Versão do site em inglês


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Obviamente algumas palavras não encontram opções em outros idiomas, e o programa traduz também alguns nomes de pessoas e lugares, mas trata-se de uma forma eficaz de facilitar o acesso das informações aos visitantes de diversos países que não usam a língua portuguesa.

Agradecemos a todos que, ao navegarem pelo site na versão em inglês, nos reportarem eventuais erros. Somente deste modo o serviço poderá ser aprimorado.

MP Lafer em inglês!

Ficha técnica


Motor - De quatro cilindros opostos, traseiro, refrigerado a ar; diâmetro e curso dos cilindros de 85 x 69 mm; 1585 cm³ de cilindrada; taxa de compressão de 7,2:1; comando único central; válvulas no cabeçote; potência máxima de 60 HP SAE a 4 600 rpm; torque máximo de 12 mkg SAE a 2 600 rpm; gasolina: comum.

Transmissão - Embreagem monodisco a seco de acionamento mecânico; câmbio de quatro marchas sincronizadas para a frente e ré; relações: 1ª) 3,80:1; 2ª) 2,06:1; 3ª) 1,32:1; 4ª) 0,89:1; ré) 3,88:1; relação do diferencial: 4,125:1; tração traseira.

Carroceria, chassi - Em fibra de vidro, tipo cupê conversível, duas portas, dois lugares; chassi de plataforma de aço com túnel central.

Suspensão - Dianteira: do tipo independente, com barras de torção em feixes; barra estabilizadora e amortecedores telescópicos; traseira: independente com semi-eixos oscilantes, barras de torção; barra compensadora e amortecedores telescópicos.

Freios - A disco nas rodas dianteiras e a tambor nas traseiras.

Direção - Mecânica do tipo setor e rosca sem fim.

Desempenho - Aceleração de 0 a 100 km/h em 21,6 segundos; velocidade máxima (média de quatro passagens): 125,996 km/h; consumo a 80 km/h (velocidade constante) 12,1 km/litro.

Dimensões - Comprimento total: 391 cm; largura: 157 cm; altura: 135 cm; distância entre-eixos: 240 cm; bitola dianteira: 131 cm; traseira: 135 cm; peso em ordem de marcha: 760 kg.

Fonte: Revista Quatro Rodas 173 - dezembro 1974
Desenhos gentilmente cedidos por Custodio Saraiva

Galeria 2007: Saraiva

Este MP Lafer 1979 - cujas imagens recebemos no dia 06 de maio de 2007 - é apenas um dos cinco exemplares que Custodio Cardoso Saraiva Neto teve ao longo dos anos. Morador de Porto Alegre no Rio Grande do Sul, ele presenteou o site mplafer.net com um belo depoimento a respeito de sua história com o conversível, cuja leitura temos o prazer de recomendar:

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Mosaicos de boas lembranças

Caros amigos,

Foi por acaso que acessei esta página, mas como todo entusiasta de MP Lafer, não consegui passar adiante sem ler com atenção os interessantes artigos que me trouxeram muita saudade dos carros que tive.

O primeiro foi um 1979, marrom barroco metálico com interior bege e painel em madeira. O segundo foi um 1977 bege champanhe metálico que em 1982 adquiri trocando "no taco" por um Voyage 1982 recém retirado da agência. O detalhe é que o MP tinha na data, apenas 700 quilômetros. Era de uma senhora que o havia comprado por achá-lo "bonitinho", porém , não costumava dirigir. O fato pitoresco aconteceu na revisão que fiz no carro quando o mecânico relatou ter encontrado sob o pára-lama traseiro um ninho de passarinho.

Após esses dois, tive um 1980 branco, um 1983 vermelho metálico e um 1979 branco que se encontrava parado, todo original, há seis anos, na garagem de uma casa em que o proprietário havia falecido. Os pneus B. F. Goodrich estavam colados no piso da garagem. O carro era todo original. Precisei alinhar a lamina do pára-choque traseiro e mandar cromá-la. Depois foi só dar um polimento e trocar as lentes traseiras pois estavam um pouco desbotadas. Pouco andei com este carro pois na época estava comprando um carro zero para minha filha e resolvi vender a Lafer para pagar parte do Ka.

Possuo fotos de todos os MPs e posso dizer que só me trouxeram satisfação. Hoje tenho outro tipo de conversível, mas confesso que ao ver uma Lafer meu coração bate mais forte e bate também um arrependimento.

Quanto à descrição dos carros, conformei comentei:

- A primeira aquisição foi a MP Lafer 1979 marrom castanho, com 15 mil quilômetros originais, em 1981, na troca por um Passat TS 1981.

- A segunda aquisição foi a MP Lafer 1977 bege champagne, com 700 quilômetros, em 1982, na troca por um Voyage 1982.

- A terceira aquisição foi a MP Lafer 1980, vidros Ray-Ban, em 1991.

- A quarta aquisição foi a MP Lafer vermelha 1983. Tal veículo deixou dúvidas quanto à sua fabricação pois o chassis não iniciava com MP, as rodas eram raiadas, vidros elétricos, etc. Me parece que havia na época outra empresa que fabricava os kits.

- A quinta aquisição foi a MP Lafer branca, que esteve parada há muitos anos e foi pouco restaurada para ficar cem por cento original.

Sei que muitos desses detalhes podem não interessar, porém os descrevo para podermos ter idéia, por exemplo, de como seria em termos de valores, ter mantido até hoje, um Passat 1981 ou um Voyage 1982... ou uma MP Lafer de qualquer ano!

Bem, esqueci de dizer que me chamo Custodio Saraiva, moro em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Um abraço!

Pressão correta nos pneus do MP

Texto de João Saboia - editor do site mplafer.com - publicado originalmente no grupo de debates do portal Yahoo dedicado ao veículo.

Caros companheiros,

Sempre que aparece um assunto de grande importância no ar, procuro descrever experiências que tenho passado com o meu querido MP Lafer.

Calibragem é um assunto secreto nos boxes dos autódromos. A pressão dos pneus pode ser item capital numa tomada de tempo. Em minha juventude, competi na categoria Divisão 1, com um Fusca 1.500. Nesta classe, não se pode mexer nos carros. Era uma descarga esportiva, direta, santo antônio e retirávamos os pára-choques, pelo regulamento e aliviávamos o peso tirando bancos, estepes e outras peças removíveis. Numa competição assim, a calibragem dos pneus decide resultados.

As variantes são: o piso e suas condições, o tamanho do pneu, o peso, a temperatura e a velocidade. No Fusca, para diminuir o atrito, usava pneus Cinturatto Pirelli 155X15 na frente e 165X15 nas rodas traseiras. Com pneus finos e calibragem alta, o carro anda mais e não tem tanta aderência ao solo. Temos que colocar isso numa balança. Numa alegoria mecânica, diria que HP e TORQUE também devem estar nessa nossa explanação. Não adianta ter um motor com muito HP e pouco torque ou vice versa. Proporção é a chave de tudo, mas vamos calibrar os pneus de nossos MPs.


Com o mesmo chassis do Fusca, Brasília e outros, nosso carrinho tem o seu ponto de equilíbrio, não no centro do veículo mas um pouco deslocado para trás. Este dado nos remete a uma menor aderência dos pneus dianteiros. Como utilizamos, na maioria da vezes, pneus 185X14X70, a calibragem deve ser diferenciada. Mais pressão nos pneus traseiros do que nos dianteiros.

A pressão utilizada determina a forma do desgaste do pneu. Pneu mais cheio gasta no meio, pneu vazio gasta nas extremidades da banda de rodagem. A calibragem determina o tanto de pneu que irá ficar em contato com o solo. Como estamos tratando de distribuição de pesos, é preciso levar em consideração a suspensão do veículo. Mais rebaixado na frente, o MP Lafer tende a chegar mais para frente o seu centro de gravidade. Isso completa mais uma medida para que possamos, teoricamente, determinar uma calibragem precisa. É claro que aí estarão também a temperatura e o grau de exigência do motorista.

A temperatura altera a calibragem na medida em que exigimos dos pneus. Pneu quente, ar quente, mais pressão. Os fabricantes recomendam calibrar os pneus frios. Nelson Piquet inventou um "cobertor de pneus" para ser usado quando o carro está no box. Assim, mantêm a sua pressão e, também, a aderência da borracha. Será que é preciso tanta coisa para calibrar os pneus de um MP Lafer? Todas as vezes que calibramos, estamos mexendo com isso tudo mas as condições de uso é que irão determinar nossos números.

Carro vazio, cheio, com ou sem bagagem? Insisto que colocar chumbo na frente do carro não vai melhorar sua estabilidade já que o peso ideal é o bem distribuído por todo o chassis. Muito peso na frente e muito peso atrás, num caso de derrapagem, fica mais difícil a manobra de segurar o carro. As forças centrífugas e centrípetas que atuam na rodagem, trabalham concentradas nas pontas e a inércia faz com que um movimento rotativo se estenda.

Vamos calibrar? Para passear, 18 na frente e 22 atrás. Na estrada, 22 e 26. Na chuva, 16 e 20. Essas são as calibragens que uso. No estepe, 35.

Muito grato,
João Saboia



Peças & Manutenção

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Pressão correta nos pneus do MP
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A arte de Sérgio Almodóvar
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Peças alternativas para o MP.

Nota de falecimento

Lamentamos informar o falecimento do Doutor Constantinos Dimitrios Lambrinidis, proprietário e grande incentivador do MP Lafer, vítima de um acidente automobilístico, em cruzamento da região de Moema na Grande São Paulo, na manhã do dia 04 de maio de 2007.

Aos seus familiares e amigos registramos nosso profundo pesar, clamando pela presença da fé em vossos corações, como amparo fundamental num momento tão difícil como este.




Carta de lamentação de Marcos Antonio de Oliveira Neto, diretor do Clube MP Lafer Brasil, enviada em 08 de maio:

"A morte de nosso amigo Constantino nos faz recordar...

...que ele saiu de casa um dia para comprar uma Parati e comprou um Paramim, como ele mesmo brincava.

...que foi um dos fundadores do nosso Clube, pois fazia parte do grupo dos 14 que compareceu no primeiro encontro de MPs do Shopping D, em 1997.

...que em qualquer discussão onde rolava alguma coisa sobre o MP, lá estava ele dando sua opinião e esclarecendo aos proprietários afoitos.


E Deus quis que sua despedida fosse dirigindo o seu MP Lafer, seu carro de uso diário.


Saudades e gratidão ao nosso eterno amigo."






























...

Paixão vermelha de placas pretas

No passeio do MP realizado para Caçapava em 2007, o presidente do Clube MP Lafer Brasil, Walter Arruda, confirmou uma boa notícia para os proprietários do conversível: a FBVA - Federação Brasileira de Veículos Antigos - emitiu um documento comprovando o direito do MP Lafer se candidatar para receber as placas pretas, uma vez que ele foi considerado como um modelo autêntico. Ou seja, a inspiração no MG TD é clara, mas não configura a versão brasileira como simples réplica da marca inglesa.

Ainda de acordo com Arruda, como a produção do MP era limitada, havia a possibilidade de se encomendar cores específicas e alguns aspectos no acabamento, dificultando um pouco o uso de tabelas e referências exatas para avaliar cada exemplar pelo seu ano de fabricação. Portanto é recomendável ao proprietário de MP que não altere radicalmente as características do projeto do carro, pois são necessários 80% de originalidade atestada pelo Clube.

O MP vermelho chegando ao local de vistoria, em pátio da cidade de Campinas.

Já é possível ver, nos encontros de autos antigos especialmente em São Paulo, alguns MPs rodando com as placas pretas. Mas para exemplificar a situação contamos com a colaboração de Marcos Vasconcellos, que recentemente restaurou em Campinas um MP para a sua esposa e deu início ao processo de substituição das placas, finalizado com sucesso, conforme relatado em mensagem de 24 de abril de 2007:

O vistoriador, momentos antes de efetuar a troca das placas. É o fim da espera.

"Hoje pela manhã levei o MP vermelho para finalmente colocar a placa preta!

O primeiro passo foi esperar o carro completar 30 anos e depois passar pela vistoria do Clube MP Lafer Brasil. Com a documentação em mãos, levei o carro para a vistoria no Siretran e aguardei a placa ficar pronta.

Quero aproveitar para agradecer todo atendimento e receptividade do nosso presidente Walter Barbosa de Arruda. Foi um sonho realizado!"

O retrato de um sonho realizado. Notem o símbolo do Clube MP USA no suporte.

Veja também:

Como adquirir a placa preta

Placa preta: boa notícia para os donos de MP