Galeria 2006: Duarte

MP Lafer do Duarte
Esta colaboração, de 9 de abril de 2006, só foi possível por intermédio de Milton Lopes, que recebeu a mensagem original de Elieser Duarte, morador da cidade de Dubrovnick na Croácia.

Obrigado ao Milton e ao Elieser!

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Matéria publicada no portal estadao.com.br em 11 de abril de 2006:

Dubrovnik, debruçada sobre o Mar Adriático


Fortaleza envolve Cidade Velha, a mais conservada da Croácia. O impacto das muralhas de pedra no mar é inesquecível

Ana Carolina Sacoman

CROÁCIA - Um museu aberto e vivo. Assim os guias costumam definir Dubrovnik, à beira do Mar Adriático, na Croácia. Assim sentem os visitantes que chegam por lá. Se puder, aliás, chegue por água. O impacto das muralhas de pedra - intactas - "debruçadas" no mar é inesquecível. Com 50 mil habitantes, Dubrovnik é uma das cidades mais preservadas do país, justamente por conta de seu muro. São 1.940 metros de circunferência, que cobrem toda a área conhecida como Cidade Velha, acessíveis por 4 (a moeda corrente é a kuna, mas o euro dos turistas é bem aceito).

Aproveite, então, para passear pelas muralhas e tirar aquelas fotos dignas de catálogos de turismo. Afinal, você está, provavelmente, num dos mais belos litorais do mundo - sem um pingo de exagero. Em algumas partes internas da fortaleza há mapas que apontam as construções destruídas na Guerra da Croácia, que deixou 20 mil mortos entre 1991 e 1995. Dubrovnik foi atacada, mas, segundo os moradores, pouco sofreu - graças aos paredões de pedra.

Depois da caminhada, desça e rode pela Cidade Velha. Vale começar pela Catedral de Dubrovnik - católica, como 90% dos croatas -, construção que fica de frente para um dos portões de entrada. O prédio que você vai conhecer, pagando 1 pela entrada, é o terceiro erguido no mesmo lugar. O primeiro era uma catedral bizantina; o segundo, em estilo românico, foi destruído por um terremoto, em 1667, que transformou dois terços de Dubrovnik em pó. A atual construção data do século 18.

Da catedral, dê um pulo no Palácio do Governador. Vale mais para conhecer os costumes da época em que a cidade era a capital da República de Dubrovnik - cuja independência custou 12 mil ducados de ouro, comprada dos conquistadores turcos, e que tinha, como idioma oficial, o latim. Repare que o prédio mescla os estilos gótico e renascentista, marca da arquitetura local dos séculos 16 e 17. A entrada no palácio custa 4.

Receitas

Poucas quadras adiante fica uma das mais antigas farmácias da Europa e a mais antiga do país em funcionamento, de 1317. Conhecida simplesmente como Velha Farmácia, está dentro do Convento dos Franciscanos e conta com cerca de 2 mil receitas de remédios. A entrada no convento custa 2.

Saia um pouco da Cidade Velha para apreciar as casinhas dos moradores. Prepare-se: no mínimo, terá de enfrentar 90 degraus, numa subida íngreme. Lá em cima, sobrados geminados são um convite para fotos. Entre um e outro, descubra terraços de restaurantes e cafés, de onde se tem uma das mais espetaculares vistas do Mar Adriático. Quando descer, pare num dos cafés de Placa, a rua principal de Dubrovnik.

E, se estiver por lá entre 10 de julho e 25 de agosto, participe do Festival de Verão de Dubrovnik, organizado em 33 espaços distintos desde 1950. Peças teatrais são encenadas em prédios históricos enquanto palcos de música são armados ao ar livre.

Viagem feita a convite da MSC Cruzeiros

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