Galeria 2011: Stolz

Stolz é alemão, mas seu MP homenageia um piloto brasileiro: Ayrton Senna.

MP LAFER GANHA SITE NA TERRA DE SCHUMACHER

No dia 31 de julho de 2011 recebemos a seguinte mensagem, reproduzida integralmente em alemão: 

"
Hallo,

ich heiße Ludwig und fahre seit 17 Jahren meinen Ayrton.

Ich habe mein Auto "Ayrton" genannt im Gedenken an den Rennfahrer Ayrton Senna.

Mein Lafer ist gerade 23 Jahre alt (Baujahr 1988) geworden und ich freue mich immer wenn ich damit fahren kann. Weil es in Germany keine offizielle Homepage gibt habe ich in den letzten Tagen eine erstellt und hoffe auf viele nationale und internationale Kontakte. Gerne könnt Ihr einen Link der Homepageseite www.mp-lafer-germany.de auf eurer tollen Seite einstellen. Es würde mich sehr freuen. Darf ich auch einen Link zu Eurer Seite auf meiner Homepage stellen? ;-)

Viele herzliche Grüße aus Deutschland
und bis bald 

Ludwig Stolz 

Mail: mp-lafer-germany@t-online.de
Mail: ludwigstolz@t-online.de
www.mp-lafer-germany.de
www.elektro-stolz.de 

"

MP Lafer 1988: um dos últimos a sair da fábrica de São Bernando do Campo.


Numa tradução livre compreendemos que Ludwig Stolz há 17 anos possui um MP Lafer 1988, o qual ele chama de Ayrton em homenagem ao piloto brasileiro de Fórmula 1, Ayrton Senna. O alemão sempre fica feliz quando pode guiar o conversível.

Como não há um site oficial sobre o MP Lafer na Alemanha, ele criou uma página dedicada ao modelo, na esperança de estabelecer contatos com outros entusiastas do MP Lafer, na própria Alemanha ou em outros países.

Ludwig Stolz nos fez o convite para publicar o link dele no site mplafer.net - que ele considera maravilhoso. E pergunta se pode incluir o nosso link na página dele, se despedindo com calorosas saudações.

Agradecemos o contato e logicamente seria uma honra ter nosso link publicado na Alemanha!

Traduzindo:

"Vielen Dank für den Kontakt und logisch wäre eine Ehre, dass unsere Verbindung in Deutschland veröffentlicht werden!"

Galeria 2011: Avila

Este MP Lafer tem apelido: "John Boy".

DE IPORÁ, EM GOIÁS, PARA O MUNDO

Em 10 de março de 2011 recebemos a seguinte mensagem de Deuzair Gomes de Avila:

"Olá, meu nome é Deuzair - Pimenta é meu apelido de infância. Moro em lporá, Goiás. Sou um entre vocês que tem a felicidade de ter um sonho nas mãos, que é esta obra de arte em forma de carro.

Meu MP Lafer 1975 vermelho, conhecido como John Boy, já viveu muitas histórias e me dá muita alegria, afinal eu posso andar com um sonho. Da próxima vez mandarei a foto e contarei uma história sobre mim e meu MP Lafer. Abraços à todos."

A foto veio apenas em 25 de julho de 2011, sem a história prometida. Não tem problema: sabemos perfeitamente que o Pimenta tem uma coleção de episódios vividos com seu MP Lafer, pelas estradas de Goiás.

Galeria 2011: Vila

Um MP Lafer TI com um toque do modelo clássico.

O RIO DE JANEIRO CONTINUA LINDO

No dia 13 de julho de 2011 recebemos a seguinte mensagem de Alfredo Morandini Vila:

"Boa tarde, gostaria de participar do Clube do MP Lafer, pois acabo de restaurar o meu, comprado no início de 2010. É um MP cor prata, modelo TI, porém está estilizado (mesclado) com acessórios do MP tradicional. O carro está muito bonito, é do Rio de Janeiro, e já faço parte há alguns anos do Clube do Volkswagem do Rio de Janeiro. Gostaria também de saber se posso enviar algumas fotos dele. Obrigado, um forte abraço."

Respondemos dois dias depois:

"Estamos ansiosos para receber as fotos de seu MP Lafer TI. A propósito, de que ano ele é?

Para se cadastrar no Clube MP Lafer Brasil é simples, retorne este e-mail com:
Dados pessoais: nome completo, telefones para contato e endereço postal para correspondência.
Dados do MP Lafer: ano de fabricação, número da placa e do chassi, e a cor predominante.

Suas fotos serão publicadas na seção Galeria. Pedimos apenas um prazo de alguns dias para planejarmos a atualização do site, que ocorre geralmente uma vez por semana."

As fotos vieram no dia 18, quando ficamos sabendo que o MP Lafer TI é de 1979. Obviamente os dados pessoais, e do carro, foram retransmitidos para a diretoria do Clube MP Lafer Brasil. Apenas a publicação aqui na Galeria 2011 demorou um pouco mais do que gostaríamos. Mas como reza o ditado, a gente tarda mas não falha!

A irretocável combinação entre o prata da carenagem e o negro da capota.

Painel de madeira compensada naval: beleza e leveza fazendo rima.

Alfredo Vila manteve a carburação simples no motor de seu MP.

Parque da Juventude 2011 - por Gilberto Martines

Quatro MPs prestigiaram a primeira edição do evento mensal.

A biblioteca do Parque da Juventude oferece cultura ao alcance do público.

Gilberto Martines escreve em 18 de julho de 2011:

"Estou enviando fotos do primeiro encontro de carros antigos e especiais que ocorreu hoje no Parque da Juventude. Este evento vai ocorrer todo terceiro domingo do mês aqui em São Paulo, no bairro de Santana, e tem tudo para tornar-se um grande encontro mensal pois, além do local ser muito bonito e contar com uma área enorme para expormos nossos carros, o acesso é fácil, tem estacionamento para visitante, estação de metrô muito próxima.

O Parque da Juventude foi construído onde anos atrás era a Penitenciária do Carandiru. Hoje o local conta com uma enorme área verde com equipamentos de ginástica espalhados pelo gramado, parque de areia para crianças, e o visitante pode também conhecer e usar a Biblioteca São Paulo - uma das melhores do mundo, com computadores e um terraço panorâmico muito legal.

Esse evento esta sendo realizado pela Associação de Proprietários de Veículos Antigos. Trata-se do mesmo grupo que realizou a Virada Cultural e os encontros no Palácio das Indústrias.

Hoje o encontro contou com a presença de barracas de peças e alimentação, e de vários clubes de carros antigos como: Puma, Maverick, Fordinho, Fusca, Passat, SP2, Chevrolet e o nosso clube, que contou com a presença de quatro MPs.

Quase todos carros expostos estavam em ótimas condições. Acredito que só não tinham mais veículos pois em São Caetano estava ocorrendo um outro evento de antigomobilistas.

Gostaria de aproveitar para parabenizar aos organizadores do evento. Até o próximo encontro no terceiro domingo."

Outras marcas também estiveram bem representadas no encontro.

Uma bela e convidativa área verde, na Zona Norte de São Paulo.

Veja também:

Virada Cultural de São Paulo - 2011
Palácio das Indústrias 2010 - por Gilberto Martines
Quintas no Ibirapuera 2009 - por Gilberto Martines
Memorial da América Latina 2007 - por Romeu Nardini
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Campos do Jordão 2011: pegando o longo caminho de volta para casa

Campos do Jordão, na borda do Vale do Paraíba, é um destino atrativo para aqueles que moram na Grande São Paulo e cidades próximas do interior. A maneira mais comum de chegar até esta estância turística é seguindo por rodovias de pistas duplas - Dutra ou Carvalho Pinto - até Taubaté, e de lá por uma perna final de pista simples, inaugurada no fim dos anos 70.

Até então, o acesso para o alto da Serra da Mantiqueira era feito pela SP 50, conhecida como a Estrada da Serra Velha, partindo de São José dos Campos e percorrendo um longo e sinuoso trajeto, tão bonito quanto arriscado, por não contar com manutenção de rotina e também com a infra-estrutura disponível em vias de maior circulação, como postos de combustíveis e locais para descanso e alimentação.

Nem por isso desistimos de experimentar este caminho alternativo. Depois de participar de um inesquecível passeio do Clube MP Lafer Brasil até Campos do Jordão, em abril de 2011, resolvemos nos hospedar na cidade e voltar no dia seguinte, sem pressa, mas com uma curiosidade insaciável, apimentada com uma dose de espírito de aventura. A volta para casa foi por este caminho mais longo. Com vocês, um pouco da Estrada da Serra Velha:

Campos do Jordão é uma cidade romântica, ideal para casais apaixonados passarem o fim de semana num clima ameno, com inspiração européia. O MP Lafer é um carro que combina muito bem com estes ingredientes, mesmo quando estacionado ao relento, na frente da pousada.

Dirigir de capota abaixada pelas ruas e alamedas de Campos do Jordão é muito prazeroso. A estradinha que conduz ao Pico de Itapeva, no município de Pindamonhangaba, é um belo exemplo, com suas hortências acompanhando cercas vivas, sombreadas por pinheiros.

Na hora de ir embora, é até difícil encontrar o início da Estrada da Serra Velha. A sinalização, próxima ao portal, indica apenas a direção para o Sul de Minas Gerais. Atravessa-se a periferia de Campos do Jordão antes de sair do perímetro urbano.

Os primeiros quilômetros da descida da serra são vertiginosos para quem não está ao volante. Dependendo dos raios das curvas, podemos fazer comparações, as vezes com um carrossel, as vezes com um saca-rolhas. Mas o ar fresco e a paisagem compensam.

Neste caso, não é necessário um motor muito potente para fazer o percurso, mas os freios precisam estar rigorosamente confiáveis. Fazer o uso correto do freio a motor também é um predicado requerido ao motorista que ingressa neste tipo de viagem.

A visão de pequenos vales e colinas em seqüência enche os olhos, mas não pode tirar a atenção sobre os trechos da pista que apresentam sérias ondulações - isso quando o asfalto não está perdido para as erosões, que chegam a levar metade do leito carroçável.

Nos pequenos segmentos de retas, as copas das árvores se tocam sobre a linha central da pista, formando túneis de penumbra que deixam o ar ainda mais frio do que normalmente costuma ser na região, durante o outono e inverno.

Numa pequena vila nos arredores de Santo Antônio do Pinhal, temos umas das poucas chances de encontrar um posto de combustíveis, e algum sinal nos telefones celulares. A vida segue bem mais tranqüila nestas localidades.

É interessante notar que, a poucas dezenas de quilômetros de grandes cidades, podemos observar um estilo de vida completamente diferente do nosso. O uso do cavalo não é uma diversão domingueira, mas um recurso ainda predominante num ambiente rural.

A topografia, nesta altura do trajeto, já é um pouco mais suave, permitindo que árvores de maior porte intercalem raios de sol com sombras, cujo ritmo alternado estimula as retinas, que ficam de prontidão. Prazer de poucos sinônimos ao volante.

Subitamente, ao fim de uma curva cega, nos deparamos com uma árvore recém caída interrompendo a passagem - os ramos ainda balançavam. Por pouco não levamos uma galhada nos ombros, que poderia fazer um estrago irremediável.

O jeito foi estacionar o MP no que havia de acostamento, e retirar a madeira seca do meio da pista. Ao fim da operação, uma caminhonete passou triscando as pontas dos galhos. Sem dúvida, um momento de apreensão para nos manter alertas. 

Ao norte de Santo Antonio do Pinhal, ocorre um entroncamento mal resolvido da SP 50 com a estrada que cruza em direção ao Estado de Minas Gerais. A partir dali a SP 50 é denominada "Estrada de Rodagem Monteiro Lobato".

Mãos firmes no volante, lembrando os ponteiros do relógio ao indicar que faltam dez minutos para as duas horas. Andar por caminhos inéditos é prazeroso, mas exige certa experiência na condução, aquela que ajuda a controlar os impulsos da velocidade.

Trafegando por uma espécie de cumeeira da serra, notamos que alguns viadutos estão praticamente abandonados. Em certos trechos, o asfalto está tão esfarelado que lembra o fundo de um pacote de biscoitos de polvilho. Um descuido e você escorrega com as quatro rodas.

Chegamos na cidadezinha de Monteiro Lobato. O MP Lafer, que vinha se comportando muito bem até então, apagou em baixa rotação. A bateria estava exaurida pois o alternador havia pifado. Um policial militar interrompeu o tráfego na rua central e conseguimos fazer o carro pegar no tranco - de ré!

Como naquele domingo não haviam eletricistas trabalhando na cidade, decidimos seguir viagem até São José do Campos, onde certamente conseguiríamos ser socorridos numa eventualidade. Qual seria a graça da viagem se nada acontecesse?

Entre Monteiro Lobato e São José, a estrada começa a ganhar a presença de outros carros. Na região existem muitas chácaras de veraneio, próximas ao Distrito de São Francisco Xavier, de onde parte uma estrada de terra para Joanópolis: boa dica para jipeiros.

Nada no céu indicava que momentos depois cairia uma chuva torrencial em toda a região. Uma espiada no painel indicava que seria necessário abastecer o carro - com o motor ligado para não depender de mecânicos de beira de estrada.

São José dos Campos, finalmente, aparece no horizonte. Originalmente, a SP 50 desembocava diretamente na Rodovia dos Tamoios, que liga o Vale do Paraíba ao litoral norte de São Paulo. Porém, a cidade cresceu e apagou os vestígios desta ligação.

Poucos metros depois e a grande cidade se descortina diante do capô do MP Lafer. Aquele cenário pouco nos lembrava que havíamos transitado por uma das áreas mais esquecidas e estagnadas no tempo, em toda a Região Sudeste do Brasil.

A partir de São José dos Campos, o caminho de volta para casa foi o mais convencional possível, através da Via Dutra até Jacareí, da Rodovia Dom Pedro até Campinas, e de lá até Paulínia. Você deve estar se perguntando se chegamos bem em casa, com o MP Lafer sem bateria. A resposta é: "chegamos". Mas não sem antes passar por mais alguns bocados. Até a pilha da máquina fotográfica acabou esgotada.

Abastecemos o carro em Jacareí. Quando ingressamos na Dom Pedro o céu ficou negro. Caiu uma chuva das mais torrenciais que já testemunhamos, porém, não podíamos estacionar no acostamento, como outros carros, pois o motor não funcionaria mais. Não podíamos sequer ligar o limpador do pára-brisas, para não roubar energia do que interessava: manter os cilindros trabalhando.

Foi emocionante, sem dúvida. Formou-se uma espessa lâmina de água no asfalto, que em atrito com os pneus dianteiros, jorrava a chuva nas bandejas do assoalho. Minha esposa ficou apreensiva, mas mantive a calma quando vislumbrei raios de sol no ponto de fuga da pista. Atravessamos a tormenta, que se transformou em tempestade de granizo, causando vários danos em Guarulhos. Foi um grande alívio quando o céu se abriu novamente para nós.

Quando coloquei os pés na garagem de casa, fiquei me perguntando o que havia feito. Uma viagem que normalmente seria feita em três horas e meia, levou mais de cinco para ser concluída. Ou seja, a aventura serviu apenas como aventura. Não é algo que possamos recomendar como alternativa. Fazer isso de noite? Nem pensar. Valeu a pena? Valeu, com certeza. Tem gente que se aventura pela Patagônia na Argentina, ou pela Rota 66, nos Estados Unidos. Nós nos aventuramos logo ali...

Texto de Jean Tosetto
Fotografias de Renata Tosetto

MPs em Campos do Jordão 2011