O Lafer TI na subida do Pico do Jaraguá

O segundo personagem desta estória é o belo MP Lafer TI acima, que apesar da aparência impecável, se recusa a deitar eternamente sobre cavaletes esplêndidos. A garagem só lhe interessa para abrigar-se do sol e da chuva, enquanto seu dono está entretido em outros afazeres. Suas linhas clássicas e esportivas o fazem querer ver sempre um segmento interminável de asfalto pela frente. Seu motor e tração na traseira são ótimos para certos tipos de desafios.

O terceiro personagem atende pelo nome de Pico do Jaraguá, com seus 1.135 metros de altitude, é o ponto mais alto da cidade de São Paulo, reinando em seu parque sobre a Serra da Cantareira, de onde acompanha o vai e vem de gente que transita pelas Rodovias Bandeirantes e Anhangüera. Mas onde está o primeiro personagem? Ele é o protagonista! E ninguém melhor do que ele mesmo para contar tudo em detalhes:

"A convite de alguns amigos do Auto Union DKW Clube, tive a chance de participar da XXVII Subida de Montanha Internacional Pico do Jaraguá 2.007, realizada no dia 16 de junho passado.

Estariam lá carros de todos os tipos, incluindo DKWs, Fuscas, GT Malzoni, Porsche, Mitsubishi Eclipse, Toyota Supra, Mustang, Alfa Romeo, Golf VR6, Lobini, Mini Cooper, Camaro, Maverick, Datzun Z, Pumas e até um raro Fiat Abarth 1.000, e o meu TI representando os MPs da Lafer.

Os carros seriam divididos por categorias baseadas na cilindrada do motor, e a competição era ver quem subia a montanha no menor tempo possível. Depois que todos subissem, haveria um churrasco de confraternização e a entrega dos prêmios.

Estava muito entusiasmado para competir e, na véspera, junto com um amigo, improvisei um suporte para colocar minha câmera digital e filmar a emocionante subida do Pico, com o pé embaixo.

No dia 16 fui cedinho para o Pico e fiquei por lá, vendo os carros chegarem e se alinharem, na espera da hora de acelerar. Como sempre, atrasos, desencontros, aguardar a chegada dos Bombeiros e da Ambulância, entre outros.

Finalmente, por volta das 10 horas da manhã, o primeiro DKW larga.

Mais alguns minutos e lá estou eu, de capacete e luvas, no ponto de largada aguardando o sinal. Aciono a câmera e... droga! Ela começa a apitar e piscar no visor a frase "Erro no memory card". Tento de novo e... a mesma coisa acontece. Desisto e me concentro nas luzes.

O momento prévio à largada: adrenalina em alta e pé direito em baixa.

Luz verde! Acelero fundo e arranco: primeira, segunda, terceira e... curva à esquerda, diminuindo um pouco a velocidade. Daí em diante, uma seqüência de pequenas retas e curvas quase sempre fechadas da estrada do Pico. O TI segue valente e muito estável, fazendo sem reclamar o percurso cercado de muito verde. É muito bom fazer uma subida de serra utilizando a pista toda, fazendo a aproximação e tangenciando as curvas.

Chego ao topo e recebo a bandeira quadriculada. Dá para perceber que o motor do MP está quente, mas não rateou para subir. Junto-me a uns amigos que já tinham subido, e ficamos próximos à última curva, para ver a chegada dos outros carros. Alguns sobem muito forte, principalmente Maverick V8, Porsche, Toyota Supra e o pequenino Fiat Abarth 1.000 cc.

Após a chegada do último carro, aguardamos a ordem dos organizadores e todos os carros descem para o churrasco.

Começa o churrasco, animado por muita cerveja e pelas histórias que cada um conta da sua experiência, do carro que não andou, do que ferveu, etc. Ali estava no ar o entusiasmo e a paixão por automóveis que aquelas pessoas todas sentiam.

Depois de algum tempo, a premiação e... surpresa! O segundo colocado na categoria até 1600 cc sou eu! Nem acredito. É a primeira vez que participo e vim para me divertir.
Recebo uma caixa de ferramentas e uma placa comemorativa do evento.

A confirmação de que ser o segundo também é motivo de felicidade.

Volto pra casa feliz da vida, depois de um dia muito agradável na companhia de gente que compartilha comigo o gosto pelos carros, pelas estradas e pelas estórias das quais participamos juntos.

Abraços,

Nelson Porto"

Elenco de apoio:

O DKW Belcar 1959 foi o primeiro veículo a largar. Equipamentos de foto-célula garantiram a eficiência da cronometragem.

A réplica do Ford Cobra, uma legenda americana, ante um Alfa Romeo, um clássico italiano, vermelho como todas as máquinas de lá devem ser.

O Maverick do Batistinha foi um dos vencedores da jornada. Na última curva do percurso, porém, um susto quase encerra sua corrida mais cedo.

O valente Fiat Abarth 1.000 cc, cuja motorização também é traseira, teve a tampa levemente levantada para ajudar na refrigeração.

Possante como todo carrão americano dos anos setenta, o Camaro Z28 ostentou o brilho dos cromados em contraste com o fundo verde da mata.

Por fim, mas não menos importante, foi a presença deste reluzente exemplar da indústria alemã: um Opel GT 1970.


Veja também:

Subida do Pico 2007: a placa comemorativa


Mais Relatos & Registros

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Galeria 2007: Bonventi


Felipe Bonventi possui um MP Lafer 1981 em Bragança Paulista, cidade que recebeu o passeio do Clube MP Lafer Brasil em 1999. A colaboração para a Galeria do MP ocorreu em 23 de junho de 2007.




Mais imagens deste MP podem ser vistas no site pessoal do Felipe.

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MG TF Avallone

A marca do MG TF presente no modelo A-11: os faróis incorporados aos pára-lamas salientes.

Quando o MP Lafer, inspirado no modelo inglês MG TD 1951, foi lançado no mercado brasileiro em 1974, a sua receptividade junto ao público consumidor foi muito positiva, a ponto de incentivar o aparecimento de outros veículos em fibra de vidro, com design baseado em roadsters clássicos que incluíram no rol das marcas homenageadas, além da MG, a Alfa Romeo, a Bugatti e a Mercedes-Benz. Dentre eles o que mais se destacou, por sua notória qualidade, foi o Avallone A-11, mais conhecido como a réplica fiel do MG TF, o modelo que substituiu o MG TD em 1953.

Valendo-se de sua experiência como piloto profissional e construtor de carros de corrida, Antônio Carlos Avallone adotou a premissa de fidelidade máxima ao conceito original do MG TF, construindo um chassis próprio para abrigar o motor de quatro cilindros do Chevette, na dianteira. Desta forma, ele se contrapôs ao caminho seguido pela Lafer, que havia gerado um modelo novo ao adotar o conjunto motriz da Volkswagen, cujo chassis do Sedan Fusca, de motor traseiro refrigerado a ar, em nada lembrava a solução do MG TD, de motor arrefecido à água.

Este exemplar foi fotografado em novembro de 2004, durante encontro de Jundiaí-SP.

No projeto do chassis do Avallone, foram dispostas quatro longarinas paralelas. As duas peças centrais perfazem o formato de uma forquilha, necessário para estruturar a base do motor da GM no estreito compartimento frontal, herdado da proposta original. A primeira versão do carro foi lançada em 1976, com motores de 1.400 a 1.600 cilindradas. Mas ao longo dos anos, motores de Opala e Monza - com 2.000 a 2.500 cilindradas - passaram a ser utilizados, conferindo melhores relações entre peso e potência, porém sempre com a tração traseira.

A traseira do A-11 conserva um pneu sobressalente autêntico, o que não ocorre no MP Lafer.

Preocupado com a influência da suspensão na estética de seu carro, uma vez que os pára-lamas dianteiros do MG TF deixam seus componentes parcialmente à vista, Antônio Carlos Avallone idealizou uma geometria distinta para a traseira e a dianteira. Na frente a suspensão é independente, com triângulo superior e braço inferior, ao passo que na outra extremidade do veículo figura o eixo rígido com molas helicoidais e barra transversal tipo Panhard. Tamanho cuidado resultou em ótima estabilidade para um modelo leve e conversível.

Embora se apresente com a pintura desgastada, esta unidade ostenta vários aspectos originais.

A fidelidade ao MG TF fez o Avallone A-11 herdar alguns pontos questionáveis no seu interior - cujo acabamento foi considerado espartano - onde pessoas a partir de estaturas medianas encontram certas dificuldades para se acomodar nos assentos do roadster. Os bancos possuem formato semi circular para suprir a evidente falta de espaço, mas os pedais do motorista deixam poucas alternativas para acomodar o pé esquerdo, em passeios mais longos. Já o volante é deslocado para a direita em relação ao eixo de simetria de quem o manuseia.

O interior do A-11 possui os mesmos mostradores octogonais do MG TF, além do volante de três raios.

Avallone 6R

Ainda mais raro do que o modelo A-11, o Avallone 6R foi uma tentativa de introduzir no Brasil o conceito do kit-car de alta qualidade, muito comum nos países da Europa e da América do Norte, cuja montagem poderia ser terceirizada, utilizando várias partes do Chevette - que inclusive não tinha a necessidade de ser zero quilômetro. A nota fiscal de cada exemplar, no entanto, só seria emitida após um test-drive do carro na oficina do Avallone, que ficava próxima ao circuito de Interlagos em São Paulo.

A sigla 6R identificava as seis rodas que o carro levava, pois os dois estepes eram dispostos nos pára-lamas dianteiros. A propósito, esta versão não era uma réplica, mas um modelo original que fazia menções à outras marcas do período clássico da indústria de automóveis, como o uso de grandes faróis na dianteira, interligados por uma trave de metal. O dado curioso é que no projeto havia um santoantônio escamotável, assim como a capota. Infelizmente o brasileiro não soube compreender esta proposta, razão pela qual é quase impossível avistar um 6R atualmente.

O 6R foi testado pela Revista Auto Esporte em sua edição 170, publicada em dezembro de 1978.

O fim da produção

A chegada dos anos oitenta não foi bem vinda para os pequenos construtores de carros brasileiros. Com a economia em recessão profunda, aliada aos custos crescentes da produção semi-artesanal, além das altas taxas de impostos, não restou viabilidade para Antônio Carlos, que encerrou a produção do A-11 em 1985. Ainda neste período, ele direcionou suas atividades para a personalização de veículos de larga escala industrial, como a transformação da Santana Quantum em limusine, por exemplo, aumentando sua capacidade para oito passageiros.

Cerca de quinze anos após a descontinuidade do A-11, a grande valorização do modelo entre os colecionadores de carros antigos do Brasil - e até do exterior - motivou Avallone a ensaiar o retorno de sua réplica, agora com motor de 1.000 cilindradas do Corsa ou Celta, uma vez que incentivos fiscais para a classe de veículos populares poderiam relançar o MG TF brasileiro no mercado, com um preço atraente. Mas um enfarto encerrou a trajetória de Antônio Carlos aos 68 anos, enquanto se preparava para disputar mais uma edição das Mil Milhas Brasileiras, em janeiro de 2002.

Restaurando o número 1

A plaqueta de identificação ostenta o símbolo hexagonal da Avallone em sua primeira unidade.

Valter Galves, correspondente do site mplafer.net adquiriu o primeiro MG Avallone produzido em 1977. Exatamente trinta anos após a saída do modelo da fábrica, Valter deu início à restauração do mesmo. Durante este processo, ele verificou que as informações técnicas sobre o carro são muito escassas, sendo obrigado a usar como referência para os serviços, a pesquisa de imagens e literatura específica do MG TF original. Com a divulgação das imagens de seu A-11 em restauração, espera-se que outros proprietários do modelo se manifestem.

Para tanto, colocamos nosso e-mail de contato à disposição daqueles que queriam colaborar com o Valter Galves nesta importante tarefa de recuperar um raro exemplar da indústria automotiva brasileira. Quem sabe não começamos aqui uma nova etapa da história do modelo.

A cor verde remete aos tempos que esta era usada nos carros de corrida da Inglaterra.

Sem painel, capota e bancos: falta muito para concluir os serviços de restauração.

O tanque de gasolina do MG Avallone fica na traseira do veículo, sobre a base de fibra de vidro.

Confira o resultado da restauração deste A-11 na Galeria 2009

Por Jean Tosetto

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MP Lafer Auto Clube do Paraná

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Rallye Fotográfico do MP: por onde anda?

O jornalista João Saboia, editor do site mplafer.com, criou em 2006 uma atividade de caráter cultural, que aproximasse os entusiastas de MP Lafer de diversas cidades brasileiras, também conhecida como o Rodízio da Foto - consistindo basicamente no envio, por correio postal, de uma câmera fotográfica com filme convencional, onde cada dono de MP faria uma foto e remeteria novamente, para outro proprietário, até que se completasse o ciclo.

Junto com a embalagem da máquina fotográfica, João Saboia postou também uma miniatura de plástico do MP Lafer, produzida nos anos setenta. Desde então ele aguarda o retorno deste material, acompanhado dos relatos pessoais, de cada cidade por onde o rodízio passaria. Porém a última notícia que se tem, é que esta iniciativa estaria parada em Salvador, na capital da Bahia. Razão pela qual solicíta-se que a pessoa que estiver de posse do conjunto entre em contato.

O e-mail do site mplafer.com é mplafer@gmail.com

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Galeria 2007: Guino

Paulo Rodrigues Guino reside em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. No dia 09 de maio de 2007 ele entrou em contato com o site mplafer.net, para solicitar o modo correto para se cadastrar no Clube MP Lafer Brasil, apresentando em anexo, uma imagem de seu modelo 1981, em fase de restauração.

Até parcialmente desmontado, um MP sempre será belo aos olhos de quem o admira.

Prontamente encaminhamos seus dados para a diretoria da entidade, fazendo o convite para o envio de novas imagens de seu já belíssimo carro. Passaram-se algumas semanas e no dia 17 de junho recebemos três novas fotografias do veículo do Paulo, que gostaria de saber como o serviço estava ficando.

Visto por este ângulo, o Lafer do Guino já se aproxima do resultado final.

Lateralmente, no entanto, é percebida a necessidade de montar o painel, assim como a capota.

O passo final será instalar a placa e sair rodando, curtindo este tão esperado momento.

Nós podemos responder que, pelas imagens, o conversível está magnífico, tanto que vamos publicá-las como um incentivo para terminar os trabalhos com todo o capricho necessário, quando ficaremos na espera de novas fotografias!

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Outras marcas: PGO Cevennes & Speedster II

O PGO Cevennes testado por Tom Martin. Ao fundo um TD 2000, outro modelo trabalhado pela Lifestyle Automotive.

A paixão pela liberdade está implícita até na bandeira dos franceses. Estamos tratando de um conceito que pode ser facilmente relacionado ao esporte sobre rodas, e neste quesito a França é uma referência obrigatória. Veja as 24 horas de Le Mans, disputadas anualmente desde o começo do automobilismo. Não podemos esquecer de Alain Prost, piloto quatro vezes campeão mundial, num período em que ele teve que dividir as vitórias com Niki Lauda, Nelson Piquet, Ayrton Senna e Nigel Mansell. As marcas francesas também desenvolveram soluções que revolucionaram a indústria de automóveis, como a Renault, a Citroën e a Peugeot.

Para quem ama dirigir por esporte e com o espírito da liberdade, apenas três palavras bastam para fazer seus olhos brilharem: "Conversível, dois passageiros". O problema é que os melhores exemplares que atendem a esta equação são muito caros, quando os mesmos não são muito antigos ou raros. Ou seja, dirigir um carro como este sempre foi um privilégio para poucos.

A versão Speedster II da PGO é mais fiel ao desenho clássico do 356, o primeiro modelo fabricado pela própria Porsche.

É neste ponto que a PGO abre fronteiras, quando leva ao mercado suas duas versões claramente inspiradas no Porsche 356, produzido entre 1948 e 1965. A Speedster II é mais fiel ao modelo alemão, ao passo que a Cevennes apresenta uma nova leitura no design. Mas ambas buscam atender a um anseio de igualdade, ao oferecerem maiores oportunidades de uma pessoa comum realizar o sonho de guiar um carro diferente.

De acordo com Tom Martin, líder da Lifestyle Automotive, que testou a marca no primeiro semestre de 2007, "a PGO começou sua vida construindo réplicas de speedsters, assim como a brasileira Chamonix e muitas outras, então começaram a desenvolver seu próprio carro, que usa a mecânica do Peugeot 206 GTi. Pesando 997 quilos e com 135 cavalos de potência, este modelo atinge a 100 km/h em cerca de 6.8 segundos, mais rápido do que a BMW Z4 2.5 litros. É veloz o suficiente para ser emocionante. O mais importante: o modelo tem muito estilo".

A estrutura do PGO, com motor entre-eixos, resulta num veículo leve e ágil, cujo desempenho se equivale ao das grandes marcas.

Sobre as versões Cevennes e Speedster II, nosso amigo ainda comenta: " o PGO tem dois tratamentos frontais, mas o sistema de refrigeração para o motor é o mesmo em ambos. Seu motor, de montagem central, deixa muito espaço ao redor, que ajuda nesta tarefa. O carro já possui uma boa performance, mas nós veremos se há alguma possibilidade para se fazer melhorias". Como um piloto que já disputou a Fórmula 3, Tom Martin usa sua experiência não apenas para negociar carros pela Lifestyle Automotive, mas para atuar como um consultor que ajuda no desenvolvimento de cada modelo, por isso a necessidade de realizar os testes.

Linhas clássicas e aerodinâmicas. Combinação perfeita para seduzir quem não abre mão das recentes tecnologias.

Pensando bem, estamos diante de um carro produzido na França, inspirado num clássico da Alemanha, dirigido e analisado no Reino Unido. Eis um belo exemplo de fraternidade! Mais informações sobre a PGO e a Lifestyle Automotive podem ser obtidas em seus respectivos sites.



O acabamento dos carros da PGO oferece conforto e prazer ao dirigir, cujo volante na direita atende à comunidade inglesa.

Por Jean Tosetto
Imagens gentilmente cedidas por Tom Martin

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Agenda: junho ~ dezembro 2007

Antes de seguir para os eventos, é imprescindível confirmar as informações dos mesmos, junto aos seus respectivos organizadores.

9º ENCONTRO SUL BRASILEIRO DE FUSCAS
Dia 17 de junho, das 9 às 17 horas, na Colônia de Férias do SESC - Rua Engenheiro Udo Deecke, 1330, Bairro Salto do Norte - Blumenau - SC, com entrada livre para o público.
clubedofuscadeblumenau@brturbo.com.br
www.clubedofuscadeblumenau.blogspot.com

6o ENCONTRO DE VEÍCULOS ANTIGOS NACIONAIS DO RIO DE JANEIRO
Dia 17 de junho, das 9 às 17 horas, no Museu Militar Conde de Linhares - Av. Pedro II, 383 - São Cristóvão - Rio de Janeiro - RJ, com entrada livre para o público.
Ligue (21) 9101 4621 com Armando ou (21) 8159 9670 com Guilherme.

3o ENCONTRO DE FUSCAS DE PIRITUBA
Dia 24 de junho de 2007, das 9 às 16 horas, na Avenida Elisio Cordeiro de Siqueira (Antiga avenida 1) em Pirituba - SP, com livre para o publico, e 2 kg de alimento não perecível por veículo - menos sal e açúcar.
Ligue (11) 3902 6800 com Julio.
piritubafuscaclub@terra.com.br
www.piritubafuscaclub.com.br

6o ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃO DE VEÍCULOS ANTIGOS E HOT STREET CLUBE DE JUIZ DE FORA
Dias 23 e 24 de junho, das 9 às 17 horas, no Pátio de eventos do Carrefour de Juiz de Fora - MG, com entrada livre para o publico e 5 kg de alimento não perecível em benefício da APAE/JF
Ligue (32) 3213 7951 com Jorge Borboleta.
avahotstreet@yahoo.com.br

6o ENCONTRO PARANAENSE DE VEÍCULOS ANTIGOS E ESPECIAIS DE ANTONINA
Dias 29 de junho a 01 de julho, das 9 às 17 horas, na Avenida Central e Praça Coronel Macedo em Antonina - PR, ao custo de inscrição de R$ 20,00 por veículo.
henrique@cnpf.embrapa.br

4o ENCONTRO DE VEÍCULOS ANTIGOS DE COSMÓPOLIS
Dia 01 de julho, das 9 às 15 horas na Praça do Rodrigo em Cosmópolis - SP, com entrada gratuita. Haverá brinde de participação a todos os expositores e entrega de troféus para várias categorias.
Ligue (19) 3872 7305 ou 9235 2378 com Lebrinha.
lebrinhaesportes@itelefonica.com.br

10o ENCONTRO DE VEÍCULOS ANTIGOS DE ARARAQUARA
Dias 14 e 15 de julho, das 9 às 17 horas, nos Pavilhões da FACIRA em Araraquara - SP.
Ligue (16) 3322 1946.
osintocaveis@osintocaveis.com.br
www.osintocaveis.com.br

1o ENCONTRO DE FUSCAS DE MONTE SIÃO
Dia 22 de julho, das 8 às 16 horas, na Praça Prefeito Mário Zucato em Monte Sião - MG, distante 6 km de Águas de Lindóia - SP, com entrada mediante entrega de 2 kg de alimentos não perecíveis. O evento contará com a presença do Vigilante Rodoviário e Mercado de Pulgas, sorteio de brindes,troféus e certificados para todos os carros expostos.
Ligue (35) 9941 8369 ou (19) 9163 7565 com Gustavo.
dik_browny1@hotmail.com

5o ENCONTRO DE VEÍCULOS ANTIGOS DE NOVO HAMBURGO
Dias 20 a 22 de julho, das 9 às 17 horas, nos Pavilhões da FENAC em Novo Hamburgo - RS
Ligue (51) 3595 2264. Fax: (51) 3582 3814.
expoclassic@expoclassic.com.br
www.expoclassic.com.br

8o ENCONTRO ANUAL DO AUTOMÓVEIS ANTIGOS DE CAMPINAS
Dia 29 de julho, das 9 às 17 horas, no Galleria Shopping - Rodovia D. Pedro I, km 131,5.
info@v8ecia.com.br
www.v8ecia.com.br

15o ENCONTRO DO AUTOMÓVEL ANTIGO DE JUIZ DE FORA
Dias 27 a 29 de julho, das 9 às 17 horas no Parque da Lajinha em Juiz de Fora - MG
Ligue (32) 3235-1505.

5o ENCONTRO DE VEÍCULOS ANTIGOS DE SÃO BENTO DO SUL
Dias 18 e 19 de agosto, das 9 às 17 horas, na Região Imperial Dona Francisca – PROMOSUL – Centro de Eventos, Rodovia SC – 301 km 53, em São Bento do Sul - SC.
Ligue (47) 3635 1391 com Sandra ou Rodrigo.
cleusa@quiriri.com.br

2o ENCONTRO DE VEÍCULOS ANTIGOS DE TAUBATÉ
Dias 18 e 19 de agosto, das 9 às 17 horas, na Avenida do Povo em Taubaté - SP.
caat.taubate@terra.com.br
vw_1962@itelefonica.com.br

8o ENCONTRO DE VEÍCULOS ANTIGOS DO VOLKS CLUBE DE TERESÓPOLIS
Dias 25 e 26 de agosto, das 9 às 17 horas, na Praça Governador Portela, ao lado da prefeitura de Teresópolis - RJ.
Ligue (21)9635 2437 com Joel.
joel.seixas@uol.com.br

3o ENCONTRO NACIONAL DE HOT ROADS DE ÁGUAS DE LINDÓIA
Dias 6 a 9 de setembro, das 9 às 17 horas, na Praça Adhemar de Barros em Águas de Lindóia -SP.
dhimis@uol.com.br
www.amigosdohot.com.br

2o BIENAL DE VEÍCULOS ANTIGOS E 6º ENCONTRO DO AUTOMÓVEL ANTIGO DE AVARÉ
Dia 9 de setembro, das 9 às 17 horas no Largo São João em Avaré - SP.
Ligue (14) 3732 4752 ou 3732 2336.
ailtonavare@ig.com.br

2o ENCONTRO DE FUSCAS DE JOINVILLE
Dia 16 de setembro, das 9 às 17 horas, no estacionamento da Havan em Joinville - SC.
mauricio@gafjoinville.com.br ou joao@gafjoinville.com.br
www.gafjoinville.com.br

2o ENCONTRO DE VEÍCULOS ANTIGOS DE LEOPOLDINA
Dias 15 e 16 de setembro, das 9 às 17 horas no Parque de Exposições de Leopoldina - MG.
Ligue (32) 9964 7254 e (32) 3441 1687 com Norivan Campana, ou (32) 34413619 com Rodrigo Basílio.
aval-leopoldina-mg@hotmail.com

AUTO RARO 2007 - ENCONTRO E EXPOSIÇÃO DE AUTOMÓVEIS ANTIGOS DE FRANCA
Dias 21 a 23 de setembro, das 9 às 17 horas, no Conjunto Poliesportivo Pedrocão em Franca - SP.
Ligue (16) 3722-5056.

1o ENCONTRO DE FUSCAS E VEÍCULOS ANTIGOS DE PAULÍNIA
Dia 23 de setembro de 2007, das 11 às 18 horas, na Praça da Igreja Matriz em Paulínia - SP, com entrada mediante entrega de 1 kg de alimento não perecível.
Ligue (11) 7635 8246 Willen Magri ou (19) 9107 5668 com Rogerio Abade.
wmaz@ig.com.br

6o ENCONTRO DE VEÍCULOS ANTIGOS DE NOVA ESPERANÇA
Dias 1 e 2 de dezembro, das 9 às 17 horas em Nova Esperança - PR, com entrada e participação totalmente franca. Será servido café da manhã e almoço a todos os participantes, premiação a todos os veículos expostos.
Ligue (44) 3252 4464.

Fonte: Mundo VW - vw@uol.com.br

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Liberdade em versão brasileira

Artigo de Jean Tosetto publicado originalmente na Revista Clássicos Automotivos 79, em junho de 2004.

Em nome da segurança e comodidade, as grandes montadoras investem cada vez mais no desenvolvimento de seus automóveis, para facilitar a vida de seus consumidores. Chegou-se ao ponto em que dirigir um carro, hoje em dia, mais parece um ato de jogar vídeo game, devido aos extensos recursos tecnológicos que controlam e automatizam os sistemas do veículo.

Mas houve uma época em que o prazer ao dirigir era um item levado em conta. Coisas como acionar o pedal da embreagem e a alavanca de marchas, ao mesmo tempo, não eram consideradas apenas contingências do ato, e sim a possibilidade de maior interação com a máquina. Acrescente um volante de madeira e uma capota reclinada e será possível começar a entender o que é guiar um MP Lafer.

Alivio Garavelo a bordo de seu MP 1979, com o vento soprando no rosto e o Sol por testemunha. Prazer de poucos paralelos - foto de Marcelo Balensiefer.

Seu longo capô assusta um pouco no começo, porém, o que impressiona mesmo, é aquela necessidade súbita de demonstrar sua gentileza no trânsito - oferecendo a preferência num cruzamento com mais assiduidade, ou insistindo para abrir a porta da passageira que lhe acompanha, por exemplo. Trata-se de um carro inspirador que, definitivamente, não combina com motoristas sisudos.

Percival Lafer idealizou o MP sobre o conjunto mecânico do Volkswagen Fusca, tendo moldado sua carroceria, em fibra de vidro, a partir do clássico inglês MG TD 1952. O motor refrigerado a ar ficou na traseira, embora a grade frontal do radiador tenha sido mantida. Isso provocou certas ressalvas nos especialistas, mas o fato é que o MP sempre foi muito bem aceito pelo público em geral.

No MP de Alberto Benevides, o estepe estilizado na traseira favorece a refrigeração do motor.

Algumas inovações foram introduzidas em relação ao conversível de origem, como a substituição das portas suicidas pelo sistema de abertura convencional, e a adoção de janelas laterais de vidro, no lugar das cortinas de plástico abotoáveis. O espaço interior também ficou mais generoso, tornando a posição do motorista mais confortável. Em termos de velocidade final, são muito semelhantes, embora este não seja o ponto forte de ambos.

Painel em madeira, com desenho harmonioso e fácil leitura dos instrumentos. Bom espaço interno.

Entre 1974 e 1988 foram produzidas cerca de 4300 unidades na fábrica de São Bernardo do Campo. No final de 1977 surgiu a versão Ti, direcionada a um público mais jovem. Neste caso os cromados foram excluídos e os pára-choques modificados. Coincidência ou não, o Ti se adequou melhor às normas rigorosas do mercado norte americano, para onde o MP era exportado.

Além dos Estados Unidos, países como Canadá, França, Itália e Japão também importaram MPs. Até o cinema recorreu ao “roadster” quando James Bond, na pele de Roger Moore, passou pelo Rio de Janeiro. O filme de 1979 - 007 Contra o Foguete da Morte - mostra uma espiã brasileira guiando um Lafer branco, seguindo o agente secreto pelas avenidas cariocas.

A versão Ti permitiu à Lafer fazer maiores experimentações no design. O MP vermelho é de Roberto Sardinha.

Os anos noventa chegaram e o MP experimentou um período de ostracismo. Foi quando uma geração de jovens entusiastas do carro, nos anos setenta, se tornou uma geração de bem sucedidos proprietários de MPs restaurados, vinte anos depois. Alguns deles se encontravam com freqüência nos eventos de carros antigos da Grande São Paulo, decidindo fundar em 1997, o Clube MP Lafer Brasil.

De acordo com o presidente Walter Arruda, a entidade já conta com mais de 400 membros. A estrutura do clube é enxuta e eficiente. Não há cobrança de mensalidades, apenas ações entre amigos, durante o Passeio Anual do MP Lafer. De caráter itinerário, cerca de 80 a 100 veículos se encontram em algum posto próximo a São Paulo e seguem em fila indiana para alguma cidade do interior ou litoral. Para os mais empolgados, trata-se uma data muito aguardada.

Entre eles está Nelson Ormezzano – o Barata, que já dirigiu vários conversíveis, mas sua paixão recai mesmo sobre o MP Lafer: “Fico muito orgulhoso quando vejo os donos de Mercedes, BMW e outros, quebrando o pescoço para ver minha baratinha" – afirma. Ele não é o único, pois se trata de uma legião crescente.

88 MPs no centro histórico de Itu, em abril de 2004. Foi o oitavo passeio anual do Clube MP Lafer Brasil.

Além de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia já contam com agremiações, ainda que em estado embrionário. Mas na Região Sul a situação está bem adiantada, com o MG & MP Lafer Auto Clube do Paraná organizando o encontro anual da cidade histórica de Antonina. Minas Gerais e Distrito Federal também contam com MPs rodando em boas condições, demonstrando a resistência e durabilidade do modelo.

Uma das vantagens em possuir um MP é que ele pode ser usado sem muitas reservas no dia a dia, pois sua mecânica não tem segredos e dificilmente causa dores de cabeça ao proprietário. Apenas a dupla carburação, do motor 1600, pede que se leve o carro a uma oficina, de vez em quando, para regulagens preventivas.

Com relação aos acessórios e componentes de acabamento da carroceria, existem profissionais especializados nestas peças e serviços de restauração, dos quais se destacam o Toninho da Tony Car, que durante muitos anos trabalhou na linha de montagem do MP, e Sergio Almodóvar. Ambos despacham encomendas, via correio, para qualquer localidade do país, a partir de São Paulo.

Jean Tosetto, Toninho, Marcão, Romeu Nardini, João Saboia e Walter Arruda durante almoço do clube em Campos do Jordão, abril de 2003 - foto de Rene Sarli.

Mais informações sobre os dados técnicos e históricos do MP Lafer, assim como sobre os clubes e profissionais citados neste artigo, podem ser encontradas no site mplafer.net que traz ainda uma seção com os depoimentos de alguns de seus principais entusiastas, e links para demais páginas dedicadas à marca.

O MP 1978 de Moacir Barreto exposto em Guarujá, em maio de 2002. Número recorde de MPs reunidos: 115.

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