinos diferentes e igualmente interessantes.

O Farol do Fim do Mundo ao sul, a zona de influência Inca ao norte, a infinita Cordilheira dos Andes a oeste, a selva nativa e o Oceano Atlântico ao leste, são alguns destes destinos.

As Baquets fizeram a festa em pequenos povoados no interior profundo da Argentina.
As Baquets fizeram a festa em pequenos povoados no interior profundo da Argentina.

Um raro momento neste Grande Prêmio: um trecho asfaltado.
Um raro momento neste Grande Prêmio: um trecho asfaltado.

Havia motores de quatro, seis e oito cilindros. Porém, o motor que mais empurrou e impregnou de estilo este GP foi a solidariedade. D’Artagnan apontou um lema pertinente: “Um por todos e todos por um.” As fotografias são testemunhas desta solidariedade maravilhosa que imperou em cada dificuldade vencida com entusiasmo e bom humor.

Os argentinos, que são meio italianos e meio espanhóis, possuem uma habilidade extraordinária para complicar as coisas mais simples e faze-las de qualquer jeito. No entanto, desta vez, a força de vontade misturada com garra e coração resultaram num evento memorável. Os portenhos sabem que no próximo ano receberão muitas visitas do exterior e esperam que seu limitado grid seja suficiente para receber todos os amigos. Todos serão mais do que bem vindos.

Permanecer jovem é acreditar que o melhor ainda está por vir.
Permanecer jovem é acreditar que o melhor ainda está por vir.

Piloto alivia o peso do conjunto enquanto mecânico trabalha na suspensão do veículo.
Piloto alivia o peso do conjunto enquanto mecânico trabalha na suspensão do veículo.

Porque nas veias dos argentinos corre combustível, azeite e algo de sangue.

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RevistaMotorMachine.blogspot.com.br



  * Artigo publicado originalmente na Revista MotorMachine número 11, em janeiro de 2015.


O Editor Volante recomenda o livro do MP Lafer
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