Santana de Parnaíba 2008 - por Gilberto Martines

MPs reluzentesO sol ilumina o agrupamento de MPs nas ruas de Santana de Parnaíba.

Mensagem de Gilberto Martines: "Hoje, 29 de junho de 2008, dia de São Pedro, ocorreu mais um encontro de carros antigos em Santana de Parnaíba. Um encontro que já se tornou tradicional e muito gostoso, patrocinado pela prefeitura da cidade. Mais uma vez o Clube MP lafer Brasil esteve representado por alguns exemplares - aproximadamente 14 carros."

Réplica do MG-ANa réplica brasileira do MG-A, o reflexo das janelas de um antigo casarão.

Banda na praçaA Banda da Guarda Municipal de Santana de Parnaíba fazendo a trilha sonora do evento.

O Concorde verdeO verde, o vermelho e os cromados emoldurando o escudo deste belo e raro Concorde.

Índice de álbuns

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Reportagens na imprensa

História do MP
Muitas vezes são nas publicações especializadas em carros que os entusiastas do assunto fazem suas consultas e buscam referências. Elas ajudam a contar um pouco da história de cada modelo. Nesta seção, ao lado do título de cada matéria, temos a data da publicação original seguida pela publicação no mplafer.net - boa leitura!

MP Lafer, Fusca & CIA - julho 2011

Para Revista Trip, MP Lafer é "desgovernado" - maio 2011

Charmosa Maria Paula - dezembro 2010 / janeiro 2011

Bauru pode ter clube do MP Lafer - novembro 2004 / fevereiro 2005

MP: réplica vira clássico nacional - abril 2003 /agosto 2003

Protótipo do MP: impressões ao dirigir - março 1974 / março 2003

Novo esportivo MG tem quase mil cavalos - outubro 2002 / janeiro 2003

Três réplicas em confronto - maio 1978 / dezembro 2002

MP Lafer TI: uma réplica mais sofisticada - fevereiro 1978 / outubro 2002

MG: tamanho não é documento - março 1964 / agosto 2002

Você tem alguma matéria publicada sobre o MP Lafer? Pode ser também sobre os MGs e outros roadsters que marcaram época. Envie para nós! Veja mais detalhes na seção contato.

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Jane Locke - Alma de artista

Temos a satisfação de abrir espaço para as mulheres em nossa seção de entrevistas. Sim, elas também apreciam muito o MP Lafer. Nossa primeira entrevistada possui o seu há mais de trinta anos - uma prova do quanto ela é afeiçoada pelo modelo. Mas não é só isso: Jane Locke faz parte de um seleto grupo de pessoas que enxergam a vida por uma ótica mais sensível e diferenciada. Não obstante, se trata de uma artista. Na verdade, o leitor atento do site mplafer.net já a conhece um pouco, através da Galeria 2008, de onde emprestamos as imagens para ilustrar esta matéria.

Seu MP Lafer 1976 está com você desde zero km. Como foi a aquisição do modelo e quais foram suas primeiras impressões ao guiar o carro?

- Eu estava passando pela Avenida Ibirapuera e vi o MP Lafer na vitrine de uma loja de carros.
Parei meu carro, entrei e perguntei quanto custava. Fiz o cheque e nem cheguei perto do carro, pois estava trabalhando e não podia parar. Combinei que voltaria às 18:30 horas, para pegar o carro. Foi amor à primeira vista.

MP 1976 de primeira mãoO MP Lafer 1976 foi retirado na concessionária autorizada da época.

Quem gosta do MP dificilmente entrega algum aspecto negativo dele, mas nestes últimos 32 anos, seu carro lhe deu muitas preocupações com manutenção?

- O MP Lafer é um carro de fácil manutenção e nos 32 anos comigo só me deu alegrias, do tipo: todo mundo fala comigo que as crianças adoram o carro, e os estrangeiros pedem para fotografar, enfim uma grande satisfação.

Viagens. Há alguma que tenha feito com o conversível em especial? Você teria algum episódio interessante para relatar?

- Viagens curtas, como para o Guarujá. Fiz dezenas delas, mas uma vez resolvi ir à Jaboticabal.
Como o dia estava lindo, resolvi abaixar a capota - o que foi divertidíssimo, pois os caminhões buzinavam para que eu passasse e os motoristas dos carros acenavam. Quando parei no posto fiquei rodeada de curiosos.
Na cidade, o carro fez o maior sucesso e tive que dar voltas no centro com diversas pessoas.

Você é artista plástica num período em que as artes, de modo geral, estão conceitualmente sem um rumo definido. Como é seu trabalho com a reciclagem de metais?

- Meu trabalho com a reciclagem é o seguinte:
Compro peças de latão, bronze e cobre em ferros velhos, feiras e casas de famílias que se mudam.
As vezes, ao olhar o material já sei o que vou criar, mas as vezes compro a matéria prima e espero a inspiração.
Não faço fundição, só reciclo as peças cortando e soldando.

O que a motivou a desenvolver um escudo de kevlar, resistente à balas de Magnun 44?

- Foi por causa de um assalto que tive na esquina da Berrini com a Água Espraiada (avenidas de São Paulo).
Eram dois rapazes com facas e como meu vidro estava fechado eles começaram a esfaquear o vidro e a capota - que cortaram. Nessa altura, o vidro foi baixando e para me defender instintivamente virei para o lado e peguei uma bandeja de latão que eu levava para a oficina.
Segurei a bandeja pela alça e firmei na janela, o que me protegeu até a abertura do semáforo.
Cheguei em casa e ao agradecer à Deus pela proteção, me ocorreu que se conseguisse criar algo semelhante, com material mais leve, poderia ajudar muita gente a se defender.

Escudo de kevlarO escudo de Jane: equipamento foi vetado ao mercado pelas autoridades.

Este escudo de auto-proteção teve a patente requerida por sua parte, mas o registro foi negado após longos anos. Qual a razão?

- Depois de muito estudo e conversa acabei descobrindo o kevlar, material que prensado é leve e resistente à balas.
Como a idéia era fácil de ser copiada, fiz tudo sozinha: desenhos, material, memorial descritivo... Então fui para o instituto de marcas e patentes e enfrentei filas e mais filas para poder dar início ao processo de patente.
Fiquei anos pagando as taxas e tentando fazer o escudo em diversas firmas de blindagem.
Sofri todas as experiências possíveis, que precisariam um livro para escrever tudo. Cada vez que alguém tentava me prejudicar - e como - alguma luz superior me protegia. Finalmente consegui o primeiro protótipo e o número perfurado, o que é um grande passo no registro da patente e também meu nome no livro de inventores.
Fiz um segundo protótipo que ficou ótimo e testei com um tiro de Magnun 44, que afundou o escudo, mas não perfurou. Quando achei que começaria a produzir, a firma fechou.
Parti para outro fabricante, que foi me cozinhando em banho-maria, até eu descobrir que ele não pretendia fazer o escudo porque achava que prejudicaria a venda de carros brindados.
E por aí foram passando os anos. Até que quando ia sair a patente definitiva, recebi uma carta indeferindo-a, por ser um item de segurança nacional que não poderia ter exclusividade.

Você não tem medo de andar com este escudo no trânsito de São Paulo? Você se sente realmente segura com ele?

- Para um assalto com armas de fogo eu desaconselho, principalmente sendo mais de um assaltante, mas é extremamente útil em vários casos.

Uma de suas criações é a campanha da boa vontade no trânsito. Conte um pouco sobre ela.

- Depois de horas no trânsito eu levava para casa uma carga negativa de raiva e frustração que era difícil de digerir. Achei que se fizesse um esforço, descobriria um jeito de capitalizar de forma construtiva e bem humorada aquela carga. Como todos os brasileiros - especialmente os homens - adoram futebol, achei que se eu mostrasse um cartão amarelo para os infratores, todos entenderiam.
Foi mágico, há pessoas que saem da caixa preta - abaixam o vidro - e acabam dando risada, ou levantando apenas o polegar em aprovação.

Cartão amarelo para os apressadosA advertência emprestada dos campos de futebol - uma linguagem que todos entendem.

O que é mais comum acontecer: você mostrar primeiro o cartão amarelo ou logo de cara abrir seu coração?

- Como muitas vezes recebo gentilezas, como ônibus e caminhões me cedendo passagem, resolvi criar um cartão com um coração vermelho e as palavras "eu amo você" para usar nesses casos.
Não posso descrever o que acontece, mas o calor humano que tenho recebido é de estarrecer, por incrível que pareça mostro mais o cartão do coração.

Alguém já reagiu rispidamente à sua iniciativa?

- Até hoje ninguém respondeu com grosseria aos meus cartazes.

Aos 79 anos de idade, quais são seus próximos projetos? Você considera a opção de se aposentar algum dia?

- Nem pensar em aposentadoria. Pretendo continuar a trabalhar, cursar a universidade da terceira idade e prosseguir no curso de mandarim.

Para finalizar: você recomenda o MP Lafer para os mais jovens?

- Recomendo o MP Lafer para jovens e idosos, pois é um carro muito seguro, durável, além de ser uma paixão.

Só o amor constróiNunca é demais repetir uma frase como essa. O símbolo do coração também é universal.

Deixe seu recado livremente!

- Eu amo você.

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MP Lafer TI: uma réplica mais sofisticada

Condensado da reportagem de Thomaz F. Magalhães, publicada originalmente na revista Auto Esporte, número 160, de fevereiro de 1978.

MP Lafer TI: dianteira
Entre as réplicas de automóveis antigos fabricados no Brasil a mais nova é a versão TI do MP Lafer, que tem todos os modismos estilísticos cultivados atualmente pelos jovens proprietários de carros. Os cromados, numerosos nos veículos das décadas de 40 e 50 e também em suas réplicas atuais forma eliminados, substituídos por uma pintura preto-fosca. Disso resultou uma aparência mais agressiva e moderna, responsável pelo grande interesse mostrado pelas pessoas que viram o carro durante o teste. Uma boa parte perguntava se era um importado, outras se era o modelo para exportação do MP e ainda havia os que não percebiam que era uma versão moderna de um carro antigo, não fazendo ligação nenhuma entre ele e o MG, bem conhecido pelos automobilistas.

MP Lafer TI: traseira
Mas, não é só a pintura fosca nos faróis, faroletes e frisos a responsável pela forte mudança na imagem do carro. São os novos pára-choques, feitos de fibra de vidro e pintados também de preto-fosco. Eles são bonitos, mais eficientes que os usados no MP comum, mas nada tem a ver com o estilo do carro.

Os equipamentos da versão TI se complementam com bancos especiais, reclináveis - não há espaço suficiente para recliná-los totalmente - além de vidros especiais mais escuros, painel de madeira pintado de preto com um jogo completo e eficiente de instrumentos e rodas de magnésio, inclusive no estepe.

MP Lafer TI: detalhe fosco
Ao lado direito, o pisca-pisca do Fusca no MP TI.

Andando no MP TI

Coloca-se o carro em movimento e uma série de características agradáveis começa a ser sentida. O MP TI anda macio, quase não tem barulho de carroceria. A sensação dada pelo imenso capô dianteiro, logo nos primeiros quarteirões, é de se movimentar um pouquinho depois que se vira o volante. Pode-se sentir alguns sustos nas primeiras aproximações com outros carros, principalmente no trânsito.

MP Lafer TI: interiorPainel completo, bancos reclináveis e freio de mão situado mais à frente.

Durante o teste, surgiu a possibilidade de checar a performance do carro na chuva, durante uma das tempestades típicas de verão. A situação era a seguinte: Vale do Anhangabau, São Paulo, às quatro da tarde, com chuva forte, água até a metade das rodas dos carros - quando parados - muitos carros enguiçados. O percurso a ser vencido tinha cerca de 50 metros em sua pior parte. Quando chegou a vez do MP teve até torcida para o carrinho, que acabou passando bonito, chegando até boiar um pouco na dianteira, quando vinham as ondas geradas por outros carros. O resultado foi uma pane na buzina e nenhuma infiltração de água dentro do carro, que é todo acarpetado.

Em dias normais, com tempo bom, o MP TI tem todas as características agradáveis dos conversíveis, com boa acomodação para duas pessoas que o carro pode transportar e espaço bom para a bagagem, que vai no capô dianteiro, onde está também o tanque de gasolina.

MP Lafer TI: porta-malasO porta-malas é amplo e contém o tanque de gasolina à sua entrada.

É um carro que vale a pena ser dirigido esportivamente. Todos os seus componentes mecânicos são Volkswagen, mas a diferente distribuição de pesos e também o menor peso total, proporcionam características agradáveis em seu comportamento em curvas. Nas de baixa velocidade ocorre a saída de frente, facilmente controlável, enquanto que em curvas de alta velocidade é a traseira que tende a escapar, também comedidamente.

O desempenho

No MP TI, a mesma mecânica usada no Brasília 1600 apresenta performances diferentes. Por um lado a maior leveza do conjunto proporciona arrancadas mais rápidas, e por outro, o seu pior índice de penetração aerodinâmica resulta em menor velocidade final.

De zero a oitenta quilômetros reais por hora o MP TI gastou 9,0 segundos, média de quatro passagens. De zero a cem, 14,4 segundos. O quilômetro de arrancada foi percorrido em 38,1 segundos. A velocidade máxima, aferida em trechos planos, percorridos nos dois sentidos, apresentou a média de ... 125,43 km/h para quatro passagens.

MP Lafer TI: motor VWMecânica original do Volkswagen 1600 sedã.

É interessante reparar que durante as tentativas para estabelecer as velocidades máximas, o conta-giros não registrou marcas siperiores a quatro mil rpm em quarta marcha, enquanto que nas marchas inferiores o motor rendia bem até os cinco mil. Em trechos não planos, com descidas prolongadas, esses mil giros podem levar o carro a marcas próximas a cento e quarenta quilômetros horários. Velocidades pouco inferiores a essa seriam conseguidas com a adoção de uma relação mais curta para a quarta marcha, mesmo em terrenos planos.

Capa da revista de 1978Confira a reprodução de capa ao lado.


Para garantir refrigeração total ao motor, quando muito exigido, é bom verificar se a capota foi rebatida corretamente ou envolvida com a capa prevista para esse fim.

Primeira publicação no site mplafer.net: outubro 2002

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