A mesa mais legal do Brasil

A mesa de centro de uma sala não serve apenas para deixar o controle remoto da TV: é lá que repousam algumas de nossas paixões.

Miniaturas ladeiam um exemplar do livro do MP Lafer, na mesa de centro da sala de Mauricio Augusto, de Florianópolis.
Miniaturas ladeiam um exemplar do livro do MP Lafer, na mesa de centro da sala de Mauricio Augusto, de Florianópolis.

Mauricio Augusto escreve em 09 de julho de 2014:

"No mês passado, depois de alterar alguns aspectos que não eram originais no meu MP, como as rodas, consegui emplacá-lo com as placas pretas tão desejadas por mim.

Outro assunto.

Pesquisando no site Mercado Livre à procura da miniatura do MP Lafer da série James Bond, notei que havia muita diferença de preços entre as ofertas a ponto de o mais caro sair por mais de R$180,00, quando me deparei com um anunciante cobrando bem menos.

A princípio desconfiei do vendedor, pois, era muita diferença.

Pesquisei esse vendedor e vi que ele possuía 100% de aprovação dos compradores (68).

Para os laferistas que desejarem, esse vendedor está nesse link.

Quero dizer que não tenho nada a ver com esse vendedor, apenas quero compartilhar com nossa comunidade laferista a informação de que existem sim as miniaturas do nosso MP série James Bond por um preço bem convidativo e veem na embalagem original lacrada com a revista.

Sobre a personalização da miniatura do associado Roberto Vignon mencionada no site mplafer.net, tem como entrar em contato com ele e perguntar se o artista que fez aquele lindo trabalho aceita encomenda para personalizar outra miniatura?

Se puder me informar agradeço antecipadamente."

A miniatura do MP Lafer oriunda da coleção de 007 é personalizada pelo artista Mexicano, de São Paulo.
A miniatura do MP Lafer oriunda da coleção de 007 é personalizada pelo artista Mexicano, de São Paulo.
No trabalho minucioso de personalizar o carrinho, tudo é desmontado com o máximo de cuidado.
No trabalho minucioso de personalizar o carrinho, tudo é desmontado com o máximo de cuidado.

Nossa resposta, em 10 de julho de 2014:

"Estou encaminhando sua mensagem para o Roberto Vignon. Conforme for, posso colocar o contato do artesão que personaliza as miniaturas no site. O mesmo podemos fazer com relação a sua dica do Mercado Livre."

O resultado da personalização é uma miniatura mais fiel ao MP Lafer dourado de capota bege.
O resultado da personalização é uma miniatura mais fiel ao MP Lafer dourado de capota bege.

Finalmente, em 08 de outubro de 2014, o Mauricio nos dá um grato retorno:

"Graças à sua indicação entrei em contato com o Roberto e posteriormente com o "Mexicano" o artista e enfim minha miniatura personalizada ficou pronta, como pode ver pelas fotos.

Os dados do "Mexicano" são os seguintes:

Alexandre Pestana Rodrigues, telefone (11) 9 9239 2013.
Ele tem "whatsapp" - o que facilita o contato.

Realmente ele é um artista, o carrinho é todo desmontado para facilitar a pintura."

Painel de madeira e bancos vermelhos: a atenção aos detalhes é apurada.
Painel de madeira e bancos vermelhos: a atenção aos detalhes é apurada.

Galeria 2012: Augusto

MP Lafer no site AUTOentusiastas

Jean Tosetto, vestido para casar, diante de um MP Lafer muito especial.
Jean Tosetto, vestido para casar, diante de um MP Lafer muito especial.

Você pode discordar da afirmação de que certos carros tem personalidade própria, mas não pode negar que alguns deles acumulam histórias tão interessantes quanto à biografia de certas pessoas.

"No caminho da festa em Campinas pagamos pedágio na Rodovia Anhanguera. A moça da cabine ficou encantada com o casal de noivos a bordo de um veículo antigo que ela sequer sabia o nome. Na festa cantei 'This guy is in love with you'  do Burt Bacharach, de improviso na capela, para a Renata, depois de umas taças de champanhe. Felizmente a fita está bem guardada, trancada mesmo."

Leia e comente a história completa no site AUTOentusiastas.

Kougar Jaguar Sport Classic AUTOentusiastas

Jaguar XK 120 – versão Nicoletti

Réplica do Jaguar XK 120 concebida por Adilson Nicoletti.
Réplica do Jaguar XK 120 concebida por Adilson Nicoletti.

Uma réplica é, acima de tudo, uma homenagem. Os brasileiros órfãos dos clássicos esportivos ingleses se especializaram em reproduzi-los com talento e paixão genuína.

Por Jean Tosetto *

A juventude brasileira tem uma compreensível dificuldade para imaginar o que é um continente inteiro padecer por causa de uma Grande Guerra, como aconteceu com a Europa entre 1939 e 1945, quando o desenvolvimento de produtos com fins civis foi congelado em prol dos esforços militares contra o nazismo.

Isso afetou especialmente a indústria automobilística e, mesmo com a capitulação da Alemanha e sua consequente divisão em duas por causa do início da Guerra Fria, levou alguns anos para se reorganizar e lançar novos modelos.

Por aí é possível ter uma ideia do assombro que foi a apresentação do "roadster" Jaguar XK 120 na Inglaterra, em 1948. O nome do carro tinha explicação: Jaguar no lugar de SS para evitar qualquer referência à suástica de Hitler, X de motor experimental, K da versão adotada e 120 para indicar a velocidade final em milhas por hora.

Diante da incredulidade da imprensa especializada, o conversível foi testado publicamente, atingindo 126 milhas por hora, aproximadamente 193 km/h. Semanas depois o modelo foi à prova novamente, rompendo a barreira dos 200 km/h, graças ao motor de seis cilindros em linha empurrando menos de 1300 quilos. Nascia uma lenda, que faria do Jaguar uma marca idolatrada até hoje.

As linhas sinuosas e aerodinâmicas do Jaguar XK 120 seduziram os especialistas logo em sua apresentação.
As linhas sinuosas e aerodinâmicas do Jaguar XK 120 seduziram os especialistas logo em sua apresentação.

Poucas unidades do XK 120, fabricado até 1954, chegaram ao Brasil. Na década de 1970 o governo militar praticamente fechou o mercado de automóveis importados, favorecendo a origem de uma série de pequenas empresas construtoras de veículos especiais, entre eles o MP Lafer e o Avallone TF, inspirados em outra mítica marca inglesa, a MG.

Em 1977, motivado pelo sucesso destes carros, o jovem Henrique Erwenne, apaixonado pelo XK 120, decidiu gastar suas economias na construção de uma versão brasileira, construída sobre o chassi de um Chevrolet Opala com motor 250S, também de seis cilindros em linha.

Para tanto, desmontou uma unidade original do Jaguar para elaborar os moldes da carroceria, que seria de fibra de vidro reforçada. Em função de medidas distintas – de suspensão e diferencial – entre os conjuntos mecânicos do Jaguar e da GM, foi preciso alargar a grade frontal do motor e o para-brisa. O resultado, que poderia ser desastroso, revelou-se harmônico.

Finalmente em 1981, após vários aprimoramentos, Henrique Erwenne lançou sua réplica do Jaguar XK 120 com a denominação de Fera XK 4.1 HE – as iniciais de seu próprio nome. Doze exemplares foram produzidos pela Bola Artefatos Metálicos S.A. até 1983 – tempo suficiente para enlouquecer outros jovens desta geração.

É o caso de Adílson Nicoletti, de Itapetininga no interior de São Paulo. Naquela época ele era membro da seleção brasileira de ciclismo e confesso devorador de revistas sobre carros. Quando folheou uma edição da saudosa Motor 3, com uma reportagem sobre o Fera XK, Nicoletti se apaixonou triplamente: pelo Jaguar XK 120, pelo Fera XK e pela ideia de construir, ele mesmo, um automóvel como aquele.

Painel em madeira bem equipado. O cubo central do volante, por segurança, perdeu a ogiva do modelo original.
Painel em madeira bem equipado. O cubo central do volante, por segurança, perdeu a ogiva do modelo original.

A mala do XK 120 guarda o estepe e as janelas laterais abotoáveis de plástico.
A mala do XK 120 guarda o estepe e as janelas laterais abotoáveis de plástico.

Este sonho teve que esperar por cerca de um quarto de século – tempo suficiente para se formar em três faculdades: Engenharia da Computação, Administração de Empresas e Direito. Uma profícua carreira como funcionário público se estendeu até a câmara de vereadores na sua cidade, paralelamente ao seu interesse por carros antigos, que comprou e vendeu várias vezes.

Por volta de 2005 chegou a hora de acertar as contas com o passado e levar adiante o projeto de construir a sua versão do Jaguar XK 120. Nicoletti começou sua longa trajetória procurando pelos moldes do Fera XK, mas o tempo, e o desgaste das peças, o obrigou a desenvolver novos moldes.

O chassi lhe consumiu incontáveis horas de empenho, até chegar numa solução tubular em aço, capaz de abrigar os modernos componentes mecânicos escolhidos para favorecer o desempenho, a segurança e a facilidade de manutenção do veículo.

Meia década depois parte do sonho se realizava: Nicoletti homologou o carro nos órgãos competentes e apresentou sua cria durante um evento festivo do Clube MP Lafer Brasil em São Roque, em dezembro de 2010. Foi nesta ocasião que tivemos a honra de guiar o carro pela primeira vez, sem negar que também nos apaixonamos pela áurea que cerca aquelas linhas sensuais e esportivas.

O Jaguar do Nicoletti conta com motor 4.1 MPFi do Chevrolet Ômega – sempre com seis cilindros em linha; tem direção hidráulica, câmbio de cinco marchas, freios servo-assistidos e pneus Hankook 215/70 R15. Tal qual o modelo inglês, ultrapassa os 200 km/h, embora não pudemos aferir isso enquanto estávamos ao volante do carro.

Aliás, dirigir o XK de Itapetininga é um êxtase, a começar pelo capô do motor, que parece interminável. O volante de madeira com quatro raios vai rente ao nosso tórax, pois o acento do motorista é praticamente colado no assoalho, com encosto nos obrigando a ficar numa posição ereta, com metade das costas expostas na traseira do veículo.

O motor do Chevrolet Ômega acomodado logo atrás da barra que ajuda no travamento da carroceria.
O motor do Chevrolet Ômega acomodado logo atrás da barra que ajuda no travamento da carroceria.

Os bancos do motorista e passageiro vão colados no assoalho do carro.
Os bancos do motorista e passageiro vão colados no assoalho do carro.

O passeio pelas sinuosas estradinhas vicinais de São Roque reverbera em nossa mente até hoje. O motor não tomava conhecimento das ladeiras íngremes, com o acelerador respondendo ao mais suave toque do pé direito.

Naqueles primeiros quilômetros rodados do veículo, com a carroceria ainda se acomodando ao chassi, pequenos ruídos típicos de modelos construídos em fibra se faziam presentes. Nada que incomodasse – o mesmo se aplica aos retrovisores postados sobre as caixas das rodas dianteiras, elegantes e inócuos.

Uma sensação ímpar de poder e invencibilidade toma conta de quem dirige este carro. Foi difícil entregar as chaves do mesmo e encerrar as impressões ao volante.

Para nosso espanto, o Nicoletti negociou o carro. Era a parte final de seu sonho: construir um carro tão bom que pudesse ser vendido. Além do mais ele deseja construir um segundo modelo, mais espartano, para “track days” em autódromos.

Pudemos matar as saudades deste Jaguar XK no Primeiro Encontro Brasileiro de Autos Antigos de Águas de Lindóia, em 2014. O carro foi exposto pelo Marcos Anazetti, diretor da Golden Park Services Ltda., de São Paulo. A fera continua linda.

Portas e capôs abertos: a carroceria em fibra deste XK é toda funcional.
Portas e capôs abertos: a carroceria em fibra desta réplica é toda funcional.

Leia mais artigos da coluna "Editor Volante".
* Jean Tosetto é arquiteto desde 1999 e editor do site mplafer.net desde 2001. É também autor do livro “MP Lafer: a recriação de um ícone” - lançado em 2012. 

RevistaMotorMachine.blogspot.com.br



 Este artigo foi publicado originalmente na Revista MotorMachine número 09, em agosto de 2014.

CAAT on the Road 2014

MP Lafer 1981 devidamente "trajado" para o rally de 2014.
MP Lafer 1981 devidamente "trajado" para o rally de 2014.

O CAAT - Clube de Autos Antigos de Taubaté - realizou mais um rally de regularidade na Serra da Mantiqueira, com ótima participação dos sócios.

Por Aldo Fusco

No dia 31 de agosto de 2014 realizamos o 4º CAAT on the Road - 100 Milhas na Serra, com a participação de  49 carros.

Este ano, o MP Lafer foi representado por dois exemplares: um clássico preto 1981 e o meu Ti 1978 azul.

Os carros se comportaram muito bem tanto nas estradas asfaltadas como nas de terra e como curiosidade foram conduzidos por duplas femininas.

Fica o convite para você participar no ano que vem, no dia 23 de agosto de 2015, um domingo.


O MP 1981 recebeu o numeral 13, antes da largada.
O MP 1981 recebeu o numeral 13, antes da largada.


O MP Lafer Ti 1978 azul, com o numeral 26, guiado por uma dupla feminina.
O MP Lafer Ti 1978 azul, com o numeral 26, guiado por uma dupla feminina.

Prova de resistência: os MPs atravessam estradas vicinais na Serra da Mantiqueira.
Prova de resistência: os MPs atravessam estradas vicinais na Serra da Mantiqueira.

100 milhas depois todos chegaram inteiros ao fim da jornada.
100 milhas depois todos chegaram inteiros ao fim da jornada.

CAAT é o primeiro clube de carros antigos sustentável do Brasil.

Por Paula Guino

O Clube de Autos Antigos de Taubaté (CAAT) fecha parceria com o Projeto Carbon Stop CentroTour® para compensação de carbono de seus encontros. O IV CAAT ON THE ROAD, ocorrido no último dia 31 foi o primeiro evento sustentável da categoria no Brasil com 50 veículos em rota de 140 km.

Folder promocional da 3G3. Clique para ampliar.
Folder promocional da 3G3. Clique para ampliar.

A iniciativa partiu do associado Paulo Guino, entusiasta da categoria e participante do evento com três de seus veículos antigos.  Premiados na categoria de melhor equipe, destacaram-se também por sua pioneira participação feminina com a presença de Célia Guino, Paula Guino, Juliana Guino e Mariana Sapienza. Paulo e seu navegador Alexandre Camargo conquistaram também a 5ª. colocação no evento.

A parceria com o Projeto Carbon Stop, realizado pela CentroTour®, empresa do segmento de eventos corporativos, conta também com o apoio da empresa 3G3 - Guino Consultoria Empresarial e Guino & Motta Sociedade de Advogados. O projeto é pioneiro em seu segmento de atuação, quantifica a emissão de gás carbônico equivalente, que é uma padronização do potencial de aquecimento global e através de ferramenta de cálculo resulta no plantio de árvores para a compensação das emissões de carbono.

O entusiasta do CAAT, Paulo Guino, fazendo a sua parte.
O entusiasta do CAAT, Paulo Guino, fazendo a sua parte.

A metodologia escolhida é a da “Estimativa da Biomassa de Carbono em Áreas Restauradas com Plantio de Essências Nativas” do Centro de Métodos Quantitativos do Departamento de Ciências Florestais ESALQ-USP. O Carbon Stop já plantou 1.245 árvores e conta com a parceria do Projeto Floresta Sustentável em Praia do Forte / Bahia.

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Mooca reúne antigos para comemorar aniversário

O MP Lafer do Giba: presença constante nos eventos da Grande São Paulo.
O MP Lafer do Giba: presença constante nos eventos da Grande São Paulo.

A Mooca, tradicional bairro de São Paulo, completa 458 anos em 2014 com direito a um encontro de carros antigos.

Por Gilberto Martines

Estou enviando algumas fotos da exposição de carros antigos que ocorreu neste ultimo final de semana no nosso querido e tradicional bairro da Mooca (São Paulo).

O bairro da Mooca completa neste mês 458 anos, mais precisamente no dia 17 de agosto, e para comemorar esta data tão especial os festejos durarão o mês inteiro com Feira Gastronômica, Missa de Ação de Graças, Noite Italiana, partida de futebol entre a seleção da Mooca versus seleção do nosso Juventus, na Rua Javari, e exposição de carros antigos.

A exposição dos carros antigos foi realizada domingo, 17 de agosto de 2014, organizada pela a Associação dos Proprietários de Veículos Antigos do Estado de São Paulo, que convidou todos os antigomobilistas para participar das festividade de 458 anos da Mooca, com inicio as 8:00 horas e término previsto para as 13:00 horas, no Centro Esportivo da Mooca.

A entrada foi feita pela Rua Taquari pelo portão 01 e para participar bastava doar um quilo de alimento não perecível. O evento contou com a participação de 14 clubes de veículos antigos filiados, e da Escuderia de Motociclismo Pepe Legal.

Eu e o Airton Fernandes estivemos presente no evento, representando o Clube do MP Lafer Brasil. A exposição estava muito boa e o local é muito agradável. Compareceram muitos carros antigos.

Neste espaço, todo 3° domingo do mês é realizado pela A.P.V.A do Estado de São Paulo o encontro de carros antigos, neste mês completou 23° evento.

Gostaria de aproveitar para convidar os nossos amigos laferistas para participarem nesse encontro que vem melhorando a cada edição, e parabenizar o nosso amigo Carlos Guimarães, responsável pelo evento.

Este Mini GT 1972 carrega a tradição inglesa de pequenos esportivos.
Este Mini GT 1972 carrega a tradição inglesa de pequenos esportivos.

O Dodge 1957 ganhou uma cor mais moderna e rodas personalizadas.
O Dodge 1957 ganhou uma cor mais moderna e rodas personalizadas.

Veja também:

Carros antigos em Piracicaba - 2014

O Engenho Central, nas margens do Rio Piracicaba, é um lugar de atmosfera ideal para um encontro de carros antigos.
Por Jean Tosetto

Neste domingo que passou (17 de agosto de 2014) a programação era seguir para Holambra, no interior de São Paulo, para acompanhar uma corrida de tratores. Terrão, motores cuspindo fumaça de óleo diesel, sol para rachar a cuca - um programa nada palatável para a esposa e a criança de apenas um aninho. Então resolvi mudar o script e levar minhas princesas para um lugar mais charmoso, de preferência que tivesse sombra e água fresca.

Em cima da hora avisei lá em casa: "Vamos para a Rua do Porto em Piracicaba". Chegando lá, um som mais do que agradável entorpeceu nossos ouvidos, misturado com o ruído gostoso das corredeiras do Rio Piracicaba. A música vinha da outra margem, lá do Engenho Central, onde acontecia o XV Encontro de Veículos Antigos de Piracicaba, organizado pelo CVAP

Confesso que não sabia de nada. Na verdade queria ficar um pouco longe desses carros antigos, mas eles me perseguem. Aí não teve jeito: tive que sacar a máquina e fotografar. Selecionei algumas imagens para os amigos do site mplafer.net - esperando que apreciem tanto quanto a Renata e a Carol, que me acompanharam neste delicioso passeio.

Este Chevelle 1968 estava impecável. As rodas raiadas não são originais, mas combinaram perfeitamente com o modelo.
Este Chevelle 1968 estava impecável. As rodas raiadas não são originais, mas combinaram perfeitamente com o modelo.

"O presidente João Goulart um dia falou na TV que a gente ia ter muita grana para fazer o que bem entender. Eu vi um futuro melhor no painel do meu Simca Chambord (1962)" - Camisa de Vênus.
"O presidente João Goulart um dia falou na TV que a gente ia ter muita grana para fazer o que bem entender. Eu vi um futuro melhor no painel do meu Simca Chambord (1962)" - Camisa de Vênus.

Essa árvore no Engenho Central de Piracicaba é um exemplo de perseverança. Alguém - ou algo - a quis derrubar, mas ela seguiu forte, encontrando um novo ponto de equilíbrio.
Essa árvore no Engenho Central de Piracicaba é um exemplo de perseverança. Alguém - ou algo - a quis derrubar, mas ela seguiu forte, encontrando um novo ponto de equilíbrio.

Sabem daquela brincadeira de dar um tapinha na cabeça do cara ao lado? É por causa de um Fusca azul como este daí.
Sabem daquela brincadeira de dar um tapinha na cabeça do cara ao lado? É por causa de um Fusca azul como este aí.

Esta Alfa Romeo Spider Duetto 1967 é tão linda que mereceu uma foto em preto e branco, logo depois da chuva que caiu em Piracicaba.
Esta Alfa Romeo Spider Duetto 1967 é tão linda que mereceu uma foto em preto e branco, logo depois da chuva que caiu em Piracicaba.

E esta máquina italiana conversível é tão bonita que mereceu outra foto, em versão colorida.
E esta máquina italiana conversível é tão bonita que mereceu outra foto, em versão colorida.

Antes de ir embora, uma última clicada neste Hot Rod com algum resquício de Ford 1929 e faixas brancas no rodado dianteiro, mescladas com a bandeira quadriculada em labareda na carroceria.
Antes de ir embora, uma última clicada neste Hot Rod com algum resquício de Ford 1929 e faixas brancas no rodado dianteiro, mescladas com a bandeira quadriculada em labareda na carroceria.

MPs em Piracicaba 2013

A ponte de ferro sobre o Rio Jaguari em Cosmópolis

A série "Hunting Roads" visita uma estrutura metálica centenária, que já serviu de ponte para uma ferrovia e hoje faz parte de uma estrada vicinal.


 Esta ponte de estrutura metálica fez parte da ferrovia da Cia. Carril Funilense, inaugurada em 1899, que partia do centro de Campinas e chegava onde hoje se situa o município de Cosmópolis. Quando os trens que recolhiam o café parou de circular no começo da década de 1960, a ponte foi adaptada para o uso de automóveis, sendo abandonada na virada do século. Dez anos depois, com a implantação da praça de pedágio na rodovia que liga Paulínia a Cosmópolis, a ponte foi reformada para funcionar como alternativa de ligação entre as cidades.
Esta ponte de estrutura metálica fez parte da ferrovia da Cia. Carril Funilense, inaugurada em 1899, que partia do centro de Campinas e chegava onde hoje se situa o município de Cosmópolis. Quando os trens que recolhiam o café parou de circular no começo da década de 1960, a ponte foi adaptada para o uso de automóveis, sendo abandonada na virada do século. Dez anos depois, com a implantação da praça de pedágio na rodovia que liga Paulínia a Cosmópolis, a ponte foi reformada para funcionar como alternativa de ligação entre as cidades paulistas.

Para chegar até a ponte sobre o Rio Jaguari, quem sai de Paulínia precisa percorrer alguns quilômetros de uma estrada de terra bem judiada. Por isso deixamos o MP Lafer na garagem e usamos um utilitário, que deixamos devidamente estacionado numa pequena ilha de retorno junto da velha estrutura construída com tecnologia britânica.
Para chegar até a ponte sobre o Rio Jaguari, quem sai de Paulínia precisa percorrer alguns quilômetros de uma estrada de terra bem judiada. Por isso deixamos o MP Lafer na garagem e optamos por um utilitário, que deixamos devidamente estacionado numa pequena ilha de retorno junto da velha estrutura construída com tecnologia britânica.

O acesso até a margem do Rio Jaguari é feito por uma trilha que serpenteia a mata ciliar da região. Uma árvore parcialmente tombada forma um pórtico informal de um parque que sequer existe no papel, mas é frequentado por ciclistas, motoqueiros e amantes da natureza.
O acesso até a margem do Rio Jaguari é feito por uma trilha que serpenteia a mata ciliar da região. Uma árvore parcialmente tombada remete a um pórtico informal de um parque que sequer existe no papel, mas é frequentado por ciclistas, motoqueiros e amantes da natureza.

Aos poucos a visão da ponte vai se descortinando por detrás das árvores e folhas secas. Um clima de mistério é embalado nos sons das águas correndo pelas pedras do leito do rio, até que se avista uma escadinha improvisada para descer a barranca que dá acesso a uma pequena praia.
Aos poucos a visão da ponte vai se descortinando por detrás das árvores e folhas secas. Um clima de mistério é embalado nos sons das águas correndo pelas pedras do leito do rio, até que se avista uma escadinha improvisada para descer a barranca que dá acesso a uma pequena praia.

Logo abaixo da ponte conseguimos captar a imagem do muro de pedra que sustenta uma extremidade da mesma. Neste ponto, porém, por mais que nossa câmera tenha uma lente de grande angular, não foi possível enquadrar e estrutura como um todo.
Logo abaixo da ponte conseguimos captar a imagem do muro de pedra que sustenta uma extremidade da mesma. Neste ponto, porém, por mais que nossa câmera tenha uma lente de grande angular, não foi possível enquadrar e estrutura como um todo.

Se há algum aspecto positivo na estiagem histórica que acometeu o estado de São Paulo, é o fato dos níveis dos rios terem baixado a ponto de se poder caminhar sobre as lajes de pedra que formam alguns deles. Foi deste modo que conseguimos nos colocar nesta posição para fazer a imagem.
Se há algum aspecto positivo na estiagem histórica que acometeu o estado de São Paulo, é o fato dos níveis dos rios terem baixado a ponto de se poder caminhar sobre as lajes de pedra que formam alguns deles. Foi deste modo que conseguimos nos colocar nesta posição para fazer a imagem.

Alguns passos para a direita e encontramos o ponto de fuga da perspectiva abaixo do centro da ponte. Ganhamos também a linda visão do reflexo da treliça no espelho de água. A moto passando confere uma ótima noção de escala. Nossa estimativa é que a ponte vence cerca de 48 metros de vão, com vigamento de 6 metros de altura, distantes 8 ou 9 metros do nível da água.

Eis a foto que valeu o dia, e que perseguímos desde o início do passeio. Escolhemos fazer ela em preto e branco, com um distanciamento maior, para salientar a quietude e a solidão atemporal que nos cala fundo na alma. Uma equilibrada composição que mescla a intervenção humana com a riqueza de um ambiente natural. Uma ponte ordinária que, no entanto, conseguiu ligar o século 19 ao século 21.
Eis a foto que valeu o dia, e que perseguímos desde o início do passeio. Escolhemos fazer ela em preto e branco, com um distanciamento maior, para salientar a quietude e a solidão atemporal que nos cala fundo na alma. Uma equilibrada composição que mescla a intervenção humana com a riqueza de um ambiente natural. Uma ponte ordinária que, no entanto, conseguiu ligar o século 19 ao século 21.

MP Lafer: a recriação de um ícone

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